terça-feira, 27 de novembro de 2012

Batuques Fantásticos é selecionado para o 2º Festival VAIA para A CULTURA!


Batuques Fantásticos como vivência presente de uma manifestação cultural que é o Maracatu Cearense, é o reconhecimento da cultura popular como essencial no desenvolvimento de nossa sociedade.

            A Padaria Espiritual e a Semana da Arte Moderna, como fenômenos culturais e literários singulares são a comprovação da importância disso, pois, inauguraram perspectivas novas quanto à cultura popular e suas manifestações.

Assim, como desdobramentos desses episódios marcantes, surgiram movimentos como o Tropicalismo na década de 60, poetas e músicos como Belchior, Fagner e Ednardo, na década de 70, (o ultimo influenciado pelos maracatus cearenses, exemplo é a música, Pavão Misterioso), e o Movimento MangueBeat em Recife na década de 90, com bandas como Chico Cience e Nação Zumbi e Mundo Livre, e o Movimento Cabaçal com bandas como Maracatu Vigna Vulgaris e Jumenta Parida em Fortaleza, e mais recentemente, grupos como Samba de Rosas, Fulô da Aurora, Dona Zefinha, Parahyba e Cia Bate Palmas, Eletrocactus e Breculê e muitos outros.

            Diante disso, Batuques Fantásticos é a oportunidades que a comunidade acadêmica tem de tomar conhecimento dos Batuques de Maracatus de Fortaleza, uma das manifestações culturais mais importantes de nossa cultura, que ao mesmo tempo mantém as tradições já estabelecidas e as renova. Mas, que ainda não são reconhecidas devidamente, por isso, a realização dessas atividades tem a sua relevância quanto ao reconhecimento da cultura popular.

2º Festival Vaia Para a Cultura divulga selecionados


SELECIONADOS - 2º VAIA PARA CULTURA 

OFICINAS:

- O corpo brincante nas danças: cabaçal e cavalo marinho - elementos para composição

- Batuques Fantásticos!

- Teatro Musical

- Oficine

- Iluminação Cênica: Noções Básicas

- Workshop de Jogos Teatrais

- A descoberta de uma dança pessoal

- Direitos Culturais e o exercício da cidadania cultural

ESPETÁCULOS TEATRO E DANÇA

- Fabulosa

- O Despertar da Primavera - O Musical

- Jardim das Espécies

- Plastic Wood

- O Urso

- Branca de Neve a História que Sua Mãe Não Contou

- Segredos de Liquidificador

- Dois mendigos e um banco sujo

- Calo de Sangue

ESPETÁCULOS DE MÚSICA

- Circo dos Littles

- O Samba não morreu

- Ao Mestre Luiz Gonzaga

- Aquarela Cearense

- Gabriel Yang & Aldo Machado duo Blues

- Impecável Sensação

A produção do 2º FESTIVAL VAIA PARA CULTURA agradece a todos os inscritos.

 

EnCine realiza Mostra Maracatu e Ancestralidade

EnCine
encontros cineclubistas
1º Mostra Maracatu Cearense, Manifestações Culturais Populares, Tradicionais e Folclóricas e Ancestralidade. Dias 8, 15 e 22 de dezembro de 2012 (Sábados) – 18h - Acesso Livre.

 

Dia 8– DESFILE CARNAVAL 2012 – MARACATU REI DO CONGO e Madame Satã.

Dia 15– FORTALEZA DOS MARACATUS e Atabaques Nzinga.

Dia 22– DESFILE CARNAVAL 2012 – AFOXÉ OXUM ODOLÁ e Ganga Zumba.

Local: Sede do Maracatu Rei do Congo, Rua Major Facundo, 1712 – José Bonifácio (Centro)

 (próximo a Av. Domingos Olímpio)

REALIZAÇÃO:
Coletivo Provocações e Maracatu Rei do Congo

INFORMAÇÕES:
88887-2425 - estadodepoeta@gmail.com

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

MATÉRIA NO DIÁRIO DO NORDESTE SOBRE O COLETIVO PROVOCAÇÕES!


