terça-feira, 11 de maio de 2010

A Percussão

A Percussão
Dos troncos e das sementes das árvores, dos ossos e peles dos animais, do metal e do plástico, do ar e da vibração dos corpos, o homem vem transformando matéria em instrumentos de percussão ao longo de sua história.
Tambores, sinos, pratos, marimbas, pandeiros, chocalhos,...
A percussão está presente em diversas manifestações culturais como os sinos das Igrejas, os tambores dos templos budistas e das religiôes afro, as caixas dos festejos, os pandeiros de rituais dionisíacos.



Os instrumentos de percussão são os mais antigos que existem. Em muitos sítios arqueológicos foram encontradas representações de pessoas dançando em torno de um tambor. Muitos objetos musicais também foram encontrados como toras de árvore fossilizadas, possívelmente usadas como tambores primitivos, e diversas versões de litofones, rochas de diversos tamanhos que eram dispostas sobre um tronco ou buraco no chão, usadas para produzir música melódica por percussão.

Definição de Percussão
Segundo o Dicionário Aurélio
Percussão. [ Do lat. tard. percusu. ] S.f. 1. Ato ou efeito de percutir. 2. Choque ou embate entre dois corpos. 3. Jur. Incidência fiscal direta sobre o contribuinte. [Cf. nesta acepç., incidência(3).] 4. Med. Forma de exame físico, de que há técnicas diversas, e que consiste em aplicar a uma área pequenos golpes, com extremidade de quirodáctilo, borda de mão ou instrumento próprio, para, de acordo com o fim em vista, obter sons que podem ser normais ou anormais, ou pesquisar anormalidades de reflexo (12). 5. O conjunto de instrumentos de percussão (q.v)

Enciclopédia e Dicionário KOOGAN/HOUISS
PERCUSSÃO s.f. Choque resultante da ação brusca de um corpo sobre o outro. / Operação elementar de funcionamento de uma arma de fogo, no curso da qual o percussor, ferindo a espoleta, provoca a detonação. / Méd. Método de exame clínico que permite descobrir pelo som ( ausência do som ou sonoridade ) o estado de ingurgitamento ou vacuidade de um órgão. // Arma de percussão, arma de fogo portátil que funciona por percussão. // Instrumento de percussão, nome genérico que designa os instrumentos da orquestra de que se tira o som batendo; compreende principalmente os timbales, o bumbo, os pratos, o triângulo, bem como o vibrafone, os sinos e xilofone.
O som da percussãoPela forma de produção de som característica da maior parte desses instrumentos, o som possui um ataque de curta duração. O som vai quase que imediatamente do silêncio à sua intensidade máxima e sofre um decaimento também muito curto.
A maior parte dos instrumentos de percussão possuem som de curta sustentação e param de vibrar muito rapidamente após o estímulo inicial cessar, mas essa não é sua característica fundamental, uma vez que existem instrumentos de percussão que produzem sons de longa duração, como os gongos e sinos.
ClassificaçãoEmbora coletivamente chamados de instrumentos de percussão, essa categoria pode ser subdividida por diversos critérios. As formas mais comuns de classificação dividem os instrumentos de percussão por definição do som (se podem produzir notas afinadas ou não), por método de execução (percussão, agitação ou atrito) ou por elemento produtor de som (idiofones, membranofones e cordas percutidas). Uma vez que nenhuma dessas formas é completa, em geral elas são combinadas. Assim podemos dizer que um xilofone é um idiofone percutido de altura definida e que um Taiko é um membranofone percutido de altura indefinida.
Abaixo, os métodos de classificação estão descritos em mais detalhes.
Por definição do somOs instrumentos de percussão podem ser classificados de acordo com a possibilidade de produzirem sons de altura determinada ou indeterminada.
Altura indeterminadaA maior parte dos instrumentos de percussão. Esses são caracterizados pela ausência de escala, ou seja, produzem apenas um único som ou uma gama de sons muito reduzida. São utilizados precisamente pelo timbre e características sonoras que apresentam e geralmente possuem função puramente rítmica. Esses instrumentos produzem notas cuja altura não pode ser perfeitamente determinada, seja porque seus sons têm duração muito curta, seja por possuírem uma grande quantidade de parciais não harmônicos, ou ainda porque produzem variações aleatórias de altura ao longo de sua duração. Isso faz com que acompanhem bem, sem interferir na harmonia (sem que seus sons sejam percebidos como desafinados), canções compostas em qualquer tonalidade. São talvez a forma de instrumentos musicais mais antiga, dado que qualquer objeto consegue produzir sons simples: quer a bater, raspar, etc.
Entre eles podemos citar o agogô, afoxé, carrilhão, castanhola, chimbal, triângulo, blocos sonoros e muitos tipos de tambor.
Altura determinadaInstrumentos de percussão cuja vibração produz sons que obedecem à série harmônica e permitem a perfeita afinação de suas notas. Muitos possuem diversos componentes, cada um afinado em uma altura diferente, como os xilofones ou timbales. Outros permitem a variação de afinação durante a execução como o tímpano ou, ainda que de forma limitada, alguns tipos de tom-tom e o berimbau. Estes instrumentos podem exercer papel melódico ou harmônico em uma canção. Técnicamente, qualquer instrumento de cordas pode ser executado por percussão e nesse caso estaria enquadrado nessa categoria (como o piano ou um violão com cordas percutidas).
Por forma de execução
Percussão propriamente ditaInstrumentos executados por impacto com o elemento produtor de som, quer seja uma pele, corda ou o próprio corpo do instrumento. Este é o meio mais comum de execução. A percussão pode ser executada com baquetas (como na bateria, gongos ou vibrafones) martelos (como alguns carrilhões), as mãos (como o bongô) ou o próprio corpo do instrumento (como as claves). Um teclado pode ser utilizado para provocar o impacto dos martelos, como na celesta ou no carrilhão.
AgitaçãoInstrumentos cuja execução depende da agitação, com as mãos ou outro meio, de todo o instrumento, como o caxixi, ganzá, maracas e chocalhos.
AtritoInstrumentos em que a produção do som depende do atrito ou fricção. Este atrito pode ser realizado com baquetas (como no reco-reco e no guiro), com um pano úmido (cuíca) ou com uma rede de contas, como o xequerê e o afoxé.
Por elemento produtor de somDe acordo com a classificação Hornbostel-Sachs, os instrumentos são classificados de acordo com o elemento que vibra para produzir o som. Neste sistema, os instrumentos de percussão podem ser classificados em idiofones, membranofones e cordas percutidas.
Classificação dos Instrumentos de percussão segundo os seus princípios acústicos
A família tradicionalmente chamada de instrumentos de percussão pode ser dividida segundo os seus princípios acústicos.
1) Idiofones. Os instrumentos idiofones são definidos pelos instrumentos cuja vibração do próprio corpo provoca o som. Exemplos:
Agogô Afoxé Atabaque Bloco sonoro / Caixeta (woodblock)Carrilhão Castanhola Caxixi ClavesChimbal Chocalho CowbellGanzá QueixadaPaiáPratos (suspenso, de choque, soquete, contratempo...)Prato de louçaReco-reco Sinos Sinos tubulares Triângulo Xequerê
2) Membranofones. Instrumento cujo som é provém da membrana tal como uma pele, tecido ou membrana de material sintético. São os tambores em geral. Exemplos:
Batá CaixaCuíca Pandeiro* Repinique Surdo Tan-tãTambor TamborimTímpanoTon-tom Zabumba
* o pandeiro, pode ser classificado com idiofonico e membramofonico pois possui duas fontes sonoras diferentes, as platinelas e a membrana.
3) Cordofones. São definidos pelos instrumentos cujo som é produzido por uma corda.
Instrumentos em que uma corda tensionada é percutida para produzir o som. Em geral são instrumentos de altura definida, como o piano, o clavicórdio, o dulcimer e alguns tipos de cítaras. O berimbau por exemplo é um instrumento cordofônico, porém de altura indeterminada. As cordas são percutidas com baquetas ou martelos, com ou sem o auxílio de teclados. Todos os instrumentos de cordas podem ser executados por percussão, mas geralmente só são incluídos nessa categoria aqueles em que esta seja a forma principal de execução.
4) Aerofones. São definidos pelos instrumentos cujo som é produzido por uma massa de ar em movimento. Flauta de embolo, apitos, buzina, efeitos em geral.
Bibliografia:Rocca, EDGARD. Ritmos Brasileiros e seu instrumentos de percussão. Europa, Rio de Janeiro, Wikipédia
KOOGAN/HOUISS, Enciclopédia e Dicionário, Edições Delta. Rio Janeiro, 1992, pg. 640.

