quinta-feira, 5 de novembro de 2009

bienal

Veja programação da Bienal Percussiva e V Encontro Estadual de Percussão
03 Nov 2009 - 14h21min
Mini-cursos Toques de Maracatu – Calé Alencar Ritmos de Candomblé da Nação Ketu – Lú dos Santos Afro dos terreiros para as ruas – Marcello Santos Ritmos Maranhense – Ruy Robson, Leandro,Marcos Gatinho e Eliane Abê (confecção e toque) - Jú Morena Data: 5, 6 e 7 de novembro Horário: 10h às 12h Local: Parque das Crianças Seminários – “Rumos Percussivos, o Nordeste em Foco” Mesa redonda com convidados (a definir) Data: 5 de novembro Horário: 17h Local: Parque das Crianças Shows Data: 4 de novembro 18h30 - Cortejo Batuqueiros da Caravana Local: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura 19h30 - Flor de Laranjeira (CE) Local: Sesc Iracema 20h10 – Calé Alencar (CE) Local: Sesc Iracema 20h50 – Soul nego (CE) Local: Sesc Iracema Data: 6 de novembro 18h30 - Cortejo Vila Olímpica do Genibaú (CE)Local: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura 19h30 - Parahyba & Cia. Bate Palmas (CE) Local: Sesc Iracema 20h10 – Vitrola São Jorge (CE) Local: Sesc Iracema 20h50 – Batuqueiros (CE) Local: Sesc Iracema 21h30 – Fulô da Aurora (CE) Local: Sesc Iracema Data: 7 de novembro 18h30 – Cortejo Vidanças (CE) Local: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura 19h30 – Afoxé Acabaca (CE) Local: Sesc Iracema 20h10 – Percussão da Apae (CE) Local: Sesc Iracema 20h50 – Tambor das Marias (CE) Local: Sesc Iracema
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consumo