Uma paixão compartilhada


Iniciativas, apesar de pouco expressivas, já têm público fiel e lutam contra adversidades para não desaparecer
Raras são as vezes em que a explicação do dicionário para alguma palavra parece incompleta. Esse, porém, é o caso do vocábulo "cineclube", definido como "entidade onde se congregam amadores de cinema para estudar-lhe a técnica e a história".
A Vila das Artes é um dos locais onde cineclubistas se unem pelo cinema FOTO: ALEX COSTA
Embora correta, a descrição não contempla outros aspectos da prática. Para além do estudo da linguagem em si, o cineclube pode funcionar como ferramenta pedagógica em outros campos do saber, ou, num sentido mais amplo, servir de plataforma para suscitar reflexões sobre questões diversas - por exemplo, direitos humanos, saúde, arte, ativismo, meio ambiente, entre outras. Para além da construção de conhecimento, o cineclube passa ainda pela esfera da afetividade. Trocando em miúdos, significa gente que gosta de cinema reunida para assistir a filmes e conversar sobre eles - espécie de versão ampliada da roda de amigos em frente à TV.
Em Fortaleza (assim como em todo o Brasil, de modo geral), onde o preço de um ingresso para assistir a um filme no cinema pode chegar a R$ 18 (para 2D) e a programação das salas privilegia títulos estrangeiros, o cineclube também cumpre um papel democratizador - tanto no sentido do acesso à fruição quanto das oportunidades de exibição.
Pelo menos é essa uma das premissas do curso Pontos de Corte, oferecido pela Vila das Artes desde 2007, cujo objetivo é capacitar agentes culturais e exibidores independentes - ou seja, pessoas e grupos formados para selecionar filmes, planejar ações, cuidar de equipamentos de projeção, preparar programações e intervenções artísticas na cidade, de acordo com os contextos de cada local. Até sua última edição, no primeiro semestre deste ano, o Pontos de Corte já formou mais de 300 pessoas e incentivou a criação de vários coletivos. O conteúdo dos módulos inclui história e linguagem audiovisual, gestão e planejamento de ações culturais, técnicas de projeção, exibições temáticas, cineclubismo e antropologia cultural, entre outros assuntos.
Em um segundo momento, os alunos dividem-se em grupos para planejar e executar eventos públicos voltados principalmente à projeção de conteúdos audiovisuais. "No primeiro semestre de 2012 fizemos um mapeamento e identificamos 22 pontos de exibição derivados do Pontos de Cortes, que realizam ações em diversos locais, como praças e escolas", explica o coordenador da Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes, Lenildo Gomes.
"O curso foi criado para atender a uma demanda de descentralizar não apenas o local de projeção (salas de cinema), mas a própria maneira de exibição (tela convencional). Assim, ao longo desses cinco anos já tivemos, por exemplo, projeções em dunas, na vela de uma jangada, em telas montadas na trave do gol de um campo de futebol e até dentro da Lagoa de Messejana", conta Lenildo.
Além de ampliar o acesso do público, não raro, pela sua própria natureza não comercial, os cineclubes acabam funcionando como janelas de circulação de produções independentes, quase nunca contempladas pelo circuito tradicional de exibição. "No Cineclube da Vila, por exemplo, muitas vezes priorizamos filmes de realizadores cearenses, inclusive alunos e ex-alunos da escola de audiovisual, porque é um tipo de produção hoje centralizada em festivais, mostras especiais e, em menor escala, na TV. As salas de cinema não costumam trabalhar com esses conteúdos, especialmente no caso dos curtas-metragens", justifica Lenildo.
Assim, para o coordenador, a atividade acaba funcionando como uma ação política, ao fugir do modelo estabelecido pelo mercado, em um modelo vantajoso tanto para o público quanto para realizadores. Outra proposta frequentemente adotada por organizadores de cineclubes é a de mostras temáticas, seja por gênero, diretor, assunto, estética ou outros aspectos. "Muitas vezes trabalhamos por tema no Cineclube da Vila, pelo fato de ele ter, entre outras características, um caráter de formação do olhar, da sensibilidade estética. Além disso, o recorte por tema também funciona como um atrativo, para as pessoas interessadas no assunto", esclarece Lenildo.