O Percussionista
Percussionistas de samba: pandeiro e tan-tan
O Percussionista
Percussionista é músico que toca instrumentos de percussão. O profissional é encarregado de tocar uma grande variedade de instrumentos, mas existem percussionistas especialistas em um instrumento. No caso de se especializarem em uma orquestra ou na musica popular brasileira, podem ser chamados como timpanísta, xilofonista, zabumbeiro, pandeirista e congueiro. O termo ritmista também se refere ao percussionista no universo das baterias de escolas de samba e também de grupos de música popular. O ritmista geralmente é especialista em um instrumento.
O percussionista é fundamental na maior parte dos conjuntos musicais populares para manter o tempo da música constante, dando aos demais músicos uma base rítmica sobre a qual tocar. A percussão também é fundamental para definir o caráter ou personalidade da música, através de efeitos sonoros e intervenções esporádicas de instrumentos como chocalhos, carrilhões, chicotes, entre outros. Na maior parte dos casos, os percussionistas também são responsáveis por tocar apitos, buzinas e outros instrumentos de sopro de altura indefinida.
Muitas sociedades possuem músicas interiamente executadas por instrumentos de percussão, particularmente tambores, que estão entre os instrumentos mais antigos do mundo. Muitos percussionistas ficaram famosos na execução de seus instrumentos e alguns deles adquiriram renome suficiente para serem líderes de seus próprios conjuntos.