RESUMOA SOCIEDADE DE CONSUMO E O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR: TRAÇANDO UM PARALELO CRITICO PARA ALÉM DA LÓGICA DO CAPITAL E DO DEUS-MERCADO. O capitalismo é esta realidade que vamos enfrentando sem ao menos uma alternativa relevante para tantas constatações que nos deixam acomodar e aceitar esse “estado real de coisas “como única possibilidade.Dessa forma, esta sociedade não pode ser pensada a não ser buscando compreender como se desenvolve “em si, com si e para si “e os seus demais desdobramentos, sempre mantendo o foco no que se considera a “razão principal” desse tipo de organização humana, que é o consumo, entendido por grandes pensadores como o “mito” dos séculos XX e XXI.Ora, o capitalismo dogmaticamente dito “natural” e “eterno” direta e indiretamente em privilegio de alguns poucos leva bilhões de vidas humanas a desgraças constatáveis no cotidiano de cada um que “atua pela sua subsistência e de seus próximos”, no que se manifesta tendo o consumo como seu principal fetiche, uma categoria que subjuga a todos. É isso, o milagre do consumo tem as violências e depressões como os seus significados mais fortes, sempre com a sua lógica perturbadora, a lógica do capital e do mercado. Assim, esta sociedade de consumo assume definitivamente sua postura de produção de bens para atender a demanda do mercado, pautando as relações sócio-humanas pela aquisição de mercadorias, tornando este o eixo que conduz todas as ações do ser humano. Não importa por que, para que, “somente consumir”, é repetido incansavelmente que só “o consumo é que pode nos livrar desse vazio existencial”. Essa é a constatação mais marcante dessa nossa sociedade.Baseado nisso tudo é mercadoria. E observam-se cada vez mais as relações entre os seres humanos baseadas nos “requisitos mercadológicos”. Mas será que não existe outro caminho senão nos ajoelharmos aos pés do deus-mercado?É obvio que sim!E esse caminho começa sabendo buscar exatamente isso, outro caminho. E não é esse de aceitar melancolicamente a lógica do capital. Assim, é de se debruçar na afirmativa do Manifesto Contra o Trabalho que em sua página 24 diz;
“A educação torna-se um privilegio dos vencedores da globalização. A cultura intelectual, artística e teórica é remetida aos critérios de mercado e padece aos poucos. A saúde não é financiável e se divide em um sistema de classes, primeiro devagar e disfarçadamente, depois abertamente, vale a lei da eutanásia social. ”Porque você é pobre e “supérfluo”, tem de morrer antes”.Por isso torna-se uma luta intelectual e de práxis esse momento que vem se desenvolvendo na história da humanidade. A SOCIEDADE DE CONSUMO E O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR: TRAÇANDO UM PARALELO CRITICO PARA ALÉM DA LÓGICA DO CAPITAL E DO DEUS-MERCADO A verdadeira face dessa sociedade O capitalismo é a nossa realidade e é esta situação em que vivemos dia a dia sem ao menos nos indagarmos por que, como e entre outros questionamentos que se fossem feitos, seria o inicio de possíveis esclarecimentos por parte de cada um, sobre no mínimo grande parte disso tudo, que vamos enfrentando sem ao menos uma alternativa relevante para tantas constatações que nos deixam acomodar e aceitar “esse estado real de coisas” como única possibilidade.Este sistema e organização social, político, cultural e econômico vem se desenvolvendo mais intensamente nos últimos 150 anos e de uma forma que continuam ocorrendo mudanças cada vez maiores de caráter estrutural tão profundo que o planeta dá sinais de que está no seu limite. Alertas como os relacionados ao clima, temperatura e a água prometem serem os mais importantes, reflexos certos de um consumismo exacerbado. Tudo isso parte de uma intervenção sem precedentes na história do ser humano que vem explorando recursos naturais e modificando a paisagem “natural” pela paisagem “cultural”. Todo este cenário é apenas um esboço de conseqüências resultantes a partir de intervenções no espaço que são no mínimo contraditórias, pois, se o objetivo dessa “modernização toda está em criar benefícios para a maioria das pessoas,sendo que a sua fundamentação assim é proclamada”,o que é percebido não é isso,o que há é a promoção e garantia de interesses e privilégios para apenas uma minoria,poucos que estão se beneficiando realmente de inúmeras inovações tecnológicas e cientificas para produzir/reproduzir o ciclo que fomentou o desenvolvimento da cidade e seu espaço urbano,que tem essencialmente uma fisionomia segregacional,pois,como se sabe ,foi a partir do crescimento da força político-econômica da burguesia que a cidade urbana tornou-se o palco de tantas transformações positivas para poucos.Assim, nada mais óbvio do que ser nesse espaço, a cidade, onde acontece a presença mais marcante dessa lógica, a “ideologia em que se sustenta esta sociedade”, que tem o lucro e a produção e venda de mercadorias como o seu fim em si.Dessa forma, esta sociedade não pode ser pensada a não ser buscando compreender como se desenvolve em si, com si e para si e os seus demais desdobramentos, sempre mantendo o foco no que se considera a “razão principal” desse tipo de organização humana, que é o consumo, entendido por pensadores como o “mito” dos séculos XX e XXI. O q ue é importante esclarecer de inicio é que mesmo considerado como “elo” e de está presente na vida de quase todos os indivíduos, o consumo é uma relação de exclusão/inclusão que afirma-reafirma uma sociedade de consumo como pressuposto de sua própria existência, e o “apartheid” como uma de suas principais características.
Assim no capitalismo, de um lado temos humanos possuidores, que possuem os meios de produção e conseqüentemente o controle dos instrumentos de decisão/coerção moral-psiquica-pedagogica-fisica. Estes são os responsáveis diretos por essa racionalidade que impera, “descartando vidas humanas, espécies e natureza de diversas formas, mais especialmente através da miséria, da exclusão, da exploração, da expropriação e da espoliação. E os não possuidores, seres humanos que tem de “vender” a sua força de trabalho, que não possuem meios de produção, mas somente a sua força de trabalho para vender em troca de um salário em trabalhos/empregos/serviços/ocupações (que por sinal com a automação tendem a diminuir, pois o que há é a substituição do trabalho humano pelo o das máquinas),quando não isso aumentando “os índices oficiais de moradores de rua,mendigos, com o único direito de apenas “votar”, obedecer e manter-se dentro dessa ordem, para legitimar o controle ao qual somos submetidos, sob o disfarce de “democracia”, ”justiça”, ”igualdade” ou através do consumo”. Este que é colocado como uma dádiva, onde se pode escolher entre uma marca e outra, produtos que são mercadorias na sua maioria supérfluas, sendo que, para os teóricos desse sistema é somente no consumo que podemos “manifestar a nossa liberdade”.Ora, esse tipo de organização que é o capitalismo dogmaticamente dito “natural” e “eterno” em privilegio de alguns poucos leva bilhões de vidas humanas á desgraças constatáveis cotidianamente e isso tudo em nome de uma sociedade do bem estar, que se manifesta tendo o consumo como seu principal fetiche. É o milagre do consumo onde as violências e depressões são os significados mais fortes dessa lógica perturbadora, a lógica do capital e do mercado,que temos de repensar . Sociedade de consumo Como parte da lógica que nos envolve, a sociedade de consumo tem como meta fundamental, ou seja, como objetivo, e como única e absoluta finalidade “produzir” mercadorias, vende-las, produzir outras mercadorias e vende-las assim, permanecendo num circulo “eterno” onde se tem o consumo como o que há de mais importante.
A sociedade de consumo se encontra exatamente nesta situação em que nós lidamos todos os dias sem nos darmos conta e assim, vamos nos tornando também no âmbito do consumo “alienados”.Ora, se em nossa sociedade que tem como “única razão” de sua existência a produção de bens, esses que são transformados em mercadorias, que em sua maioria não são de importância vital, mas, supérfluos, não seria outra a prioridade para essa sociedade, senão a “sua produção cada vez maior de mercadorias”.No entanto, é importante observar a diferença que existe entre mercadorias vitais e mercadorias supérfluas.Vitais são aqueles produtos básicos e indispensáveis à vida humana, como alimentos “naturais” ou “tradicionais”, como; feijão, arroz, milho, carnes, etc.Já supérfluos, são as diversidades de produtos não elementares à vida humana, que podem ser muito bem dispensados da alimentação ou que a sua utilidade é meramente descartável e sem nenhuma importância na realidade, mas, são postos como vitais, sendo colocados como muito importantes e prioritários, tanto na alimentação, quanto no seu uso comum, entre outras questões que podem ser observadas.Inúmeros são esses produtos supérfluos, são “artigos de beleza, cigarros, bebidas, biscoitos, uma variedade de marcas, tamanhos, cores, que encantam pelo preço e pelo poder apelativo e facilidade de obtenção.A sua maioria são “vilões da saúde” e do “meio ambiente”, por serem de baixo ou nenhum valor nutritivo ou serem responsáveis por outra das maiores tragédias que afligem a humanidade, a poluição, pois, alem de causar diversos males á saúde, como, doenças cardiovasculares, entre outras, gera o aumento cada vez maior de lixo, com a sua “lógica da descartabilidade”.“É comum ver nos lixos de grandes cidades como Nova York, por exemplo, desde máquinas fotográficas até geladeiras, mesas e cadeiras em estado de pleno uso. Tudo para atender a ânsia de comprar o último objeto lançado recentemente no mercado” (Manifesto Contra o Trabalho) Assim, esta sociedade de consumo assume definitivamente a sua postura de produção de bens para atender a demanda do mercado, pautando as relações sócio-humanas pela produção e aquisição de mercadorias, tornando este o eixo que conduz todas as ações do ser humano, ou seja; consumir e cada vez mais e de uma forma pior, consumir mercadorias e ponto final. Não importa por que, não importa para que, não importa absolutamente, somente deve-se consumir, pois, só o consumo é que pode nos livrar desse vazio existencial. Essa é a constatação da nossa sociedade de consumo.
Numa sociedade de consumo, a situação é que, como tudo é transformado em mercadoria, até o trabalho humano é uma mercadoria, onde a força de trabalho humana explicitamente é negociada no mercado como mais “uma mercadoria simplesmente banal”.Assim, esta sociedade impõe que todos devem “vender um tempo de sua vida” para poder sobreviver/viver /subsistir e ainda de acordo com a dogmática do consumo, dessa forma:“O ser humano é livre. Livre para trabalhar. Se ele produzir e consumir, “todos consumindo”, o sistema se fortalece e fica uma sensação sutil de liberdade e igualdade, princípios básicos das sociedades democráticas”. Assim caminha a humanidade(Tudo é mercadoria) “O ser humano tem uma infinidade de necessidades, tem um potencial imaginário tão grande que o permite criar a partir de uma criação infinitamente.” (A sociedade do consumo; baudrilard, Jean)Pelo exposto Baudrilard demonstra que a existência humana é infinitamente ilimitada, mas, no entanto, esta sua “ilimitação” que é sinônimo de muitas potencialidades, apesar de estarem realmente presentes em todos os indivíduos “são limitadas ao consumo”. Assim, constatamos a padronização de comportamentos, atitudes, gestos e muitas outras questões relacionadas ao ser humano que se resumem a “meramente consumir mercadorias”.Essas necessidades de que o autor fala, infelizmente são “reprimidas” e o único caminho que é oferecido é o “consumismo banal”, que acaba por aprisionar todos numa cadeia onde o ser humano não é o protagonista, mas apenas um mero participante com só uma condição que lhe é resguardada que é o consumo. Este reducionismo da existência humana que é o consumo-redundante-banal dá uma noção falsa de satisfações, não passando de um “limite” a enorme potencialidade/possibilidade de criação humana.E assim observamos cada vez mais necessidades consumistas banais sendo colocadas para e no ser humano. Necessidades que são forjadas com o único objetivo de o individuo preenche-las através do consumo de mercadorias. E o importante também é esclarecer que estas mercadorias não ficam restritas somente a bens classificados em “vitais ou supérfluos”, e sim que eles se direcionam para a absorção de valores, sejam eles “culturais” (TV, livros, revistas, musica, cinema, teatro, artes plásticas, educação, etc.), ou para “tecnologias de ponta”, que são itens eletrônicos produzidos com características descartáveis.