Plural
A última turma do Pontos de Corte foi finalizada em abril deste ano, mas já estão inclusas no planejamento da Vila novas edições do curso em 2013. "Provavelmente faremos remodelações no conteúdo. Temos percebido uma necessidade grande de diálogo da prática cineclubista com outras linguagens artísticas ou mesmo com novas possibilidades dentro do próprio cinema", adianta Lenildo. "Uma delas é o chamado ´live cinema´ (algo como cinema ao vivo), em que as imagens são montadas em tempo real, na hora da exibição, alterando a estrutura narrativa".
Um dos coletivos derivados do Pontos de Corte é o Provocações!, que realiza quinzenalmente o Cine Desbunde, cineclube que combina exibição de filme a outras atividades artísticas - como mostras de artes visuais, leituras poéticas e outras. Para completar a proposta descontraída, os encontros acontecem em um bar, o Buteco da Florzinha, no bairro do Benfica.
A iniciativa surgiu a partir de outras atividades dedicadas ao cinema, idealizadas pelo ex-aluno do Pontos de Cortes, Antonio Viana. "Antes do Cine Desbunde, tive a ideia de fazer o Cine Macumba, projeto voltado para a temática da cultura e da manifestações afro-brasileiras, com atividades envolvendo música, culinária e exibição de filme", recorda o produtor.
"Chamei algumas pessoas e realizamos três edições do Cine Macumba; uma na Associação Cultural Solidariedade e Arte - Solar e duas na Vila das Artes", complementa Viana. Já o Cine Desbunde é dedicado a filmes brasileiros, dentro da temática da juventude e dos movimentos culturais nacionais nos anos 1960 e 1970. "Trata-se de uma proposta experimental em um formato mais simples, mais básico. Improvisamos uma tela na parede do bar. Temos tido uma média de 20 espectadores, mas isso varia por conta da rotatividade propiciada pelo ambiente", explica Viana.
Antes das exibições, os organizadores costumam tocar algumas músicas; depois, sempre há uma conversa entre público e artistas locais convidados, "normalmente mais desconhecidos pelo público e não contemplados pelas políticas culturais públicas", esclarece o produtor.
Para Viana, a prática cineclubista é importante especialmente para a formação de plateia. "No caso do Cine Desbunde, ficamos surpresos com a falta de conhecimento da nossa juventude sobre a cultura brasileira musical de antes dos anos 1990, inclusive em um bairro onde isso não deveria acontecer, por se tratar de um polo universitário", critica o produtor. Por conta disso, uma das ideias dos realizadores do Cine Desbunde é formar uma biblioteca digital com os filmes e documentários exibidos no cineclube, "para ampliar o acesso às produções", complementa.

REPÓRTER
ADRIANA MARTINS

Fonte: 
http://diariodonordeste.globo.com/m/materia.asp?codigo=1194895

Dia da Consciência Negra é lembrado pelo coletivo Cine Macumba


20/11/2012

Dia da Consciência Negra é lembrado pelo coletivo Cine Macumba


Formado durante o curso Pontos de Corte, da Vila das Artes, o coletivo Cine Macumba celebra o Dia Nacional da Consciência Negra com programação gratuita na sede do Maracatu Vozes da África

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Rafael Cavalcante, 6/3/2011



Celebrando 32 anos de fundação, o Maracatu Vozes da África faz apresentação especial hoje em sua sede

Duas datas para se lembrar num único evento. Lembrando o Dia Nacional da Consciência e os 32 anos do Maracatu Vozes da África, o coletivo Cine Macumba realiza hoje (20), a partir das 18 horas, na sede da própria agremiação cearense, uma edição especial com entrada franca.




Documentário musical sobre a cultura afro-brasileira, Atabaque Nzinga (2007) será exibido na ocasião, bem como haverá ensaio do Vozes da África, já visando o período carnavalesco, e a participação do Afoxé Oxum Odolá.




No local, haverá ainda discotecagem com Raveo Andrade (ritmos afro), degustação culinária e apresentação ao público do artigo de José Antônio Viana Rocha intitulado Domingo da Liberdade – A Importância Musical do Ensaio Aberto do Afoxé Oxum Odolá na Dinâmica Cultural da Cidade de Fortaleza.

 

SERVIÇO

 

Cine Macumba - Dia da Consciência Negra

Quando: hoje (20), às 18h.

Onde: sede do Maracatu Vozes da África (rua Pe. Mororó, 1217 (próximo ao Dnocs - Centro).