Links de percussionistas e grupos de percussão brasileiros:
Airto Moreira - www.airto.com
Carlinhos Brown - www.carlinhosbrown.com.br
Chico Batera - www.chicobatera.com
Clarice Magalhães - www.claricemagalhaes.com
Mestre Dinho Gonçalves - www.mestredinho.com
Naná Vasconcelos - www.nanavasconcelos.com.br
Robertinho Silva - www.robertinhosilva.com
UAKTI - www.uakti.com.br
Caixa, tarola, caixa clara
Caixa, na designação original em inglês, snare drum é um tipo de tambor bimembranofone composto por um corpo cilíndrico de pequena seção, com duas peles fixadas através de aros metálicos, uma esteira de metal, constituída por pequenas molas de arame colocada em contato com a pele inferior, que vibrar através da ressonância produzida sempre que a pele superior é percutida, produzindo um som repicado, característico das marchas militares.
De uma maneira geral, e dependendo dos modelos, a esteira pode ser afastada da pele inferior através de uma alavanca, permitindo também a execução de ritmos sem a presença do som repicado.
Estilos musicais
A caixa teve a sua origem na europa do século XV, onde a sua utilização básica surgiu com a marcação de ritmos em marchas militares.
Atualmente seu uso se estendeu a praticamente todos os estilos musicais ocidentais, sendo elemento essencial na bateria, onde é usada geralmente na marcação dos contratempos ou na executação de células rítmicas ou exercícios musicais mais complexos.
Seu uso é freqüente no rock, pop e no jazz, sendo também presença habitual nas seções de percussão das orquestras.
O instrumento é indispensável no carnaval carioca.
O uso da caixa em estilos afro-brasileiros tem suas raízes nos desfiles militares portugueses, desempenhando seu papel principal nas marchas, batucadas, e outros estilos do carnaval, apesar de ser também incluída em diversas outras formas de música.
A caixa faz parte integrante da escola de samba.
Execução
O percussionista executa a caixa munido de duas baquetas, geralmente de madeira ou com pequenas escovas, também designadas por vassourinhas.
Nas bandas de marchas ou desfiles, é hábito apoiar a caixa ao ombro ou à cintura do percussionista através de um talabarte (alça). Quando utilizada na bateria, é montada sobre um pedestal, geralmente, em forma de tripé.
Sons
Com esteira
O músico pode produzir vários tipos de sons. Com as esteiras encostadas à pele inferior o som é repicado e brilhante, como neste exemplo:
Sem esteira
Quando a esteira é solta através da alavanca, o som é brilhante (ressonante) mas sem a presença dos repiques:
Tocar no aro (rim shot)
O músico pode bater no aro metálico que fixa a pele, produzindo um som seco e metálico:
Abafando
É também possível utilizar um abafador que elimina totalmente a ressonância da pele inferior, tornando o som seco e curto.
Vassourinhas
O som produzido muda drasticamente quando a caixa é tocada com o auxílio de vassourinhas. Neste caso os sons são mais suaves e o músico pode também raspar a pele produzindo um som de fricção. Este tipo de execução é muito comum no jazz.
Fonte: Wikipédia
Agogô
Agogô de duas"bocas" e uma baqueta: o mais convencional dos agogôs
Agogô de três "bocas" e uma baqueta
O agogô é um instrumento idiofônico, ou seja, a vibração do corpo do instrumento que reverbera o som. Existem agogôs de materiais orgânicos, como côcos, mas o mais encontrado é o de metal. É classificado como instrumento de altura indeterminada. Compõe-se de duas, três ou até quatro "bocas" ligados entre si pelas vértices.
Para se tirar som desse instrumento bate-se com uma baqueta, que pode ser de madeira, nas “bocas”, também chamadas de campânulas do instrumento. Outro recurso sonoro ou articulação é o choque entre as próprias "bocas".
O agogô é encontrado no candomblé, na capoeira, no samba, no afoxé, no baião entre outros ritmos.
fotos: www.percussionista.com.br
Alfaia
Alfaia é um tambor ícone do rítmo brasileiro maracatu. Na terminologia alfaia significa necessidade, roupa, utensílio e enfeite. O instrumento é constituído de corpo, peles (membranas), aro, e cordas para a afinação.
A alfaia se percute com duas baquetas e o tocador se apresenta em pé, na maioria das vezes em procissão. Esse instrumento veio a ser conhecido ao público do centro-sul do Brasi, relativamente há pouco tempo através de grupos de música pop que introduziram a alfaia em seu instrumental e por percussionistas e pesquisadores que contribuíram ao aparecimento de grupos e oficinas de maracatu.
É classificada como membramofônica, já que o som é obtido através da membrana ou pele e instrumento de altura indeterminada.
Além dos diversos tipos de maracatu, a alfaia encontra-se também no côco e na ciranda.

Alguns links de grupos de maracatu:
www.riomaracatu.com
www.leaocoroado.org.br
www.maracatu.de