O que existe é a transformação de “tudo” em mercadoria, prevalecendo a lógica do capital e do mercado sobre a do ser humano. Além de como já foi citado, dessa maneira “invertendo-se” ou “criando-se” outro sentido á vida, sentido esse que se afasta predominantemente do potencial característico do humano de criar. A lógica do mercado não poupa nada, utilizando-se, produzindo e reaproveitando valores, transformando-os e desenvolvendo-os de acordo com os interesses do mercado que é construir a cultura ideológica nefasta da negociação da vida humana como uma mercadoria qualquer. Assim, valores antes que tinham uma característica “humana” são condicionados ao onipotente deus-mercado, diminuindo as realizações humanas e simplesmente reduzindo-as a objetos “estampados” com marcas e logotipos, estamos na “cultura do mercado”.Até o sentido de cultura, de valor artístico, de humano, está perdido nessa onda mercadológica.Os valores do capital dominam. É a lógica do capital e do mercado apropriando-se de tanta potencialidade para reduzi-la ao consumo supérfluo e descartável.Tudo é mercadoria! E observam-se cada vez mais aas relações entre os seres humanos baseadas nos “requisitos” econômicos, sendo esta a ordem do século, tendo o consumo como realidade de maior expressão disso tudo.Dessa forma, a humanidade caminha numa direção que parece sem fim, adotando e deixando-se dominar por essa lógica reduzida, onde o consumo é a parte mais visível da lógica do capital, tendo o papel de decidir quem deve e que não deve viver, já que quem não consome é excluído só lhes restando “os bolsões de lixo”, onde pode aproveitar as sobras da democracia do mercado, onde o capital tudo pode, tudo deve e tudo faz.Mas será que não existe outro caminho além desse do deus-mercado?É obvio que sim!E esse caminho começa sabendo buscar exatamente isso, outro caminho. E tenho a certeza que não é esse, de aceitar melancolicamente a lógica do capital, como bem situa o Manifesto Contra o Trabalho em sua página 24 que diz que;
“A educação torna-se um privilegio dos vencedores da globalização. A cultura intelectual, artística e teórica é remetida aos critérios de mercado e padece aos poucos. A saúde não é financiável e se divide em um sistema de classes, primeiro devagar e disfarçadamente, depois abertamente, vale a lei da eutanásia social. ”Porque você é pobre e “supérfluo”, tem de morrer antes”.Então na sociedade de consumo não existe o talvez, mas uma determinação que eles criaram; ou você pode consumir de alguma forma ou não merece viver. E isto fica mais claro quando observamos as publicidade e propagandas que de maneira aberta declara que “você não é nada se não tem o objeto X, mas se você tiver, se você pode possuí-lo, você terá tudo!” Mulheres, dinheiro, fama, poder, sucesso, tudo o que é oferecido pelo ato do consumo. O Código de Defesa do Consumidor Foi em 1991 que entrou em vigência a lei nº8. 078/90, mais conhecida como Código de Defesa do Consumidor, que enumera os direitos fundamentais do consumidor, como o direito á segurança, à escolha, à informação, a ser ouvido, à indenização e o direito a educação para o consumo.Dessa forma, pelo o que expõe a lei consumista, existe um “grande” aparato legal de direitos que buscam equilibrar essa relação de consumo, dando ao consumidor um “favorecimento formal” através desse código.Assim, entende-se como consumidor, o destinatário final de um produto ou de um serviço colocado á venda no mercado pelo fornecedor, sendo que fornecedor é toda pessoa física ou jurídica que exerce atividade econômica de forma permanente, recebendo por ela uma remuneração.As relações de consumo são variadas no nosso dia a dia, por isso, pelo código consumeirista, à lei garante aos consumidores o direito de receber produtos e serviços de qualidade, adequados à finalidade a que se destinam, portanto, legitima-se uma situação que coloca o consumo como uma das atividades mais importantes na e para a sociedade.Com isso, o código que considerado um meio muito importante para a defesa do consumidor e que tem como prioridade tentar equilibrar uma relação que na sua maioria das vezes é desequilibrada, apenas reforça uma questão que está dentro da própria lógica do mercado, pelo fato de que o próprio ordenamento jurídico realiza ainda uma atividade de legitimação/conservação do status quo, que é essa realidade às quais todos nós “assumimos como “nossa” situação ad eterna para á qual não existe outra escolha senão acatar e “seguir” se acomodando como pode.
O que está claro é que o Código de Defesa do Consumidor atua sim, mantendo e referendando apenas um “direito” que já é existente na nossa sociedade que é o ato de consumir, simplesmente não importando se este consumo seja “vital ou supérfluo”. É obvio que existe um anseio por parte do legislador para com a necessidade de se consumir e, de uma forma benéfica e que não se prejudique o consumidor, mas é apenas isso. Não que se queira que todos os atos realizados pelo ser humano sejam tipificados pela lei, isto é tentar transformar a nossa sociedade em algo ainda mais legitimador dessa lógica que domina a sociedade.Pois o que está sendo colocado aqui é que o código em si é apenas mais um mero instrumento de atuação dentro desse limite, claro, não se nega a sua importância, mas é que nesse limite não existe “anseio” para uma mudança a nível realmente importante, entendendo essa mudança como para, além disso, que está posto, ou seja, fora da lógica “consumista/descartável/destruidora”, longe dessa estrutura negativa, uma mudança que seja afirmativa para um humano-emancipado em todos os sentidos.Não se nega a existência do Código e nem se tenta anular aqui a sua importância como já foi exposto, isso não, mas o que é importante também afirmar é que dentro dessa lógica, sabemos que a lei consumeirista, como as demais, certo,são resultados do limite dessa lógica, portanto apenas um esboço mínimo para se buscar a real transformação.Por onde começar a emancipação?“Uma das críticas mais comuns sobre a sociedade de consumo é a que afirma se tratar de um tipo de sociedade que se "rendeu" frente às forças do sistema capitalista e que, por tanto, seus critérios e bases culturais estão submetidos às criações postas ao alcance do consumidor. E neste sentido, os consumidores finais perderiam as características de indivíduos para passarem a ser considerados uma massa de consumidores que se pode influir através de técnicas de marketing, inclusive chegando a criação de "falsas necessidades" entre eles. Do ponto de vista ambiental, a sociedade de consumo se vê como insustentável, posto que implica um constante aumento da extração de recursos naturais, e do despejo de resíduos, até o ponto de ameaçar a capacidade de regeneração da natureza desses mesmos recursos imprescindíveis para a sobrevivência humana.”
( pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_de_consumo)Do que pode se está certo é de que essa não é a “natureza” humana, não seriamos condicionados a um limite tão grosseiro como este de simplesmente consumir.O ser humano vem há séculos constatando a sua capacidade ilimitada de criatividade e de desenvolvimento, não se pode ficar amarrado a um ato tão frágil, se somos possíveis de transformar o mundo a partir de nossas criações.Um dos principais impactos que o consumo causa é o distanciamento entre ricos, que podem "consumir mais", e pobres, que lutam para poder consumir o mínimo. Esse fenômeno tem como decorrência o aumento das desigualdades e do contingente da população na faixa da pobreza. “As relações sociais escravizaram-se pelo dinheiro e pelo poder de consumo" (padilha,Valquíria;Universidade de São Paulo;Shopping Center: A catedral das mercadorias)O “cidadão” foi reduzido a consumidor através de uma série de estratégias que construíram o capitalismo e o “neoliberalismo”. Como parte dessa estratégia, o Estado liberal foi deixando ao mercado responsabilidades que deveriam ser suas, como fornecer saúde, lazer, educação e infra-estrutura de qualidade. A conseqüência disso é um número cada vez maior de pessoas, principalmente de classe média, pagando, além dos impostos, planos de saúde privados, escolas privadas, pedágios e segurança privada. Os ricos e endinheirados podem comprar conforto, segurança (ou ilusão de segurança), educação, saúde e lazer, mas os pobres morrem nas filas de hospitais públicos, ficam adultos analfabetos ou semi-analfabetos, não têm esgoto, água encanada, dentista, boas escolas. Dessa forma, o consumo acabou se tornando um fator importante de construção de representações sociais. Não é preciso apenas consumir para existir, mas é preciso consumir para ser feliz. Nessa lógica, vale tudo para se realizar um sonho de consumo: fazer horas-extras, "bicos" ou prestações a perder de vista. Assim, busca-se a realização pessoal e a felicidade através do consumo. A sociedade de consumo vende a satisfação dos desejos individuais, mas desperta nos consumidores a cada momento novos desejos a serem satisfeitos, fazendo-os querer (e consumir) sempre mais.
"O vazio existencial cavado pela complexidade dos relacionamentos psicossociais não se preenche facilmente com bolsas, celulares e carros. Se a felicidade prometida pela sociedade de consumo fosse real, nós não estaríamos vivendo uma sociedade tão violenta como a nossa. A violência física e simbólica são frutos da desigualdade e da perversidade da sociedade de consumo que elege os endinheirados como os sortudos da ilha da fantasia” (padilha,Valquíria;Universidade de São Paulo;Shopping Center: A catedral das mercadorias) O modelo da sociedade de consumo está tão enraizado na sociedade contemporânea que alguns pesquisadores já chegaram a afirmar que ele é irreversível. Mas nada é eterno, como se sabe,estamos diante apenas do começo da historia humana e ela não estará limitada a uma sociedade de consumo, ainda assim é uma questão de trazer muitas preocupações e que precisam ser discutidas realmente num âmbito de emancipação. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS padilha,Valquíria;Universidade de São Paulo;Shopping Center: A catedral das mercadoriaspt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_de_consumo Manifesto Contra o Trabalho A sociedade do consumo; baudrilard, Jean