Entrada franca.

Outras info.: 8887 2425 / 8723 0304 / 8807 1753.



DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA


Programação


> Cine Macumba //


Facilitador: Cine Macumba | Data: 20-11-2012
Onde? Rua Padre Mororó, 1217 – Centro | O que? Mostra de Filmes

O Cine Macumba (coletivo formado durante o curso Pontos de Corte) celebra, nesta terça-feira (20), às 18h, o Dia da Consciência Negra em comemoração aos 32 anos do Maracatu Vozes da África na sede que fica na Rua Padre Mororó, 1217 – Centro. Na ocasião, haverá exibição do documentário Atabaques Nzinga, ensaio do Maracatu Vozes da África, discotecagem de ritmos afro, com Raveo Andrade, degustação culinária, apresentação do artigo “Domingo da Liberdade – A Importância Musical do Ensaio Aberto do Afoxé Oxum Odolá na Dinâmica Cultural da Cidade de Fortaleza” e participação especial do Afoxé Oxum Odolá. Informações pelos telefones 8887-2425/ 8723-0304/ 8807-1753 ou através do email estadodepoeta@gmail.com

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

COLETIVO PROVOCAÇÕES!

FICHA TÉCNICA:
ColetivoProvocações! É

Antonio Viana
Carolina Capasso
Fernanda Brasileiro
Gisa Barros
Ravel Andrade




AGRADECIMENTOS:
  • Prefeitura Municipal de Fortaleza
  • Secretaria de Cultura
  • Secretaria de Direitos Humanos - COPPIR
  • Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes
  • Associação Cultural Solidariedade e Arte - SOLAR
  • Instituto Semente das Artes
  • Instituto Histórico e Cultural da Polícia Militar do Estado do Ceará
  • Fé no Tambor
  • Afoxé Oxum Odolá
  • Batucalidades!
  • Éden Barbosa
  • Eliahne Brasileiro
  • Fabrício Oliveira
  • Patrício Barros
  • Tieta Pontes
  • Pingo de Fortaleza
  • Norval Cruz
  • Iver Braga
  • Jofran Fonteles
  • Hugo Costa
  • Raimundo dos Santos
  • Abreu e tantos outros que colaboram para realizarmos o Cine Macumba.




Muito axé e saravá pra todos!


PONTOS DE CORTE

O Coletivo Provocações, formado por alunos e ex-alunos do curso Pontos de Corte, oferecido pela Vila das Artes, celebra na próxima sexta (25), às 17h, o Dia da África com uma programação que vai de exibição de filmes, música a culinária. Também estão previstas tendas de leitura além de apresentação do Tambor de Caboclo do Benfica. Os filmes exibidos durante a noite pelo Cine Macumba serão: A negação do Brasil, de Joel Zito Araújo , um documentário sobre a trajetória dos atores negros na televisão e Foli, não há movimento sem ritmo (foto), de Thomas Roebers e Floris Leeuwenberg . Foli é a palavra para ritmo nas tribos Malinké, povo que vive na África ocidental. O filme foi produzido durante um mês em Baro, Guineé, África. O evento acontece o estacionamento da Vila das Artes.


Divulgação do Cine Macumba! no Correio Nagô.

Texto: Aby Rodrigues, correspondente do Correio Nagô no Ceará.
Imagens: Divulgação


