terça-feira, 21 de outubro de 2008

DIVERSIDADE

A questão da diversidade sexual-afetiva não se passa somente em discussões sobre se é certo, errado ou se é pecado... È algo muito mais importante porque faz parte da vida de muitas pessoas. E tornam-se infelizes, ainda vítimas de esteriotipos construídos para “pejorativar” pessoas que trabalham, tem família, amigos, se relacionam publicamente, estudam e atuam socialmente como qualquer outra pessoa, mas, que “sentem” de outra forma, outra maneira, e tem sentimentos como qualquer um, só que vivem e são consideradas culpadas por uma sociedade, da qual todos nós fazemos parte, não por crimes, mas, por “viverem como sentem, como amam”...
E para melhor compreendermos o universo da diversidade, é importante também entender mais as características mais gerais de como são definidas as diferenças encontradas com relação à diversidade sexual-afetiva.
Colocam-se ao menos três conceitos para diferenciá-la, respectivamente: sexo biológico, orientação sexual e identidade de gênero.
Por sexo biológico há de se entender o sexo com o qual a pessoa nasce. Está relacionada diretamente com os fatores genéticos, ou melhor: seja homem (XY), mulher (XX), ou seja, intersexo (hermafroditas). Portanto, deve-se ficar clara a primeira distinção enquanto sexo biológico, por exemplo, homem, assim deve ser necessariamente do sexo masculino, ser um “macho”... E orientar-se sexo-afetivamente para se relacionar com uma mulher não passando assim de um papel meramente definido pela sociedade esteriotipadamente com o auxílio da cultura e da educação.
Só que isso não é o que acontece, não é exatamente assim que acontece. A pessoa tanto pode ser biologicamente do sexo feminino, como tanto pode ser outra identidade de gênero ou ser homo-afetivo ou biafetivo.
Mas, infelizmente acontece exatamente diferente. A sociedade construiu atributos e papéis de gênero que são embutidos com preconceitos e desigualdades. E isso é facilmente compreendido também com tarefas que são atribuídos culturalmente a homens e mulheres de uma forma simplesmente autoritária e opressora.
Fica claro que a sociedade é feita de pessoas e assim nós somos conseqüentemente os responsáveis direta ou indiretamente por atribuições tradicionais que coloca aos homens o poder, a força, as tarefas públicas, os postos que são os principais. E às mulheres é colocado o lar, os espaços privados e as tarefas meramente reprodutivas.
Orientação sexual, para entendermos é quando falamos de “desejo”, ou melhor, para onde se “orienta” pelo “desejo”, pelo “afeto”, pelo “gosto” uma pessoa, para alguém do mesmo sexo (homoafetivo), ou quando é alguém de um sexo que se “orienta” para uma pessoa do sexo oposto (heteroafetivo) ou para ambos os sexos (biafetivos).
Já quando falamos de identidade de gênero, é quando uma pessoa de identifica para determinado gênero, não importando o sexo biológico. È aí que entram as pessoas taxativamente denominadas por “transexuais, transgêneros, travestis, dentre outros”.
Assim, é importante esclarecer que orientação sexual e identidade de gênero são somente “diversos” do ser humano.
Antônio Viana.

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