segunda-feira, 6 de abril de 2009

maconha

LEGALIZAÇÃO DA MACONHA
José Antonio Viana Rocha
RESUMO


INTRODUÇÃO
Vivemos num mundo cheio de questões polêmicas muitas por razoes morais, por princípios, valores e outras por questões políticas, econômicas, sociais; dentre outras. É obvio que todas tendo um papel destacado, outras menos, outras mais.
Entre essas esta a questão da maconha, um assunto que muitos nem pensam em discutir, impregnados por uma política histórica parcial que só veio tratando o tema sob o ponto de vista de um único interesse, que só compreende a única saída para o tema a sua total criminalização, chegando ao absurdo de até tipificar a mera discussão em torno dessa questão como apologia.
Assim, o grande potencial medicinal e comercial dessa planta ficam descartados por um posicionamento arcaico e vago.
Sabem-se muito bem quais são os problemas causados direta e indiretamente, mas a discussão não pode ficar somente nestes pontos que são importantes, mas como se sabe não é os únicos. E é exatamente por esse fato que se deve ir alem de um debate que intencionalmente prefere insistir na mera proibição.
O tema tem de ser tratado com base não só em justificativas de que se é droga tem de ser proibida, pois assim qualquer discussão se torna perdida em questões já superadas e fracas em argumentos, é só observar que atualmente vêm crescendo a indústria que exatamente a base de seus produtos substâncias consideradas drogas licitas, e não só a indústria farmacêutica, mas a indústria do tabaco e álcool por exemplo.
A questão tem de ser aprofundado e agora com a recente Lei n°11.343 de 23 de agosto de 2006, que prevê um abrandamento em relação aos usuários, é um sinal que estamos passando de uma simples política de proibição que é ultrapassada á abertura para uma possível discussão honesta e não baseada em informações superficiais.
A maconha é uma planta, e ela chega de 4 a 5 metros de altura em apenas alguns meses, seu nome cientifico é cannabis sativa,nome classificado pelo pai da taxonomia Carl Lineus no ano de 1753,sendo três as suas espécies;a cannabis sativa(a mais comum),a cannabis indica e a cannabis ruredalis.é uma planta de dois gêneros:um feminino e um masculino,mas exitem casos de em um mesmo pé haver ambas as estruturas sexuais(hermafrodita).ela produz uma substancia psicoativa ,o delta-9-tetrahidicanabinol(THC),com uma concentração média de 8%(as plantas femininas possuem maior concentração)
O THC tem a propriedade de proteger a planta dos raios solares e a de se fixar em algumas moléculas das paredes dos neurônios dos animais,inclusive o ser humano,ligando-se a esses neurônios o THC opera sutis mudanças químicas dentro das células ;esse é o efeito típico da droga.
Sendo assim os efeitos psicológicos tendem a predominar sobre os fisiológicos. Resumidamente, pode-se dizer que a maconha provoca uma leve euforia, distorções espaço-temporais, alteração do humor, taquicardia, dilatação dos vasos sanguíneos oculares, secura da boca e tontura.
Sob o ponto de vista dos que defendem a legalização da cannabis, a droga é um fraco alucinógeno, sem comparação aos narcóticos opióides ou à cocaína. Para estes grupos, a droga é uma válvula de escape para o stress da população, uma forma de se atingir um bem-estar e não está associada, de nenhuma forma, à violência: seriam a proibição e marginalização da droga as responsáveis pelas mortes relacionadas ao tráfico.
É de longa a data do convívio do ser humano com a maconha, datando de 12.000 anos em algum lugar da Ásia Central possivelmente, mas a farmacologia chinesa tem indícios de seu uso na data de 2723. Ac.
Na índia a sua historia é bem mais conhecida, havendo informações da sua importância na fabricação de tecidos,papel e uso psicoativo,como o bhang,uma bebida feita a partir das flores e folhas da planta.
Em toda a sua historia, é rica a contribuição da maconha em diversas áreas, sendo utilizada vastamente por varias culturas desde a Ásia, Europa, áfrica e a America.
Dessa forma, é explicita a falta de conhecimento em relação à maconha na historia da humanidade até mesmo por aqueles que utilizam o argumento de que se trata de algo sem nenhum valor econômico ou cientifico.
A sua vasta utilidade e aproveitamento na fabricação de objetos, produtos, sua larga facilidade de plantio (sendo uma planta que praticamente se acomoda a qualquer clima); sua resistência e eficiência como é citada quebra essa lógica de que a planta só serve para produzir droga.e mais recentemente é certa a qualidade desempenhada no tratamento de doenças ,diminuindo o sofrimento de muitas pessoas .e o que não pode de deixar de ser dito,a maconha não é tão prejudicial quanto o cigarro e o álcool,drogas que legais que são as maiores responsáveis por numeras desgraças,tragédias e grandes custos para toda a sociedade.
Assim, este é um universo carregado de afirmações nada imparciais, com ênfase centrada na mera proibição de seu consumo e na punição a qualquer tipo de uso, seja ele medicinal econômico e na punição mais diretamente do usuário, ficando complicado tratar desse tema devido à ampla política conservadora que não aborda o problema corretamente.
Enquanto isso a chamada opinião publica (a mídia e as suas várias espécies), mais vazia ainda de argumentos é presa a explicações ultrapassadas, é hipócrita declarando qualquer inicio de debate sobre essa questão, desinteressante, considerando somente que o que deve haver é mais controle e maior punição e proibição.
Vê-se assim que não é nada fácil tratar desse tema,obscurecido e deturpado,por isso a discussão não pode parar nem ficar presa a justificativas caducas,é necessário um maior dialogo e propostas realmente claras.
O tema é tão carregado de ideologia e as pessoas têm convicções tão profundas sobre ele que qualquer convite ao debate, qualquer insinuação de que estamos lidando mal com o problema já é interpretada como "apologia às drogas" e, portanto, punível com cadeia
Segundo dados da ONU, 147 milhões de pessoas fumam maconha no mundo, o que faz dela a terceira droga psicoativa mais consumida do mundo, depois do tabaco e do álcool. A droga é proibida em boa parte do mundo, mas, desde que a Holanda começou a tolerá-la, na década de 70, alguns outros países europeus seguiram os passos da descriminalização.