Dia 27 de abril (sexta-feira), a Associação Solar (http://ong-solar.blogspot.com.br) realizou a 1ª edição do Cine Macumba. A iniciativa partiu do Cine Provocações, um grupo de cineclubistas brincantes da ONG que viram a chance de unirem o cinema à discussão das religiões de matriz africana. No dia foram exibidos os documentários “A boca do mundo”, que trata das representações e significados do Orixá Exu no Candomblé e “Dança das Cabaças”, que mostra a pesquisa sobre a divindade africana Exu no imaginário popular brasileiro. Além dos filmes, o público conferiu as apresentações dos grupos Batucalidades, Afoxé Oxum Odolá e se deliciou com as chamadas ‘comidas de santo’, alimentos preparados e específicos de cada Orixá.
A atividade tem como propósito desenvolver as culturas de matrizes africanas e indígenas em Fortaleza, oferendo e unindo música, culinária e audiovisual. Antonio Viana, membro do Cine Provocações, conta ao Correio Nagô sobre o surgimento do projeto: “Somos estudantes concludentes do projeto Pontos de Corte da Vila das Artes (http://viladasartesfortaleza.blogspot.com.br/) e em nossos trabalhos sempre utilizamos a temática das africanidades, etnicidade e religiosidade de matriz afro, por isso decidimos aproveitar o espaço da Solar para experimentar essa ideia. Nossa proposta é ser itinerante, queremos levar o Cine Macumba pra outros espaços da cidade e até de outros municípios.” São em torno de dez cineclubistas a frente das exibições que devem acontecer sempre na última sexta-feira de cada mês. A Solar prontamente foi parceira da atividade e deu todo o apoio necessário, isso é o que garante Tieta Pontes, vice-presidente da associação. “Eu espero que as pessoas venham conhecer, gostem e convidem mais pessoas. O nome (Cine Macumba) é polêmico e ainda está impregnado de muito preconceito da sociedade e o nosso objetivo é exatamente contribuir para a redução desse desconhecimento sobre as religiões de matriz africana”, explica.
O babalorixá Vagner Pereira, cujo nome religioso é Oxum Lodê, conferiu o evento e parabeniza a ideia. Contudo, ele chama atenção para os devidos cuidados que devem ser tomados quando abordada a temática da religião. “Atividades assim são de uma importância muita grande pro povo de santo, é algo realmente muito valioso. Mas é necessário também que a gente esteja atento ao nosso comportamento (atitudes, vestuário, etc) nesses locais, pois abordar religião é algo muito delicado que requer muita sutileza pra que a gente não acabe reforçando ideias negativas que nós mesmo queremos combater”, alerta o religioso com mais de 14 anos de candomblé. Pra quem reside em Fortaleza, ou vem conhecê-la, a ONG está aberta semanalmente das 8h às 17h, oferecendo, através de seus programas e projetos, atividades de formação com foco na cultura africana, tendo como carro chefe a prática do maracatu. Fundada no fim de 2005, a instituição tem como presidente o cantor compositor Pingo de Fortaleza.


Serviço:
O quê: Cine Macumba
Quando: Edição mensal (última sexta-feira)
Onde: Maracatu Solar – Associação Cultural Solidariedade e Arte. Av. da Universidade, nº 2333, Fortaleza – CE

Vila das Artes celebra o Dia da África

 
 
Vila das Artes celebra o Dia da África

25/05/2012

O Coletivo Provocações, formado por alunos e ex-alunos do curso Pontos de Corte, oferecido pela Vila das Artes, celebra nesta sexta (25), às 17h, o Dia da África com uma programação que vai de exibição de filmes, música a culinária. Também estão previstas tendas de leitura além de apresentação do Tambor de Caboclo do Benfica.

Os filmes exibidos durante a noite pelo Cine Macumba serão: A negação do Brasil, de Joel Zito Araújo , um documentário sobre a trajetória dos atores negros na televisão e Foli, não há movimento sem ritmo, de Thomas Roebers e Floris Leeuwenberg . Foli é a palavra para ritmo nas tribos Malinké, povo que vive na África ocidental. O filme foi produzido durante um mês em Baro, Guineé, África.

O evento acontece o estacionamento da Vila das Artes e o acesso é livre.

:: SERVIÇO
Informações pelo (85)3252-1444 ou viladasartesfortaleza.blogspot.com
A Vila das Artes fica na Rua 24 de Maio, 1221, Centro.

Coletivo Provocações promove 2ª edição do CINE MACUMBA em Fortaleza!

Coletivo Provocações promove 2ª edição do CINE MACUMBA em Fortaleza!