Bibliografia:
foto e texto: www.percussionista.com
AtabaqueAtabaque - Termo derivado do árabe "at-tabaq", significando "tambor", encontrado no século XVI como "atavaque" (´v´pronunciado com som de ´u`). Com influência árabe na África, os negros escravos adotavam esse nome para seus "tambores", caracterizando-se pela construção rústica, feitos geralmente de de peças de árvores escavadas e com uma "pele". Ver Congas.
Fonte: Frungillo, Mário D. Dicionário de percussão. São Paulo, Editora UNESP, 2002.
.br
Bongô
Foto de um bongô (instrumento musical composto por dois pequenos tambores).
Bongô, marwas, tbila.
É um instrumento musical do tipo membranofone, composto por dois pequenos tambores geminados, unidos entre si, percutido com os dedos..
Construção
Em geral abertos na extremidade oposta da pele e o corpo é geralmente cônico e constituído de várias peças de madeira encaixadas e presas por um ou mais anéis metálicos, numa construção semelhante a um barril. Encontram-se também menos frequentemente, bongôs que são feitos de uma única peça de madeira escavada ou de meia seção de um coco ou cabaça.
Um dos tambores tem um diâmetro um pouco maior do que o outro. Embora não tenham altura definida, a tensão da pele pode ser ajustada para obter a faixa de tímbres desejados. A diferença de tamanho faz com que um dos tambores seja mais grave do que o outro. O tambor maior e mais grave é chamado de hembra (fêmea em espanhol) e o menor e mais agudo é o macho. O macho tem em média um diâmetro de 6 a 6½" (15 a 16 cm), enquanto a hembra possui este valor em torno de 7½ a 8" (cerca de 20 cm). A pele utilizada pode ser de gado, cabra ou mula. Em Cuba, é possível encontrar o uso de filmes de raio-X como pele para os Machos. Antigamente, a pele era pregada ao casco. Hoje, o sistema de afinação é feito através de aros de metal e parafusos.
Origens
Há controvérsias sobre a origem dos bongôs. Tambores semelhantes existem no Egito, no oriente médio, onde são conhecidos por marwas e em Marrocos onde são chamados de Tbila. Também as Tablas, utilizadas na música indiana têm parentesco distante com os bongôs. Em sua forma moderna, surgiu no final do século XIX na província de Oriente, em Cuba. Era um instrumento muito utilizado pelos grupos de Son e Changui, estilos musicais oriundos da fusão da música africana com a música espanhola, que deram origem ao grupo de ritmos conhecido hoje como Salsa. Seu uso por estes tornou-se menos significativo na década de 1940, quando as Tumbadoras foram introduzidas nas orquestras de baile.
Porém, nesta mesma época, o bongô começou a ser utilizado como o símbolo para os novos ritmos que surgiam. Seu tamanho e seu preço acessível fizeram do bongô uma moda, tanto como instrumento musical como souvenir. Um famoso bongocerro (tocador de bongô) que ajudou na construção deste sucesso comercial foi Jack Costanzo, conhecido como Mr. Bongo, ao acompanhar Nat King Cole. Outros grandes nomes deste instrumento, e que devem ser tomados ccomo referência, são: Ray Romero, Armando Peraza, Willie Rodriguez, Ray Barreto, Patato Valdez, Manny Oquendo e Mongo Santamaría.
Execução do Bongô
Durante a execução, os bongôs são colocados em um suporte com altura ajustada para que o percussionista possa tocá-lo de pé. Também é possível tocá-lo sobre o colo, ou preso entre as pernas, com cuidado para que as aberturas não sejam bloqueadas. O bongô é tocado por percussão da pele com as mãos. Sons diferentes podem ser obtidos se a pele for golpeada no centro ou na beirada e também há variações de acordo com a parte da mão utilizada. A ponta dos dedos proporciona um som mais brilhante enquanto que a palma gera um timbre abafado. Efeitos adicionais podem ser obtidas se uma das mãos for usada para pressionar a pele de um dos tambores enquanto a outra é usada para bater. Isso permite variar a altura obtida pela mesma pele. Geralmente os dois tambores são tocados simultaneamente, um sendo usado para os baixos e o outro para as notas agudas, proporcionando células rítmicas bastante rápidas e complexas.
Os bongôs são utilizados principalmente na música do caribe, tal como a rumba, salsa, merengue. Nestes ritmos normalmente é tocado junto com congas e tumbadoras. O padrão básico do bongô é o chamado martillo (Martelo) que marca o primeiro e terceiro tempos sobre o macho e o quarto tempo sobre a hembra. As mãos se alternam, a direita marca os tempos e a esquerda preenche os espaços com variações rítmicas que permitem executar variações bastante criativas sem nunca deixar o papel de sustentação de ritmo.
Em uma orquestra tradicional, o bongocerro possui duas funções. Durante a introdução, os versos e os oslos de dinâmica baixa, ele toca o bongô. Quando a música cresce, pelo fato do bongô ser um instrumento de volume sonoro inferior aos outros, o bongocerro troca de instrumento, passando a tocar a Campana (uma espécie de cow-bell, em espanhol cencerro).
Conga
Congas - "Tambor" semenlhante ao "atabaque" usado em par ou trio, sustentado em suportes para que o instrumentista toque em pé. O instrumento possui um casco cônico ovalado, quase como um barril (o que o diferencia do atabaque que tem casco cônico ou cilíndrico) e "pele" normalmente bem grossa, feita de um pedaço de lombo de burro (Equus asinus) ou boi (Bos linnaeus). A pele, ou membrana, tem entre 6" e 12" de diâmetro e "casco" entre 23" e 35" do comprimento. É tocado com as mãos e utilizado em diversos estilos de música popular da América Latina, notadamente na América Central. Marlos Nobre usa 3 instrumentos em ´Mosaicos´(1970). Foi introduzido no jazz pelo trompetista Dizzie Gillespie e o instrumentista é denominado "congueiro". É chamado também de "tumbadora" e conhecido como conga drum [ingl.], conga trommel [alem.]
CuícaA cuíca usada no Samba Carioca - Foto: Igor Higa
Cuíca é um instrumento musical membranofone de fricção, espécie de tambor, com uma haste de madeira presa no centro da membrana de couro, pelo lado interno. O som é obtido friccionando a haste com um pedaço de tecido molhado e pressionando a parte externa da cuíca com dedo, produzindo um som de ronco característico. Quanto mais perto do centro da cuíca mais agudo será o som produzido.
A colocação da haste no interior da caixa é que a difere, fundamentalmente, dos tambores de fricção europeus e reforça a hipótese de ter sido introduzida no Brasil pelos negros banto. Seu uso é muito difundido na música popular brasileira. Por volta de 1930, passou a fazer parte das baterias das escolas de samba. Outras denominações para o instrumento: puíta, roncador e tambor-onça.
A cuíca é um instrumento cujas origens são menos conhecidas do que os outros instrumentos afro-brasileiros. Ela foi trazida ao Brasil por escravos africanos Banto, mas ligações podem ser traçadas a outras partes do nordeste africano, assim como à península Ibérica. A cuíca era também chamada de "rugido de leão" ou de "tambor de fricção". Em suas primeiras encarnações era usada por caçadores para atrair leões com os rugidos que o instrumento pode produzir. Existem muitos tamanhos de cuíca, e embora seja geralmente considerada um instrumento de percussão ela não é percutida. Encaixada na parte de baixo da pele está uma haste de bambu. O polegar, o indicador e o dedo médio seguram a haste no interior do instrumento com um pedaço de pano úmido, e os ritmos são articulados pelo deslizamento deste tecido ao longo do bambu. A outra mão segura a cuíca e com os dedos exerce uma pressão na pele. Quanto mais forte a haste for segurada e mais pressão for aplicada na pele mais altos serão os tons obtidos. Um toque mais leve e menos pressão irão produzir tons mais baixos. A extensão tonal da cuíca pode chegar a duas oitavas. Os tons produzidos tentam imitar a voz na forma de grunhidos, gemidos e guinchos, e podem estabelecer assim um ostinato rítmico.
Depois de integrada no arsenal percussivo brasileiro, a cuíca foi tradicionalmente usada por escolas de samba no carnaval, mas atualmente é também encontrada no jazz contemporâneo e em estilos funk e latinos.
Fonte: Wikipédia
Maracá
Foto 1: Maracá, pena de galinha e sementes de cuia (Manaus - Brasil)
Foto 2: Maracá
Maracá é instrumento indígena usado nas solenidades religiosas e guerreiras: bapo, maracaxá e xuaté. É feito de cabaça, coco ou cuité com pedrinhas, sementes no seu interior. É enfeitado com penas e é também provido de um cabo onde o executante segura para sacudí-lo.
É bastante próximo das maracas latino-americanas que se diferem por não terem penas.
Hoje são vendidos pelos índios como suvenir.
O maracá é classificado como um instrumento idiofônico executado por agitação.
Ver também: chocalho, ganzá.