Itália e Espanha há tempos aceitam pequenas quantidades da erva - embora a Espanha esteja abandonando a posição branda e haja projetos de lei, na Itália, no mesmo sentido.

Portanto, carecemos de debate e mais informações para sabermos realmente quais são os verdadeiros interesses que influenciam toda essa discussão e política sobre a maconha.

2.FUNDAMENTAÇÃO

É interessante saber como toda essa situação na qual a proibição é o melhor exemplo começou, assim fica mais fácil de tentar compreender toda essa política conservadora.

A situação é que a cannabis sativa sempre foi uma droga utilizada pelos chamados “grupos perigosos”, principalmente nos Estado Unidos onde tudo começou, (exatamente na maior crise financeira que o mundo já passou, na década de 30), assim, com a chamada lei seca, a venda de bebidas alcoólicas sendo proibida,o consumo da cannabis aumentou,sendo quase que generalizado o seu uso por imigrantes e negros e sendo essas pessoas como se sabe indesejadas na sociedade americana, eram criadas forma de coibir quando não a entrada, a permanência e em ultimo caso, como em relação aos negros principalmente, a convivência.

Assim, como controlar ainda mais estas pessoas perigosas e indesejadas, senão de uma maneira em que pudesse atingi-los generalizadamente através da proibição do uso de uma droga que já fazia parte do seu cotidiano.

Prende-los precisamente por serem negros ou mexicanos não ficaria nada bom numa sociedade que tem como princípios a liberdade e a igualdade e o estado de direito como garantias individuais.
E foi essa simplesmente a verdadeira justificativa para se proibir o consumo da cannabis,razões políticas e sociais,nada de questões cientificas que como se sabe eram nenhumas e até hoje são poucas as pesquisas sérias sobre os efeitos da cannabis,existe sim ,tanto pesquisas apontam benefícios como outras que apontam riscos,mas todas deixam bem claro que é pequeno se comparado ao álcool por exemplo.

Dessa forma, a proibição precisamente aconteceu no ano de 1937, depois de várias campanhas que insistiam na generalização de que alguns imigrantes após o uso da cannabis cometiam crises terríveis, eram historias fantásticas de casos absurdos cometidos sob o efeito da cannabis, assim o terror tomou conta e uma ampla campanha antimaconha se espalhou.

No Brasil não foi diferente, desempenhando seu papel de acatar subservenientemente todas as decisões de Washinton, Getulio Vargas em 1938 adota leis que também proíbem o seu consumo e o seu uso para outros fins diferente do psicoativo.

Antes disso no Brasil ela era amplamente utilizada sendo vendida em farmácias com o nome de cigarros índios ou cigarros da paz, indicada para curar sintomas de asma e para insônia.

Assim, foi criada uma pressão mundial que se tornou concreta e oficial com uma recomendação da ONU ,em 1960,que proibia a maconha em todo o mundo, e fazia poucas recomendações às outras drogas como o álcool e o tabaco, campeões mundiais de prejuízos para a humanidade.

Dessa maneira é totalmente óbvio que a sua proibição se deveu somente por uma questão de controle social e é claro que não poderia ser esperada abertamente esta justificativa para a proibição senão as outras que atualmente tornaram-se superadas.

Hoje a situação é diferente, a maconha não é utilizada somente por aquelas minoria desprezada, mas, e principalmente por pessoas de setores da classe media e da classe mais privilegiada, o que coloca o tem agora em outra situação, pois esta dentro dos lares de pessoas que influenciam na política do país, é só observar que até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apóia a descriminalização do uso da maconha, e também é só pensar um pouco sobre a chamada lei de usuários, que é menos branda em relação às outras legislações que tratam do tema

Como já foi colocado existem registros do da maconha como medicamento há pelo menos 5 mil anos. No século XIX, a droga passou a ser utilizada na Europa, graças a estudos que descreviam suas propriedades médicas, especialmente no alívio da dor de origem nervosa e na ação de relaxamento muscular.
E mais ainda para complementar no Brasil o Formulário e Guia Médico, de Pedro Napoleão recomendava em1888 o uso de cigarrilhas contendo o princípio ativo da maconha para combater bronquite crônica, asma e tuberculose.
Em 1930, o Catálogo de Produtos Farmacêuticos foi publicado com indicações da maconha como calmante e anti-espasmódico, em quadros de dispepsia, insônia, nevralgia, perturbações mentais e asma. Entretanto, a maconha passou a sofrer de uma verdadeira “demonização”. Além disso, houve à época o lobby da indústria da fibra sintética, o representante do Ministério da Saúde dos EUA, que investiu fortemente contra a maconha, era sócio de fábricas produtoras da nova fibra. A recente retomada de estudos sobre da maconha, com a identificação de seus componentes químicos, contribuiu para melhorar o status social da planta. Além da descrição de 66 canabinóides, entre eles o THC, já se sabe que existem dois endocanabinóides naturais, produzidos pelo cérebro. Os estudos seguintes levaram ao desenvolvimento de um antagonista dos receptores cerebrais para o THC. O avanço das pesquisas fez com que se comprovassem os efeitos do THC na redução das náuseas e vômitos pós-quimioterapia e o aumento do apetite em pacientes de AIDS e câncer. Estudos mostram ainda a grande eficácia da maconha, mesmo na forma do cigarro, em atenuar as dores neuropáticas entre pacientes com esclerose múltipla. Atualmente, 13 estados dos EUA permitem o uso controlado da substância. Na Holanda, a maconha já é considerada medicamento, sendo cultivada pelo próprio governo e distribuída no sistema de saúde mediante controle. Alemanha, Suíça, Reino Unido e Canadá já têm suas Agências Nacionais da Cannabis, exigência da ONU para a comercialização para fins terapêuticos. No Brasil, apenas a Unifesp e USP/Riberão Preto realizam pesquisas com a maconha na área clínica. Para desenvolvê-las, é preciso aprovar o projeto primeiro na Comissão de Ética da instituição e depois na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Daí, o pesquisador precisa obter a licença para importação do princípio ativo ou para obter a droga no país, o que não é fácil, pois existe burocracia não só para o estudo com a maconha, mas com as plantas medicinais em geral.
Portanto, sabe-se que todo o problema que se colocava antes em relação à maconhacomparado ao de outras drogas é muito pequeno, mas deve-se entender que todo problema por menor que seja é um problema e deve ser enfrentado e solucionado com o menor número de danos e não mais com falsas desculpas, pois não há mais espaço para pensamentos sem base e com argumentações vazias
Existe hoje um alto consumo das chamadas drogas licitas e o seu comércio gera lucros enormes para essas indústrias e ao mesmo tempo o papel demolidor que ela tem, com taxas altíssimas de doenças em conseqüência do consumo dessas drogas e os números que indicam o quão forte é essas drogas como impulsionador de violência, sem adentrar muito também no problema das chamadas drogas pesadas que agora não estão somente presentes em círculos reduzidos,mas espalhados pelas periferias do pás,gerando mortes e lucros para os traficantes.
Quem acaba assim suportando todas as conseqüências somos nós. A cocaína e crack numa velocidade rápida tomam conta da vida dos jovens, assim também com o cigarro e o álcool, e veja que essas e outras mais não têm nenhuma ou quase nenhuma importância medicinal, como a maconha tem, que ao contrario é rica e muito produtiva.
Com essas observações não se está tentando absolver a maconha, nem querer utilizar o argumento de que se existem drogas licitas, porque então a maconha não é logo descriminalizada, não é bem isso, mas que assim ficamos parados sem outra perspectiva para essa determinada situação e continua-se tratando dos os temas de relevante importância de forma demagógica e sem mais nenhuma consideração eficaz.
Sendo assim, sabem-se ao certo quais são as dificuldades que todos vivemos mais diretamente comunidades inteiras que vivem sob o jugo de traficantes e milhares de jovens destruídos, e ainda assim não queremos perceber que o que é preciso são políticas publicas capazes de superar esses problemas, deixando de lado essa política de violência que nenhum resultado satisfatório trás realmente.
COCLUSÃO