25/05/2012 por Da Redação
Fonte: Coletivo Provocações
>>>> É com grande prazer que vamos realizar nossa segunda “oferenda” com a temática “ÁFRICA”!
CINE MACUMBA! CELEBRA O DIA DA ÁFRICA

Exibição – Música – Culinária
25 DE MAIO (sexta) / 17:00h

LOCAL: Vila das Artes – Rua: 24 de Maio,1221 – Centro.
PROGRAMAÇÃO:
* CULINÁRIA
* Palestra com NORVAL CRUZ
* TENDA DE LEITURA KAWE KO
* exibição dos filmes:
- A NEGAÇÃO DO BRASIL / Dir. Joel Zito Araujo
Documentário sobre a trajetória dos atores negros na televisão.
- FOLI / Dir. Thomas Roebers e Floris Leeuwenberg
A vida tem um ritmo, é movimento constante. A palavra para ritmo (usado pelas tribos Malinké) é FOLI.
* ENCERRAMENTO
apresentação de BATUCALIDADES
SAIBA MAIS
O Coletivo Provocações! foi formado pelo Pontos de Corte – Curso de formação de agentes culturais e exibidores independentes, com o intuito de atuar nos variados espaços da cidade.
O Coletivo Provocações! com sua proposta contestadora, questionadora, crítica, de compartilhamento de experiências e com o intuito de desenvolver atividades culturais apresenta o Cine Macumba! Uma atividade que visa desenvolver as culturas de Matrizes Africanas e Nativas (Indígenas) em Fortaleza através dos mais diversos meios Audiovisuais disponíveis.”
Acesse a página: https://www.facebook.com/novosbatuques.cinemacumba
Muito AXÉ e SARAVÁ pra todos !
correionago.ning.com/profiles/blogs/convite

Jornal O Povo divulga 1º Edição do Cine Macumba!

BUCHICHO – GUIA CULTURAL - JORNAL O POVO - ESPECIAL
27 ABRIL 2012

Cine Macumba.
Estreia do cineclube com exibição dos documentários A Boca do Mundo - Exu no Candomblé (de Eliane Coster) e Dança das Cabaças - Exu no Brasil (de Kiko Dinucci). Participações musicais: Afoxé Oxum Odolá e Batucalidades. Hoje (27), às 18 horas, na sede da Associação Solidariedade e Arte - Solar (avenida da Universidade, 2333 – Benfica). Entrada franca. Outras informações: 3226 1189.

Somos, quem somos!

Somos um Grupo de artistas interessados na pesquisa e manifestação de ritos, simbologias, mitologias e expressões artístico-culturais afro-brasileiras. Visamos o resgate de tradições ancestrais através do desenvolvimento de atividades lúdicas e de repertórios próprios e de domínio público. Almejamos a emancipação da vida pela arte através da música.


Antonio Viana – Baticum!
Percussionista/Batuqueiro. Poeta. Cineclubista. Agente Cultural. Bacharel em Direito. Especialista em Direito Trabalhista, Tributário e Previdenciário. Pós-graduando em Arte-Educação para o Ensino da Música. Participa paralelamente do Afoxé Oxum Odolá, do Maracatu Nação Axé de Oxossi, do Maracatu Solar. Organiza o Coletivo Provocações com as atividades: Cine Macumba e Cine Desbunde. Está desenvolvendo o Clube dos Poetas e os Novos Batuques apresenta Batucalidades!. Participou do Bloco de Samba Coração Benfica, do Maracatu Nação Fortaleza, do Maracatu Nação Pici e do Maracatu Rei do Congo.


Carolina Capasso
Percussionista. Graduanda em Letras Português na UFC. Estudante da Casa de Cultura Portuguesa (UFC). Professora de Literatura Brasileira. Participa paralelamente do Afoxé Oxum Odolá e do Bloco de Samba Coração Benfica.


Fernanda Brasileiro

Percussionista. Graduanda em Cinema e Audiovisual na UFC. Participa paralelamente do Maracatu Solar.


Gisa Barros

Percussionista. Estudante da Casa de Cultura Alemã (IMPARH). Participa paralelamente do Afoxé Oxum Odolá e do Bloco de Samba Coração Benfica.



Raveo Andrade

Percussionista. Graduado em Letras Português na UFC. Participa paralelamente do Afoxé Oxum Odolá e do Maracatu Solar.

EVENTOS REALIZADOS:

  1. CHÁ COM POESIA – TEMPLO DA POESIA - 20/08/2011
  2. MARCHA DA VISIBILIDADE E TOLERÂNCIA – ASSOCIAÇÃO DOS ESTUDANTES AFRICANOS NO CEARÁ – 25/11/2011
  3.  MARCHA MUNDIAL DO CLIMA – SOS CLIMA TERRA -09/12/2011
  4. CINE MACUMBA - ASSOCIAÇÃO CULTURAL SOLIDARIEDADE E ARTE – SOLAR – 27/04/2012
  5. CINE MACUMBA 2 - VILA DAS ARTES – 25/05/2012


1º Edição do Cine Macumba na Solar



26 abril 2012

CHAMADA PARA A ALEGRIA!