Bibliografia
Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XIX , O Dicionário da Língua Portuguesa.Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1999.
Rocca, Edgar Nunes "Bituca", Escola Brasileira de Música: Uma visão Brasileira no ensino da música e seus instrumentos de percussão 1. Rio de Janeiro: Europa, EBM, 1986.
texto e fotos: www.percussionista.com.br
PandeiroO pandeiro tornou-se um icone no samba, ritmo popular brasileiro.
Pandeiro é um instrumento musical de percussão com rodelas (soalhas) duplas de metal enfiadas em intervalos ao redor de um aro de madeira. Pode ser brandido para produzir som contínuo de entrechoque, ou percutido com a palma da mão e os dedos.
Partes componentes
Fuste (aro de madeira) – Colagem de tiras de madeira (em torno de quatro), com cola de alta resistência e durabilidade. As fresas (aberturas onde ficam as platinelas) são de diversas alturas, conforme o tipo e tamanho das platinelas. É ornamentado com marchetaria, se for um pandeiro tipo "Especial". Se for do modelo "Padrão" recebe um pequeno adorno. O modelo "Pop" é o mais simples e o de menor custo. São utilizadas diversas madeiras no acabamento, principalmente madeiras brasileiras, de grande resistência e leves. O fuste pode medir 8, 10, 10.5, 11 ou 12 polegadas.
Aro – Em aço inoxidável escovado.
Pele – Convencionalmente em pele selecionada de cabra. Há variações com acrílico e fórmica, sendo transparentes, leitosos ou holográficos.
Conjunto do esticador – Peças de aço e de latão, cromadas ou niqueladas: tirante, anel, porca, mesa, parafuso de fixação da mesa e arruela.
Platinelas ou Soalhas – Placas abauladas de metal, de diversos diâmetros, prensadas a 15 toneladas, cromadas ou niqueladas, em latão ou bronze fosforoso.
Abafador – Chapa plana fina de latão, colocada entre as platinelas (opcional).
Acessórios – Chave para afinação, espátula de bambu para retirada do excesso de cera e impurezas, pinça para auxiliar na retirada das travas, caixa contendo cera e travas, chave para retirada do pino das platinelas e chaves do estojo.
História do pandeiro
De origem árabe, o pandeiro, inicialmente, consiste de um aro de madeira, com pequenas aberturas - as soalhas - e se tocava de modo simples, com batidas de mão para marcar o tempo, ou como complemento de dança, principalmente a cigana. Tornou-se conhecido também na Europa, sendo popularmente utilizado na Itália e Espanha, e até alcançou as orquestras, na execução da ópera Preciosa, de Weber. No Brasil, quando surgiu o choro, no final do século passado, o pandeiro veio dar o toque final ao ritmo marcante e brejeiro, inicialmente executado ao piano e instrumentos de corda e de sopro.
De início, os pandeiros eram fabricados de forma simples, sem apuro técnico. Hoje, alguns fabricantes se esmeram na sua confecção, utilizando membrana de pele de cabra para se conseguir, no pandeiro, os sons graves do surdo e platinelas de metais nobres para se alcançar um som brilhante e preciso.
Os pandeiros mais utilizados têm diâmetro de 10 polegadas, porém eles existem também com diâmetro de 10.5, 11 e 12 polegadas. Conforme o tamanho do aro, o número de platinelas varia de 5 a 10 pares.
Pandeiristas existem por todos os rincões do Brasil, seja atuando em conjuntos de choro e de samba, em orquestras, e até aqueles que simplesmente carregam seu pandeiro aonde quer que vão, tocando em reuniões musicais. Na história da MPB, têm sido muitos os pandeiristas ilustres, tantos que não daríamos conta de citar todos, sem cometer injustiças.
Reco-reco
Reco-reco de metal, frequentemente utilizado nas baterias de Escola de Samba
Reco-reco, Guiro
Instrumento de percussão que produz um ruído rascante e intermitente, causado pelo atrito de duas partes separadas, e que, em seu feitio mais conhecido, consiste num gomo de bambu no qual se abrem regos transversais e que se faz soar passando por estes uma varinha ou tala:...(Dicionário Aurélio, pg.1721)
É classificado como instrumentos idiófono. Seu corpo serve de caixa ressônante para o som produzido através do atrito com a baqueta, "varinha" que também é chamada de raspador, caracaxá ou querequexé. Reco-reco rústico de bambu (acima) e Guiro feito de cabaça trabalhado com gravuras
A forma mais comum é constituída de um gomo de bambu ou uma pequena ripa de madeira com talhos transversais. Outras formas encontradas é o reco-reco de mola usado nas baterias de escola de samba, a forma em cabaça (Guiro - foto acima) encontrado em países da américa latina e central.
O reco-reco é encontrado em algumas manifestações de cultura popular, no samba e também na música erudita, como nas obras do compositor brasileiro Cláudio Santoro Agrupamento a 10 (aleatória) ad.lib. e Diagramas Ciclicos e pelo compositor russo Igor Stravinsky na "Sagração da Primavera" em 1913 (Guiro).
Outra modalidade é o amelê baiano, constituído de uma pequena caixa de madeira com uma mola de aço estendida; a mola é friccionada por tampinhas de garrafa enfiadas em uma vareta de ferro.

Bibliografia: Rocca, Edgar Nunes "Bituca", Escola Brasileira de Música: Uma visão Brasileira no ensino da música e seus instrumentos de percussão 1. Rio de Janeiro: Europa, EBM, 1986.
Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XIX , O Dicionário da Língua Portuguesa.Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1999. SitesWikipédiaClaudio Santoro texto e fotos: www,percussionista.com.br

