terça-feira, 23 de dezembro de 2008

oia

Tantos sambas
Tantos rocks
Tantos maracatus
É o próximo poema
É a ultima canção

Antonio Viana








Vende-se

Um trite olhar
Desses
Que nem criança pedindo esmola
Na rua
No ônibus
Que nem ônibus lotado
Quenem segunda-feira
Como o dia em que o seutime perdeu o jogo
Ou sua mãe
Seu pai,sua mulher
Seu filho ou sei lá quem morreu
Um triste,triste,triste olhar
Desses
De miseráveis da vida
Que todos somos
De miseráveis na vida
Que todos estamos
De miseráveis com a vida
Que todos
Que todos
Os dias e mais dias suportamos
Que nem cristo
Na cruz
Que nem cristo
Sendo beijado
Que nem cristo,deturpado por paulo
Por tu cara pálida
Um triste mil vezes e uma triste olhar
E ponto final


Até o ano que vem, meu bem

Meu bem
Olhe só quantas situações complicadas nós vemos
Vivemos,observamos e outras
Tantas
Que nem se quer sabemos
Ou que nem queremos saber
Pra que?
Um cara diz,que não há nada
Não há nada a fazer
Sofrer?
Ou jogar de bola um pouco
Suportar!
Beber uma pinga
Escutar um som – caetano,gal,bethânia,gil.chico,novos baianos(los hermanos)
Tentar se “livrar” numa ginga
Quebrar a (uma)cara
Ficar chorando,que nada ou que tudo
Mais ou menos
E a gente ta nessa mesmo assim
Meu bem
Só há algo a dizer
Até o ano que vem
Te espero
E olhe quantos sorrisos podem ser
Essa nossa cabeça
Legal
Se tudo ta ruim
Vamos fazer um bom
Que a barra é toda hora

Se

Não há nada
Não há nada a dizer
Se as palavras
As palavras
Não falam mais
Não significam o nosso querer
Esse desejo por um beijo
Que tenho
(pertubado)
Ouçam com atenção
Sou de um e do outro lado
Sou de cima e sou de baixo
(pertubado)
E vosso amor se acabou
E vossa paz se quer começou
Aquela voz amiga
Enxirida
Fofoqueira
Te disse o que?
(pertubado)
Não há
Não há o que saber
Se as navalhas
As navalhas
Não cortam mas
Ferem como os dentes
E isso é só pra você
Essa dor
Esse apelo
Essa angustia
Esse cabelo
Essa rima,vixe
(pertubado)
Façam uma limpeza nas suas cabeças
Encham o estomago – a barriga
Corta essa
Saia fora
Enquanto o tempo
Não te viu escondido
(pertubado)
Esse é o titulo
Letras bem grandes
E se é poesia
Ou cagada
Que seja
(vomito)
Estou num desespero, já passou
Tô explodindo
Perdi o meu atestadoi de mediocridade
Você viu
Rasguei minha identidade
Enfiei no....do primeiro filho da .....que veio
Com uma coversa de “tudo vai bem,tudo legal
O mundo é assim ...é tudo normal”
Sou poeta,se for pra ser
Mas aviso logo
Sou poeta por raiva
Assim descarrego-me
(pertubado)


Tantos beijos nessa noite

Quero
Te ohar e te querer
Quebrar a tv
Não vê nunca mais a globo
Que faz
O povo
De burro mais burro á bobo
De surdo,cego,acomodado á oco
Sem voz
Sem mãos
Sem paz
Sem gosto
E o gosto,que gosto?

Quero
T e olhar e querer
Beijar,beijar,beijar
A tua boca
Não temos mais tv
Vamos fazer o que?
Sorrir
Cantar
Dançar
Não há mais globo
Só eu e você
E a noite

Tá tudo bonito
(o que é feio não quero)


Pessoa,
Deixe eu passar
Lá vai o doido
Caminhando

Eu tenho que acompanhar
Pois é,pessoa
Esqueci que tu
Ta fazendo teu trabalho
Feito roupa engomada
Vestir a beleza
Pra que ninguém a veja

Ficar na porta de entrada
Pro doido não entrar
Ficar na porta de saída
Pra beleza não sair

Não se preocupe pessoa
De voce já conheço tudo
Nada espero
Mas,o que é feio não
O que é feio não quero


Porque você não me beija

Se me deseja
Seja um pouquinho legal comigo
Quero ser seu aeroporto
Quero ser seu abrigo

Se me quer
Ouça um som antigo
Pinte seu rosto
Vá andando pela cidade
Eu te sigo
Mas,não
Mas,não pare no sinal
Vermelho

Não ,não
Não corte meu cabelo
Mas,não tome toda
Minha bebida
Não,não
Não pense que é proibida

De me deixar
Esqueça os dias de agito
Do meu beijo o gosto
Dos meus olhos os olhares
Da minha voz as palavras
Do meu jeito estranho-esquisito
Mas,leve
Pode levar com você
O grito ou não

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