Abril é um mês de natureza ágil, emotiva e persuasiva, que ama a harmonia, a música, e desperta simpatias! Muito propício para se encerrar com um fim de semana contagiante regado a festa e muita alegria na Associação Solar!


Dia 27 /04, às 18h - Cine Provocações em sua primeira atividade apresenta: CINE MACUMBA - Uma atividade que visa desenvolver as culturas de matrizes africanas e indígenas em Fortaleza através da Música – Culinária - Áudio Visual. Participações: Afoxé Oxum Odalá e Batucalidades.


Dia 28/04, a partir das 18h – Ensaio Geral do MARACATU SOLAR. Convocamos o seu sorriso, a sua alegria, o seu abraço para somarmos e festejarmos nossas vibrações de paz, festa, amor, amizade e muita descontração. Vem brincar com a gente! No mais, desejamos um lindo dia, repleto de boas realizações, pensamentos positivos para todos(as) nós. E que o abraço apertado de carinho comece agora a ler essa convoção e se estenda na prática por todo o fim de semana.


Maracatu Solar (Av. da Universidade, 2333 – Benfica)

Diário do Nordeste destaca atividades do Coletivo Provocações com o



Cineclubes
Uma paixão compartilhada
21.10.2012
Apesar de pouco expressivas, já têm público fiel e lutam contra adversidades para não desaparecer

Raras são as vezes em que a explicação do dicionário para alguma palavra parece incompleta. Esse, porém, é o caso do vocábulo "cineclube", definido como "entidade onde se congregam amadores de cinema para estudar-lhe a técnica e a história".

A Vila das Artes é um dos locais onde cineclubistas se unem pelo cinema FOTO: ALEX COSTA

Embora correta, a descrição não contempla outros aspectos da prática. Para além do estudo da linguagem em si, o cineclube pode funcionar como ferramenta pedagógica em outros campos do saber, ou, num sentido mais amplo, servir de plataforma para suscitar reflexões sobre questões diversas - por exemplo, direitos humanos, saúde, arte, ativismo, meio ambiente, entre outras. Para além da construção de conhecimento, o cineclube passa ainda pela esfera da afetividade. Trocando em miúdos, significa gente que gosta de cinema reunida para assistir a filmes e conversar sobre eles - espécie de versão ampliada da roda de amigos em frente à TV.

Em Fortaleza (assim como em todo o Brasil, de modo geral), onde o preço de um ingresso para assistir a um filme no cinema pode chegar a R$ 18 (para 2D) e a programação das salas privilegia títulos estrangeiros, o cineclube também cumpre um papel democratizador - tanto no sentido do acesso à fruição quanto das oportunidades de exibição.

Pelo menos é essa uma das premissas do curso Pontos de Corte, oferecido pela Vila das Artes desde 2007, cujo objetivo é capacitar agentes culturais e exibidores independentes - ou seja, pessoas e grupos formados para selecionar filmes, planejar ações, cuidar de equipamentos de projeção, preparar programações e intervenções artísticas na cidade, de acordo com os contextos de cada local. Até sua última edição, no primeiro semestre deste ano, o Pontos de Corte já formou mais de 300 pessoas e incentivou a criação de vários coletivos. O conteúdo dos módulos inclui história e linguagem audiovisual, gestão e planejamento de ações culturais, técnicas de projeção, exibições temáticas, cineclubismo e antropologia cultural, entre outros assuntos.

Em um segundo momento, os alunos dividem-se em grupos para planejar e executar eventos públicos voltados principalmente à projeção de conteúdos audiovisuais. "No primeiro semestre de 2012 fizemos um mapeamento e identificamos 22 pontos de exibição derivados do Pontos de Cortes, que realizam ações em diversos locais, como praças e escolas", explica o coordenador da Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes, Lenildo Gomes.