Surdo
Surdo é um tambor cilíndrico de grandes dimensões e som profundamente grave. O surdo é tipicamente feito de madeira ou metal e possui peles em ambos os lados. Este tipo de tambor baixo é tradicionalmente usado em escolas de samba, cada escola tendo em média de 25 a 35 unidades na sua bateria. Sua função principal no samba é a marcação do tempo. Surdos também podem ser encontrados em bandas marciais ou militares e geralmente são utilizados para marcar o pulso binário da marcha, em conjunto com o bumbo e a caixa.
O nome surdo pode designar também o tom-tom mais grave de uma bateria, o floor tom, que geralmente fica apoiado sobre pés próprios, ao lado direito do baterista (no caso de bateristas destros).
Construção
O surdo possui um corpo cilíndrico feito de madeira ou metal. As peles podem ser feitas de couro natural de cabra ou boi ou ainda sintéticas (plástico). São fixadas ao corpo por anéis de aço galvanizado ou alumínio. A tensão é realizada por tirantes de aço tensionados através de parafusos e porcas. O diâmetro varia entre 40 cm e 75 cm. Surdos de samba possuem uma profundidade típica de 60 cm. Surdos usados no samba-reggae são menos profundos (50 cm).
Tipos de surdo
Na bateria de uma escola de samba há três tipos de surdo. O maior é chamado primeiro surdo ou surdo de marcação. Com cerca de 75 cm de diâmetro, é o maior e mais grave instrumento da bateria e fornece a referência de tempo (pulso) para todos os ritmistas. O surdo de marcação bate o segundo tempo do ritmo binário típico do samba. Também é usado para fornecer a pulsação inicial no início da apresentação. (em uma marcação 1-2, 1-2, ele marcaria o tempo 2)
O segundo surdo, um pouco menor (cerca de 50 a 60 cm de diâmetro) e menos grave que o primeiro é chamado de segundo ou surdo de resposta. Ele bate o tempo 1 do ritmo binário.
O menor dos surdos de samba, chamado de terceiro ou cortador tem diâmetro de cerca de 40 cm e toca um ritmo mais complicado e sincopado, preenchendo (cortando) os tempos marcados pelos outros dois surdos. A combinação dos três surdos fornece a célula rítmica de base para toda a escola de samba.
Execução
O surdo é fixado ao ombro do percussionista por uma tira de couro (talabarte) e posicionado para que a pele superior fique aproximadamente na horizontal.
É tocado com uma baqueta em uma mão e com os dedos e a palma da outra mão. A baqueta é feita de madeira e tem uma ponta forrada de feltro ou couro e ocasionalmente algum material de enchimento cobrindo a ponta de madeira. Enquanto uma mão toca o tambor com a baqueta, a outra abafa ou toca ritmos de suporte em torno do pulso principal. Um ritmista experiente pode obter vários padrões diferentes ao abafar e tocar o instrumento com a pele solta. Também é possível variar o som ao tocar a pele em pontos diferentes: próximo ao centro o som possui uma grande ressonância e volume sonoro. Próximo às bordas, o som é mais abafado. Outra diferenciação é possível se a posição de ataque da baqueta for variada: Ela pode ser batida lateralmente ou perpendicularmente à pele, com resultados sonoros diferentes em cada caso. A batida no anel produz um som seco e metálico.
A execução com uma baqueta e a mão, típica do samba também é usada pelo repinique que muitas vezes é considerado um surdo muito pequeno.
Em bandas militares, o surdo possui tamanho pequeno (no máximo 50 cm) e é tocado com duas baquetas, em geral tocando o primeiro e segundo tempo do padrão binário, ou células rítmicas pouco complexas.
Em grupos de samba-reggae, como a Timbalada ou o Olodum, típicos do carnaval da Bahia, os papéis do primeiro e segundo surdo são invertidos, o primeiro tocando o tempo 1 e o segundo tocando o segundo tempo. Nestes grupos, o terceiro é tocado com duas baquetas.
Fonte: Wikipédia
Repinique, repique
Repinique
O repinique (também chamado de repique) é um tambor pequeno com peles em ambos os lados, tocado com uma baqueta em uma das mãos enquanto a outra mão toca diretamente sobre a pele.
Criado pelas escolas de samba para repinicar um som mais agudo e freqüentemente ele serve como uma espécie de condutor musical das escolas de samba, anunciando "deixas" para o grupo. Ele é também destacado como instrumento solista, as vezes tocando introduções para sambas ou solando em batucadas. Também é tocado junto com os tamborins em ritmo galopado.
Fonte: Wikipédia
Tamborim
Tamborim é um instrumento de percussão e com um tambor pequeno. No Brasil, é usado especialmente nas danças cantadas de origem africana, como maracatus e cucumbis. O executante o segura com a mão e o percute com uma baqueta ou com a outra mão. É instrumento indispensável na batucada e no samba.
Nas baterias das escolas de samba e em outros conjuntos usa-se o tamborim industrializado com um pequeno aro de metal ou acrílico recoberto por pele em uma das bordas e percutido com vareta de bambu, madeira ou plástico, medindo aproximadamente 5cm de altura por 15cm de diâmetro.
Também é usado em orquestras na música erudita.
Fonte: Wikipédia
ZabumbaZabumba industrial, com afinação dupla Zabumba, com abafador na pele superior: recurso pessoal utilizado pelos zabumbeiros Maceta (acima) e bacalhau (abaixo): o primeiro é para percutir a pele superior e a segunda para percutir a pele inferior
Zabumba é um tambor de madeira, com pele de couro ou sintética. A afinação, como os dos demais tambores, pode ser de cordas ou sistema de afinação com parafusos.
Toca-se a zabumba geralmente em pé percutindo com a maceta ou baquetas na pele superior e o bacalhau na pele inferior. Encontra-se em alguns bois maranhenses duas baquetas na pele superior.
É mais conhecido com instrumento dos trios pé-de-serra, que tocam baião, xaxado, galope muito presentes na cultura nordestina dos festejos de São João. Mas encontramos também a zabumba nos bois de zabumba maranheses.
texto e fotos: www.percussionista.com.br
Triângulo
Triângulo é um instrumento musical idiofone de percussão feito de metal e usado no folclore português e também em alguma música brasileira, como o forró. Pode também ser incluído na sessão de percussão de uma orquestra ou de uma banda de musica.
Normalmente é feito de ferro ou aço, mas podem ser encontrados em alumínio.
O som do instrumento é obtido por percussão, através do movimento do bastão (batedor), que bate no triângulo em sincronia com a mão que o segura e determina o som aberto (com maior sustentação) ou fechado.
É usado em combinação com zabumba e sanfona em ritmos regionais como forró, xaxado, xote, etc.
Fonte: Wikipédia
Tímpano
Tímpano tem seu uso mais comum na orquestra, embora tenha presença marcante no jazz e em Bandas sinfônicas, além de proporcionar efeitos de sonoplastia. O tímpano é um instrumento membranofone de som determinado e não temperado. Sua evolução na música européia vai desde o par central barroco (sem pedal e com pele animal) ao quinteto moderno do século XX. Mas, há músicas em que um só timpanista utiliza mais de cinco tímpanos, além de músicas que necessitam mais de um executante como a Sinfonia Fantástica, de Berlioz.
Fonte: Wikipédia
Tabla
Um agogô de metal com uma baqueta.
A Tabla é um instrumento musical de percussão, muito usado na Índia, normalmente em músicas devocionais ou meditativas, tão comum quanto o pandeiro no brasil, este instrumento é dividido em dois tambores, um agudo chamado daya e um grave chamado baya.
Djembê, djimbe, jembe, jenbe, yembe e sanbanyiUm djembê moderno, com pele sintética
Djembê (também chamado de djimbe, jembe, jenbe, yembe e sanbanyi) é um tipo de tambor originário de Guiné na África ocidental. O instrumento é muito antigo e até hoje é importante nas culturas africanas, sobretudo na região mandingue, que compreende os países Mali, Costa do Marfim, Burkina Faso, Senegal e Guiné.
O djembê é um instrumento musical de percussão (membranofone) que possui o corpo em forma de cálice e a pele tensionada na parte mais larga, que pode variar de 30 a 40 cm de diâmetro
Execução
O som do djembê é obtido por percussão direta com as palmas das mãos. Devido à grande largura e ao formato do instrumento, é possível obter uma grande gama de sons diferentes. Próximo ao centro o som é grave e vibrante. Próximo ao aro é mais agudo (quase metálico). Nuances de som podem ser obtidas por um músico experiente, ao tocar com a palma das mão ou as pontas dos dedos. Uma das mãos pode ainda ser usada para abafar a pele enquanto a outra a percute, o que produz variações de timbre entre as notas. O djembê é tocado com o músico sentado com o instrumento entre as pernas ou em pé. Nesse caso o tambor é sustentado por alças presas ao ombro e fica abaixo da cintura do executante. O formato de cálice permite que o músico se movimente livremente executando passos de dança enquanto toca.
Ligações externas:
* site brasileiro sobre o Djembê* Djembe resource site (inglês)
Fonte: Wikipédia
Caxixi
ca - xi - xi, ca- xi - xi, ca- xi- xi ! "Mucaxixi", "castinha", "peneira" (Rio grande do Norte), "basket rattle" (ingl.). Na Africa encontra-se instrumentos semelhantes denominados "saya lin" e "dikásá"
"...nome dado ao "chocalho" de recipiente de palha trançada com formato cônico, tendo a base fechada geralmente por um pedaço de "cabaça". Possui alça na extremidade superior e contém sementes ou pedras dentro. (...)" *
Mestre Suassuna
"...Tornou-se conhecido por ser tocado junto ao berimbau na mesma mão que segua a "vareta" percutora, presa pela alça do dedo médio do instrumentista. " *
Airto Moreira: solo com caxixis
No Brasil, o caxixi também é encontrado na música popular brasileira e na música instrumental.