Assim, está mais do que no momento de se pensar realmente em mudar essa situação para melhor, aonde todas as possibilidades chegam analisadas de maneira mais clara possível, pois temos todo um potencial muito grande em torno desse tema e não podemos ficar para trás presos a conclusões atrasadas

Estamos no momento de encarar o tema não mais como um problema, mas sim com algo que pode nos trazer boas perspectivas, concretas e eficazes.

É só observarmos que em muitos países são tomadas direções importantes, sempre com políticas públicas serias e aproveitamento da cannabis para uso medicinal,o que é um grande avanço

Enquanto isso não devemos deveram ficar parados, o momento é para solucionar a questão e ir em frente.

É só observar também que mesmo no Brasil temos mudanças significativas, como a com a Lei 11.243/06 que dentre todas as que já foram propostas em nosso país, essa é que mais faz
alterações relevantes,como a não punição do usuário de entorpecentes com prisão, o que está absolutamente correto. (Não houve a descriminação do porte de droga para uso próprio, que continua sendo infração penal, apenas foi abrandada a reprimenda, que não mais implicará privação de liberdade).

No artigo 28 da nova lei, estão previstos para o usuário: advertência, prestação de serviços à comunidade e medida educativa, as duas últimas pelo prazo mínimo de cinco meses, ou ainda, em caso de descumprimento das sanções aplicadas, poderá haver admoestação verbal e pena de multa. Além disso, a lei determina que o poder público coloque à disposição do dependente, gratuitamente, estabelecimento de saúde para tratamento especializado.

A disponibilidade de atendimento à saúde do dependente de drogas é da maior importância, pois consiste na única forma potencialmente eficaz de sua recuperação e reintegração social.

No entanto, tal providência requer grandes investimentos do Estado, que está muito longe de atender a essa demanda atualmente. Além disso, não convém internar esse tipo de paciente em estabelecimentos que cuidam de distúrbios psiquiátricos em geral, pois a convivência com doentes mentais não ajuda o dependente de drogas a melhorar suas condições psicológicas.

Como a própria Lei usa o termo “tratamento especializado”, será preciso criar locais públicos verdadeiramente adequados, ou fazer parcerias com a iniciativa privada.
Alguns profissionais da área médica, jurídica e social chegaram a alimentar expectativas de que a nova lei não mais punisse o usuário ou dependente de drogas com sanções criminais e, nesse caso, seriam tomadas apenas medidas sanitárias e de saúde pública com relação ao consumo.
No entanto, esse pensamento não vingou por se ter entendido que o Estado precisaria acompanhar e, às vezes, induzir ao tratamento. O objetivo é a mudança de comportamento do dependente ou de quem está prestes a se tornar um, por meio da intervenção direta da Justiça.

Nesse sentido, o Sisnad reconhece que o uso indevido de drogas é um fator prejudicial à qualidade de vida do indivíduo e à sua relação com a comunidade. Bem por isso, determina a formação de profissionais da área de educação para a prevenção ao uso de drogas nos três níveis de ensino e a implantação de projetos pedagógicos nas instituições de educação.

Com relação ao traficante, a nova lei endureceu. Aumentou as penas que eram anteriormente de três a 15 anos, para de cinco a 15 anos de reclusão, cumulados com o pagamento de multas.

Uma outra inovação referente ao conceito de traficante de drogas trazida pelo Sisnad é a diferenciação daquele que cede eventual e gratuitamente uma porção de drogas para outra pessoa, de quem comercializa o entorpecente. De acordo com a lei anterior, mesmo quem fornecesse gratuitamente pequena quantidade de droga para um amigo, a fim de consumirem juntos, estaria sujeito à pena prevista para o tráfico, ou seja, de três a 15 anos de reclusão.

A nova lei, embora continue reprovando esta conduta que, sabe-se, é corriqueira entre usuários, estipula uma pena menor, de seis meses a um ano de detenção, mais multa.
Nessa linha de estabelecer uma gradação mais definida entre as várias maneiras de se promover a circulação das drogas, a nova lei diferencia o ato financiar ou custear o tráfico, prevendo uma pena bastante severa que vai de oito a 20 anos de reclusão.

Haverá, ainda, punição específica para quem conduzir embarcação ou aeronave após consumir drogas, expondo a dano a integridade de outras pessoas.
Por sua vez, o acusado que colaborar com a investigação, identificando comparsas e ajudando a recuperar o produto do crime, terá sua pena reduzida de um a dois terços.

Os bens obtidos com o tráfico de drogas estarão sujeitos a apreensão e seqüestro, desde o inquérito até a decisão final do processo, o que dificultará bastante a atividade econômica ligada ao crime organizado de maneira geral.

A nova lei não se esqueceu de prever a cooperação internacional no combate ao tráfico de drogas, pois é evidente que esse comércio não tem fronteiras e é impossível reprimi-lo se não houver intercâmbio de informações e de inteligência policial entre os países.