"O curso foi criado para atender a uma demanda de descentralizar não apenas o local de projeção (salas de cinema), mas a própria maneira de exibição (tela convencional). Assim, ao longo desses cinco anos já tivemos, por exemplo, projeções em dunas, na vela de uma jangada, em telas montadas na trave do gol de um campo de futebol e até dentro da Lagoa de Messejana", conta Lenildo.

Além de ampliar o acesso do público, não raro, pela sua própria natureza não comercial, os cineclubes acabam funcionando como janelas de circulação de produções independentes, quase nunca contempladas pelo circuito tradicional de exibição. "No Cineclube da Vila, por exemplo, muitas vezes priorizamos filmes de realizadores cearenses, inclusive alunos e ex-alunos da escola de audiovisual, porque é um tipo de produção hoje centralizada em festivais, mostras especiais e, em menor escala, na TV. As salas de cinema não costumam trabalhar com esses conteúdos, especialmente no caso dos curtas-metragens", justifica Lenildo.

Assim, para o coordenador, a atividade acaba funcionando como uma ação política, ao fugir do modelo estabelecido pelo mercado, em um modelo vantajoso tanto para o público quanto para realizadores. Outra proposta frequentemente adotada por organizadores de cineclubes é a de mostras temáticas, seja por gênero, diretor, assunto, estética ou outros aspectos. "Muitas vezes trabalhamos por tema no Cineclube da Vila, pelo fato de ele ter, entre outras características, um caráter de formação do olhar, da sensibilidade estética. Além disso, o recorte por tema também funciona como um atrativo, para as pessoas interessadas no assunto", esclarece Lenildo.

Plural

A última turma do Pontos de Corte foi finalizada em abril deste ano, mas já estão inclusas no planejamento da Vila novas edições do curso em 2013. "Provavelmente faremos remodelações no conteúdo. Temos percebido uma necessidade grande de diálogo da prática cineclubista com outras linguagens artísticas ou mesmo com novas possibilidades dentro do próprio cinema", adianta Lenildo. "Uma delas é o chamado ´live cinema´ (algo como cinema ao vivo), em que as imagens são montadas em tempo real, na hora da exibição, alterando a estrutura narrativa".

Um dos coletivos derivados do Pontos de Corte é o Provocações!, que realiza quinzenalmente o Cine Desbunde, cineclube que combina exibição de filme a outras atividades artísticas - ­como mostras de artes visuais, leituras poéticas e outras. Para completar a proposta descontraída, os encontros acontecem em um bar, o Buteco da Florzinha, no bairro do Benfica.

A iniciativa surgiu a partir de outras atividades dedicadas ao cinema, idealizadas pelo ex-aluno do Pontos de Cortes, Antonio Viana. "Antes do Cine Desbunde, tive a ideia de fazer o Cine Macumba, projeto voltado para a temática da cultura e da manifestações afro-brasileiras, com atividades envolvendo música, culinária e exibição de filme", recorda o produtor.

"Chamei algumas pessoas e realizamos três edições do Cine Macumba; uma na Associação Cultural Solidariedade e Arte - Solar e duas na Vila das Artes", complementa Viana. Já o Cine Desbunde é dedicado a filmes brasileiros, dentro da temática da juventude e dos movimentos culturais nacionais nos anos 1960 e 1970. "Trata-se de uma proposta experimental em um formato mais simples, mais básico. Improvisamos uma tela na parede do bar. Temos tido uma média de 20 espectadores, mas isso varia por conta da rotatividade propiciada pelo ambiente", explica Viana.

Antes das exibições, os organizadores costumam tocar algumas músicas; depois, sempre há uma conversa entre público e artistas locais convidados, "normalmente mais desconhecidos pelo público e não contemplados pelas políticas culturais públicas", esclarece o produtor.

Para Viana, a prática cineclubista é importante especialmente para a formação de plateia. "No caso do Cine Desbunde, ficamos surpresos com a falta de conhecimento da nossa juventude sobre a cultura brasileira musical de antes dos anos 1990, inclusive em um bairro onde isso não deveria acontecer, por se tratar de um polo universitário", critica o produtor. Por conta disso, uma das ideias dos realizadores do Cine Desbunde é formar uma biblioteca digital com os filmes e documentários exibidos no cineclube, "para ampliar o acesso às produções", complementa.

REPÓRTER
ADRIANA MARTINS