Bibliografia* : Frungillo, Mário D. Dicionário de Percussão. São Paulo: Editora Unesp, 2002.

Bibliografia* : Frungillo, Mário D. Dicionário de Percussão. São Paulo: Editora Unesp, 2002.
Baquetas
Algumas variedades de baquetas.
A baqueta é um objeto em forma de pequeno bastão, geralmente, com uma das extremidades arredondadas, para percutir diversos instrumentos musicais. Pode ser feita de vários materias, principalmente de tipos variados de madeiras, plásticos e/ou fibras.
As pontas podem ser arredondadas em formatos diferentes, esta variação é devida a peculiariedade exposta por cada rítimo, e elas podem ser de plástico, borracha, madeira, vidro e /ou outros materiais, fica ao gosto do músico, pois cada um extrai um som diferente.
Os diferentes tipos de materias causam diferentes sons, assim como as diferentes peles dos instrumentos percutidos.
As baquetas têm vários tamanhos e densidades, que se adequam ao estilo musical e à sonoridade que o baterista queira produzir. Uma baqueta mais densa propicia um som mais forte, enquanto uma baqueta mais longa propicia um controle maior.
Existem vários tipos de baquetas, variando em seu tamanho, peso, espessura. Cada tipo geralmente é indicado a um determinado estilo musical. Mas os tipos de baquetas também podem ser escolhidos, levando em conta o gosto pessoal.
As baquetas modelo 5A são as mais utilizadas, não são nem pesadas nem leves. São muitos indicados para iniciantes, e a estilos musicais não muito pesados (pop, rock, country, samba, reggae, etc). Já o modelo 5B é um pouco mais pesado. É indicado para práticas de exercícios técnicos e a estilos de música um pouco mais pesada (hard-rock, heavy-metal, etc).
Fonte: Wikipédia