terça-feira, 31 de março de 2009

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08/08/2005Barba feita
Por Marcos Diego Nogueira
Desde “O Bloco do Eu Sozinho” é sempre a mesma coisa. Ter um disco novo do quarteto carioca Los Hermanos em mãos é garantia de trocar o sentimento de expectativa por surpreendentes novidades rítmicas e poéticas, características da vontade de seus integrantes de reinventar a fórmula da banda e cometer obras essencialmente atemporais. Com “4”, o tal novo disco, não tem sido diferente. As dúvidas sobre a qualidade do material se foram na primeira degustação, principalmente referentes à tão comentada quase-total ausência dos metais, característica marcante nos discos anteriores e que agora se faz econômica e aparece – sem timidez – em momentos escolhidos a dedo.
Seus compositores mostram novos rumos em detalhes muito próprios. Marcelo Camelo, responsável por sete das doze músicas do álbum, se recolhe internamente e prima pelos arranjos mais acústicos e as letras mais emblemáticas, poéticas. O conceito “além do que se vê” empregado nas letras do anterior “Ventura” dá lugar mais uma vez à inevitabilidade de todos os carnavais. Seja na mais pura representação do desespero, “E agora o amanhã, cadê?”; na vivência de fatos passageiros, “Eu não, prefiro assim com você, juntinho, sem caber de imaginar até o fim raiar”; no imediatismo exacerbado, “Dá-me luz ó deus do tempo, nesse momento menor (...) a gente quer ver o horizonte distante aprumar”; ou no conformismo, “só levo a saudade, morena, é tudo que vale a pena”.
Já Rodrigo Amarante, responsável pelo single inicial de divulgação do álbum, traz os momentos mais alegres do álbum, como em “Paquetá”, “O vento” e “Condicional”, essa última a mais agitada de “4”. Interessante é perceber a porção Camelo que floresce por trás do estilo de Amarante. O fã confesso de Marcelo brinca com propriedade sobre a figura humana em suas letras, sendo aqui muito mais explícito do que o outro. A semelhança de estilos fica ainda mais acirrada com os jogos de palavras empregados nas novas composições: como em “Condicional”, “Quis nunca te perder/ Tanto que demais / Via em tudo céu / Fiz de tudo cais / Dei-te pra ancorar/ Doces deletérios”; ou em “Primeiro andar”, “não faz disso esse drama essa dor/ é que a sorte é preciso tirar pra ter”. Os versos de “Paquetá” deixam isso mais evidente em momentos como “é que eu já sei de cor qual o quê dos quais e poréns dos afins, pense bem ou não pense assim” ou “Que desfeita, intriga, o ó/ Um capricho essa rixa e mal/ Do imbróglio que quiproquó/ e disso bem fez-se esse nó”.
1 – “Dois barcos” – Clima chuvoso e intenso. Piano e baixo se integram em um movimento melancólico, lembrando um pouco Hurtmold. Entra o vocal calmo e que lembra os idos tempos de Ivan Lins (Ivan Lins?)* e “Santa Chuva”, o som que ficou famoso com a Maria Rita. Os arranjos de fagote e metais – escritos pelo próprio Camelo e por Edu Morelenbaum – colocam um pouco mais de sal na água das lágrimas de quem ouve. O clima denso funciona para aclimatar o ouvinte para o que está por vir. Influências de Caymmi nas letras. “Doce o mar perdeu no meu cantar”.
2 – “Primeiro andar” – Levadinha esperta um pouco diferente das últimas incursões compositoras de Rodrigo Amarante. Olhar o mundo para olhar a si próprio é mais ou menos a tônica da letra. São três guitarras – feitas por Amarante, Kassin e Gabriel Bubu – brincando em contra-melodias e fazendo lembrar bastante os grupos norte-americanos de música emo, principalmente Sunny Day Real Estate e Death Cab For Cutie. Presta atenção no riff final...
3 – “Fez-se mar” – Um Camelinho e um violão! Talvez o maior sambinha feito por Marcelo Camelo. Estilo Paulinho da Viola mas com características totalmente próprias. Saca só o refrãozinho: “Clareira no tempo, Cadeia das horas, Eu meço no vento, O passo de agora”. O ruidoso solo de guitarra feito por Fernando Catatau é o tempero: bem climático, percorre toda a espinha dorsal por cima de um violão de suingue arrastado.
4 – “Paquetá” – apesar do título Vinícius de Moraes e a tendência ao samba, “Paquetá” tem influências de música latina, principalmente na percussão e no piano. Caberia muito bem no projeto paralelo de Amarante, a Orquestra Imperial. Em jogos inteligentes de palavras e rimas, ele divaga sobre os dissabores da perda, desculpa-se das burradas e declara à sua amada: “sem você sou pá-furada”.
5 – “Os pássaros” – Com um início que lembra Radiohead e a levada vocal característica de Rodrigo Amarante, retrata o coração partido de um eu-lírico (eu-lírico?)* que mostra insegurança e confusão em relação à vida. O ritmo arrastado – bem característico de quem passa pela fase da perda (fase da perda?)* – encaixa no zigue-zague da letra. O sintetizador e o harmônio elétrico de Bruno Medina estão tinindo.
6 – “Morena” – Esse início não engana: Camelo andou ouvindo “Anos dourados”, parceria de Tom Jobim e Chico Buarque. O riff e a levada são bem parecidos. A música é poesia pura acompanhada por instrumentos. “É, morena, tá tudo bem. Sereno é quem tem paz de estar em par com deus. Pode rir agora que o fio da maldade se enrola”. É a canção mais próxima do ska, ritmo constantemente flertado pelos Hermanos em um passado nada distante. “Anos dourados" e ska?
7 – “O vento” – É o primeiro single do álbum. Começa após um silêncio proposital de 12 segundos. Talvez para quebrar o clima mais melancólico das seis primeiras faixas, ou dividir o disco – que deve ter edição em vinil – em dois lados. É a primeira vez que os Hermanos promovem um álbum com um som do Amarante. Enfim uma levada alegre, em clima dos mexicanos do Café Tacuba e com pegada pop. Guitarra com levada rápida e teclados espertos. Tem cara de prédio na praia do Rio de Janeiro. Daqueles que não têm varanda mas compensam com um puta janelão.
8 – “Horizonte distante” – Finalmente uma banda nacional consegue passar para o Brasil o que bandas como Franz Ferdinand e Strokes fazem nos EUA. Saca só essa levada de guitarra! Mas tem aquela porção Los Hermanos, né? Os arranjos arrepiam. Esse papo de “horizonte distante” soa meio Renato Russo pra você? Não se deixa enganar. O flerte com o progressivo é evidente. Se em “Ventura” os refrões eram escassos, em “4” eles voltam a aparecer. “A gente quer ver o horizonte distante” é prova disso. Algo soa como um solo de banjo, mas no disco não tem essa informação então deve ser uma guitarra maluca. Detalhes que fazem a diferença, e os barbudos sabem disso.
9 – “Condicional” – Essa tem cara de “Ventura”. Pianinho com riff esperto, guitarra e teclados mais próximos do Weezer e Amarante enrolado novamente em lamúrias de amor. É a “Canção do amor demais” dos barbados. É o fim da parte “mais animada”, iniciada na faixa sete.
10 – “Sapato novo” – Violão dedilhado, baixo, bateria, sintetizador e...Vibrafone! Jota Moraes é o convidado dessa faixa. Silenciosa, triste e direta: “levo assim, calado, de lado do que sonhei um dia como se a alegria recolhesse a mão pra não me alcançar”. Quem diz que Marcelo Camelo é um seguidor de Chico Buarque acerta pela semelhança na destreza em interpretar sentimentos com uma linguagem comum e ao mesmo tempo sofisticada e profunda. Erra quando não percebe as propriedades únicas conservadas na poesia de ambos. Camelo é Camelo e “Sapato Novo”, uma canção de amor singelo com uma letra isenta de rimas, é grande prova disso.
11 – “Pois é” – O que esperar de uma música que começa com a seguinte constatação: “pois é, não deu”? Com muito lirismo Marcelo Camelo prega o Carpe Diem em um arranjo simples e belo. “Avisa que é de se entregar o viver (...) Deixa o amanhã e a gente sorri”. Soa como um aviso ao ouvinte que a essa altura está hipnotizado e com o coração na mão.
12 – “É de lágrima” – A última do disco e a que encerra a trilogia corta-pulso que se inicia em “Sapato novo”. A curiosidade fica por conta da ausência do Amarante na gravação desse som, algo meio inexplicável... É da banda, né? Para aqueles que sempre analisam o som dos Hermanos a partir da proximidade com a MPB, uma surpresa: “é de lágrima” esquece o tupiniquim e coloca os dois pés na música inglesa. E aí declara Marcelo que “É de lágrima que faço o mar pra navegar” antes do estouro nos arranjos. Um “gran finale” de um excelente álbum.
*(notas de estranhamento da www.radiolaurbana.com.br, hehehe)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Acomodações ou provocações?

