terça-feira, 13 de abril de 2010

Afoxé é um instrumento musical composto de uma cabaça pequena redonda, recoberta com uma rede de bolinhas de plástico parecido com o Xequerê sendo que o afoxé é menor.O afoxé pode ser de madeira e/ou plástico com missangas ou contas ao redor de seu corpo. O som é produzido quando se giram as missangas em um sentido, e a extremidade do instrumento (o cabo) no sentido oposto. Antigamente era tocado apenas em Centros de umbanda e no samba. Atualmente, o afoxé ganhou espaço no Reggae e música Pop.Afoxé é definido popularmente como um ritmo do Candomblé.Mas, na realidade o ritmo africano utilizado no Candomblé e nos blocos de Afoxés, tem o nome africano que é Igexá ou Ijexá.A marcação do agogô é sua batida característica, tornando esse ritmo facilmente identificável. O Ijexá se tornou popular principalmente pela atuação do grupo baiano Filhos de Gandhi. Cantores renomados como Gilberto Gil, Virgínia Rodrigues, Maria Bethânia e Caetano Veloso também interpretam músicas no rítmo Ijexá, contribuindo também para a difusão do ritmo.Afoxé é definido popularmente como um ritmo do Candomblé.Mas, na realidade o ritmo africano utilizado no Candomblé e nos blocos de Afoxés, tem o nome africano que é Igexá ou Ijexá.A marcação do agogô é sua batida característica, tornando esse ritmo facilmente identificável. O Ijexá se tornou popular principalmente pela atuação do grupo baiano Filhos de Gandhi. Cantores renomados como Gilberto Gil, Virgínia Rodrigues, Maria Bethânia e Caetano Veloso também interpretam músicas no rítmo Ijexá, contribuindo também para a difusão do ritmo.Afoxé, também chamado de Candomblé de rua, é um cortejo de rua que sai durante o carnaval. Trata-se de uma manifestação afro-brasileira com raízes no povo iorubá, em que seus integrantes são vinculados a um terreiro de candomblé. O termo afoxé provém da língua iorubá. É composto por três termos: a, prefixo nominal; fo, significa dizer, pronunciar; xé, significa realizar-se. Segundo Antonio Risério, afoxé quer dizer o enunciado que faz acontecer.O afoxé tem comportamento específico, seus foliões estão vinculados a diversos terreiros de candomblé. Têm consciência de grupo, de valores e hábitos que os distinguem de qualquer outro bloco. Para quem não conhece o candomblé e suas cantigas, olha como se fosse um bloco carnavalesco diferente, mas é o candomblé de rua, segundo Raul Lody.As principais características são as roupas, nas cores dos Orixás, as cantigas em língua Iorubá, instrumentos de percussão, atabaques, agogôs, afoxés e xequerês. O ritmo da dança na rua é o mesmo dos terreiros, bem como a melodia entoada. Os cantos são puxados em solo, por alguém de destaque no grupo, e são repetidos por todos, inclusive os instrumentistas. Antes da saída do grupo ocorre o ritual religioso (como a cerimônia do "padê de Exu" feita antes dos ritos aos orixás numa festa de terreiro).O afoxé Embaixada da África foi a primeira manifestação negra a desfilar pelas ruas da Bahia, em 1885. Em seu primeiro desfile, utilizou indumentária importada da África. No ano seguinte, surgiu o afoxé Pândegos da África.Podem ser encontrados no Carnaval da Bahia em Salvador e nas cidades de Fortaleza, Recife, Olinda, Rio de Janeiro, São Paulo e Ribeirão Preto.Nos anos 1980, havia um grupo em Belo Horizonte, o Afoxé Ilê Odara, fundado por Gilberto Gil e a iyalorixá Oneida Maria da Silva Oliveira, a Mãe Gigi. O afoxé foi extinto e desfilou pela última vez, em Belo Horizonte, no ano de 1988, após a morte de dona Oneida. Desfilavam no grupo mineiro nomes como o cientista político da UFMG Dalmir Francisco, o bailarino Márcio Valeriano e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Maurício Campos, além de personalidades da comunidade negra, como a coreógrafa Marlene Silva, o músico Mamour Bá, a bailarina Rosileide Oliveira e o sambista Raimundo Luiz de Oliveira, o Velho Dico. Em Ribeirão Preto, SP, o Afoxé Ómò Orunmila iniciou nos anos 1990 sua participação no Carnaval de Rua local, sob iniciativa do Centro Cultural Orunmilá que tem na cidade entre outras a função de resistência cultural ante as tentativas de dominação da cultura negra pela cultura ociental e de preservação dos laços negros e afrodescentes do carnaval de rua, seus espetáculos e suas agremiações carnavalescas locais.
Passeio Público inicia projeto Ensaio Aberto no domingo
Começa neste domingo (11), a partir das 15h30, o projeto Ensaio Aberto, realizado no Passeio Público, com o grupo de afoxé Acabaca. Nos próximos domingos, dias 18 e 25, vão se apresentar os grupos de afoxé Filhos de Oyá e Oxum Odolá, respectivamente.No projeto Ensaio Aberto, a praça mais antiga e arborizada de Fortaleza recebe grupos de todos os estilos musicais (samba, chorinho, afoxés, maracatus, forró, entre outros) para realizarem seus ensaios. O público terá a oportunidade de dançar, cantar e aprender a tocar os instrumentos dessa manifestação cultural afrodescendente. Sobre os afoxésOs afoxés são grupos tradicionais que levam a cultura e a religiosidade negras para os espaços públicos, com a missão de divulgar e desmistificar. A palavra afoxé é de origem Yorubá. É composta por três termos: “a”, prefixo nominal; “fo”, que significa dizer, pronunciar; e “xé”, que significa realizar. Para Antonio Risério, poeta e antropólogo, afoxé quer dizer “o enunciado que faz acontecer”, "a fala que faz". As principais características são as roupas nas cores do orixá guardião do afoxé, as cantigas em Yorubá e os instrumentos de percussão (atabaques, agogôs, agbês, afoxés e xequerês).SERVIÇOProjeto Ensaio Aberto, com os grupos de afoxé Acabaca, Filhos de Oyá e Oxum Odolá .Todos os domingos de abril, apartir das 15h30 Passeio PúblicoRua Doutor João Moreira, s/n - Centro.Mais informações: http://www.fortaleza.ce.gov.br/cultura/

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