Berimbau, urucungo, urucurgo, orucungo, oricungo, uricungo,...
Da esquerda pra direita: berimbaus viola, médio e gunga
Berimbau O Berimbau é um instrumento de percussão usado tradicionalmente na Capoeira, para marcar o ritmo da luta. No Brasil é ainda conhecido pelos seguintes nomes: urucungo, urucurgo, orucungo, oricungo, uricungo, rucungo, ricungo, berimbau de barriga, gobo, marimbau, bucumbumba, bucumbunga, gunga, macungo, matungo, mutungo, aricongo, arco musical e rucumbo. No sul de Moçambique, este instrumento tradicional tem o nome de xitende.
O berimbau é constituido de um arco feito de uma vara de madeira de comprimento aproximado de 1,20m e um fio de aço (arame) preso nas extremidades da vara. Em uma das extremidades do arco é fixada uma cabaça que funciona com caixa de ressonância. O tocador de berimbau ultiliza uma pedra ou moeda (dobrão), a vareta e o caxixi para produzir os sons do berimbau.
A técnica do berimbau
Segura-se o berimbau uma das mão na altura da cabaça, com a mesma mão segura a moeda que durante o toque do berimbau será várias vezes pressionada contra o arame mudando o tom do som do berimbau. A cabaça deve ficar na altura do abdomem do tocador pois este modifica seu som aproximando e afastando a cabaça de seu corpo. Com a vareta na outra mão executa-se as batidas no arame do berimbau, e na mesma mão da vareta o tocador segura o caxixi preenchendo o som da batida da vareta um o som do caxixi, uma especie de chocalho.
Origens
Estima-se que o arco musical tenha surgido por volta de 15000 A.C., e instrumentos derivados do arco foram encontrados nas mais diversas regiões do mundo, Novo México, Patagonia, Africa e estiveram presentes nas mais variadas civilizações, entre elas a egípcia, feníncia, hindu, persa, assíria. Porem há registros do berimbau da forma que conhecemos na África. De lá ele foi trazido ao Brasil pelos escravos africanos.
O Berimbau é um elemento fundamental na capoeira, sendo referenciado pelos capoeristas antes de iniciarem um jogo. Alguns o consideram um instrumento sagrado. Ele comanda a roda de capoeira, dita o ritmo e o estilo de jogo. As variações dos toques (ritmos) do berimbau são inúmeras, entre elas:
* Angola* São Bento Grande de Bimba* São Bento Grande de Angola* São Bento Pequeno* Iúna* Cavalaria* Santa Maria* Benguela
Curiosidades
* Em 1826 o artista francês Jean Baptiste Debret retrata um tocador de berimbau em "Joueur d'Uruncungo".
* O instrumento é conhecido por ser tema de uma canção popular de Baden Powell de Aquino, grande violonista brasileiro. A letra da música foi escrita por Vinícius de Moraes.
* Considerado um dos maiores percussionistas do planeta Naná Vasconcelos especializou-se em instrumentros brasileiros, em especial o berimbau, inclusive expandindo a sua técnica.
* Preservado na Bahia até o presente, o berimbau sempre foi um souvenir típico do Estado, vendido aos turistas muito mais como adorno que como instrumento - colorido e enfeitado, bem diferente daquele que os capoeiristas utilizam.
Castanhola
Castanholas
Castanhola é instrumento de percussão, origem oriental, popularíssimo na Espanha. Duas peças de madeira ou marfim ou ébano em forma de concha, que ligadas entre si, e aos dedos, por um cordel, batem uma com a outra.
Coloca-se o cordel no dedão enquanto os demais dedos articulam cada peça uma contra a outra.
A castanhola é um instrumento idiofônicos pois seu corpo ressoa produzindo som.
Está presente principalmente na música flamenca e na música erudita espanhola.
Bibliografia
Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XIX , O Dicionário da Língua Portuguesa.Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1999.
Texto e foto: Igor Higa
EfeitosFoto: Fio de Tucum com sementes de Seringa (Manaus-Brasil)
Efeitos são instrumentos de percussão que são usados como ornamento nas músicas, em trilhas sonoras, sonoplastia e etc. Podem ser chamados também por penduricalhos. Existêm inúmeros instrumentos de efeitos como o ocean-drum, sementes em geral, unha de animais, sinos, tampas de garrafa, e o carrilhão.
Os efeitos podem ser classificados como instrumentos idiofônicos ou membramofônicos ou aerofônicos.
Bibliografia
texto e fotos: Igor Higa

SEMENTE DAS ARTES

SEMENTE DAS ARTES
Esse é o INSTITUTO SEMENTE DAS ARTES, PLANTANDO O FUTURO junto com você.
segunda-feira, 10 de maio de 2010

INÍCIO - PERCUSSÃO: ESTUDO E PESQUISA
NO PRIMEIRO ENCONTRO DO GRUPO - PERCUSSÃO: ESTUDO E PESQUISA QUE ACONTECEU DIA 8 DE MAIO 2010 NO KUKUKAYA, ESTIVERAM PRESENTES NOVOS E ANTIGOS PARTICIPANTES DO SEMENTE DAS ARTES, DIRETORIA DO GRUPO CULTURAL CORAÇÃO BENFICA E OS NOVOS INTERESSADOS EM PARTICIPAR DESSE TRABALHO ÚNICO EM NOSSA CIDADE.
FOI MOSTRADO TODO O PROGRAMA DAS OFICINAS, ENSAIOS E APRESENTAÇÕES. NAS DISCUSSÕES DE ANTIGOS E NOVATOS, FICOU A SURPRESA DE UM PROJETO QUE ESTAVA ACIMA DAS EXPECTATIVAS DE TODOS.
NO FINAL DA REUNIÃO TIVEMOS A APRESENTAÇÃO/AULA DO BATERISTA ALESSANDRO FERREIRA O "CHINA".
DURANTE ESSE MÊS DE MAIO AINDA ESTAREMOS ACEITANDO A PARTICIPAÇÃO DE NOVOS QUE NÃO ESTIVERAM NA PRIMEIRA REUNIÃO.
POSSIVELMENTE NOSSAS REUNIÕES SERÃO A MAIORIA DELAS NA SEDE DO SEMENTE DAS ARTES, ONDE TEMOS MAIS CONDIÇÕES DE DESENVOLVER O TRABALHO.
PARA OS QUE QUISEREM COLABORAR COM INSTRUMENTOS, ENTRAR EM CONTATO ATRAVÉS DE NOSSOS LINKS ABAIXO.
INSTITUTO SEMENTE DAS ARTES
SONHANDO JUNTOS UM IDEAL DE MUNDOPESQUISA, CAPACITAÇÃO E PRODUÇÃO
Presidente Jofran Fonteles BorgesCNPJ 10.536.515/0001-64www.sementedasartes.blogspot.com/sementedasartes@yahoo.com.br (EMAIL E ORKUT)jofranfb@hotmail.com (MSN)www.jofranfonteles.blogspot.com/http://sementedasartes.listen2myradio.com/ (RÁDIO WEB – EM TESTE)http://groups.google.com.br/group/semente-das-artes(85) 87194478