Acomodações ou provocações?
Vivemos. É isso que temos certeza (ou não?). Mas, não basta só isso... Eu estou dizendo assim não é com nenhuma pretensão bunda mole profética ou cara pálida de salva vidas, não. Considero todas as hipóteses, suposições, falações, enganações, supertições, besteiras, tudo o que mais estiver com o propósito macho, fêmea, de mudar, superar, seja lá que nome quiser colocar, pois o que importa mesmo é a vontade, o gosto, esse sabor que só você sente na boca é isso. Esse sentimento legal mano, mina, de acabar com toda essa situação que não é nada boa, e que se eu for detalhar aqui, haja papel; também, já sei que todos nós temos pelo menos uma noção pequena disso, não é?Ou somos tão retardados assim que... Deixa esta.
Acomodações ou provocações, é mole, é mole resumir tanta coisa, tanta beleza meu irmão, minha irmã a isso, é mole, mas se presta atenção fica é duro...
Ora, se todo dia nós vivemos a batalha que é a vida, é isso que é bonito, não é ser um frustrado, um carniceiro doido por dinheiro que lambe o chão fedido pelos pés desses caras caducos, frustrado nunca!É ser doido, mas é ser doido pela vida, por todo dia acreditar que não se é um fracassado, um cagado qualquer que cheira o peido fedorento dos senhores e senhoras (ponham as mãos no chão, dê uma rodadinha e vá pro olho da rua)
Somos gente, cheios de sorrisos, plenos de vozes, carregados de abraços, beijos e tanta alegria, festa e sabedoria, nós somos é um bando de gaiatos sim... É claro que de todo modo tentam nos diminuir a cloacas deles, mas comigo não!Enquadrar-nos a porcos domesticados para servir de comida para suas bestas, nos acorrentar aos seus falsos valores e as suas falsidades moralistas... Essas sanguessugas nos acomodam cotidianamente a catarro cuspido por eles!
Vão acomodar a puta que os pariu!E quem tiver incomodado que chegue mais perto, que é preciso conversar, bater um papo legal. Um bom... E os acomodados... Que se retirem,saiam,caia fora seu besta, seu abestado!Vai ficar ai é, feito mulamdo dessas carniças?
Vamos provocar!Arg!É mais bonito, cantar a vida em maracatus, sambas, rocks, em batucadas, uma canção na viola, na batida, um poema pela língua afiada de um inconformado, um livro bom, um filme legal, uma conversa, um encontro, um esquete, uma arte bonita, um passeio, uma viagem, uma festa. É dizer que não precisamos de mais comida lixo, nem de medo, nem de susto, nem de seu atestado de mediocridade, nem de identidade; olhe no meu rosto, quem sou?Sou eu e ai!Precisamos dançar a vida, na vida, com vida, de beleza (o que é feio eu não quero) queremos ficar livres de suas imposições, de sua s palminhas de guiné, dessas cenas absurdas de violência produzida, do espetáculo que todos somos colocados a interpretar uma personagem - Riso por fora, desespero por dentro!
Chega!É aqui que eu paro, vou trilhar outro caminho, que não seja o do dinheiro, do poder, do pacto dos babacas, da sujeira que é!
Pare você mesmos ai!O sinal não esta vermelho aonde que remos chegar, mas agora está azul e todos passam por cima uns dos outros, atropelam...
Acomodações ou provocações?
Acomodações; se essa é a sua vontade, aproveite bem a sua bosta e coloque mais açúcar, seu fela!
Provocações; precisamos bater um papo e nos conhecer por toda a vida!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009
Loa ao Afoxé Filhos de Gandhy


Saudação Ao Afoxé Filhos de Gandhy (Calé Alencar)


Loa 2009




Vamos saudar o afoxé Filhos de Gandhy


Vamos pra rua com o axé do ijexá


Lá no terreiro hoje tem padê de Exu


Maracatu dança pra Oxalá


O afro axé bate atabaque e agogô


Negro é meu tambor


Índio é meu maracá


Preta calunga vai buscar babalotim


Chama o quimboto


Traz de lá os ibeji


Irmãos de força, fé e luz, de coração


Trazendo a bênção pra nossa nação


Os pretos velhos nossos reis vão coroar


Nação Fortaleza vem pra cantar


Salve Filhos de Gandhy


Salve ajá yô (ê)


Sou Nação Fortaleza na paz


Sou banto gêge nagô

Maracatu É de Bambaliê!

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009
Nação Fortaleza Vice Campeão do Carnaval de Rua de Fortaleza
Com o tema Saudação Ao Afoxé Filhos de Gandhy, o Maracatu Nação Fortaleza conquistou seu primeiro vice campeonato no carnaval de rua de Fortaleza.
Os parabéns e abraço maracatuzeiro em cada brincante do Maracatu Nação Fortaleza.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

nação fortaleza

Nação Fortaleza é um bloco carnavalesco do estado brasileiro do Ceará.
Foi fundado em 25 de março de 2004, como forma de marcar o Dia do Maracatu e as comemorações dos 120 anos da abolição da escravatura no Ceará.
O Maracatu Nação Fortaleza tem como objetivo inserir crianças e adolescentes na cultura de maracatus, e assim trazer a participação efetiva de novas gerações dando continuidade ao trabalho dos antigos mestres.
O Maracatu Nação Fortaleza iniciou suas atividades com um trabalho voltado para estabelecer critérios de qualidade e pesquisa na elaboração do vestuário e dos adereços de seus componentes, ensejando a investigação histórica e o caráter inovador de seus timbres e ritmos, tendo como prioridade a participação dos brincantes em todos os setores do folguedo, com a realização de oficinas contemplando diversas formas de habilidades e o manuseio de materiais na confecção de roupas e elementos para as apresentações do grupo.
Idealizador do Maracatu Nação Fortaleza, Calé Alencar é autor de loas apresentadas pelos maracatus Az de Ouro, Nação Baobab e Vozes da África no desfile carnavalesco em Fortaleza. Seu mais recente trabalho, o disco Loas de Maracatu Cantigas de Liberdade, foi lançado em julho de 2005, em show realizado no Anfiteatro do Parque do Cocó. O disco comemora dez anos de atividades do artista no carnaval de rua, reunindo 16 loas interpretadas com seu vigor característico, configurando um trabalho autoral de acentuada qualidade e talento refinado.
Adotando como padrão as cores vermelho, amarelo, azul e branco, o Maracatu Nação Fortaleza incorpora, pela primeira vez na história, o nome da capital cearense a um grupo participante do desfile oficial do carnaval de rua.
Pretendendo imprimir uma marca original nas manifestações culturais de rua, o Maracatu Nação Fortaleza, além de sua participação efetiva no desfile tradicional do período carnavalesco, tem realizado apresentações na programação de eventos artísticos e culturais da cidade, criando oportunidade para a mostra do talento de crianças e jovens, aliados à experiência do grupo de brincantes adultos e exibindo seu cortejo em escolas, congressos, teatros, ruas, praças e centros culturais, contribuindo para a ampla divulgação do maracatu, evidenciando uma base com percussão e ritmo que preservam e ao mesmo tempo ampliam o batuque tradicional das manifestações afro-descendentes de Fortaleza, acrescentando movimentos de expressão corporal, trabalhando matizes fortes para apresentação dos figurinos e inovando nos desenhos musicais dos tambores, de forma a apresentar um toque vigoroso e inovador além de contar com a participação de pais, mães, filhos e filhas de santo e adeptos das religiões afro-descendentes da capital cearense.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Na%C3%A7%C3%A3o_Fortaleza"