terça-feira, 23 de dezembro de 2008

oia

Tantos sambas
Tantos rocks
Tantos maracatus
É o próximo poema
É a ultima canção

Antonio Viana








Vende-se

Um trite olhar
Desses
Que nem criança pedindo esmola
Na rua
No ônibus
Que nem ônibus lotado
Quenem segunda-feira
Como o dia em que o seutime perdeu o jogo
Ou sua mãe
Seu pai,sua mulher
Seu filho ou sei lá quem morreu
Um triste,triste,triste olhar
Desses
De miseráveis da vida
Que todos somos
De miseráveis na vida
Que todos estamos
De miseráveis com a vida
Que todos
Que todos
Os dias e mais dias suportamos
Que nem cristo
Na cruz
Que nem cristo
Sendo beijado
Que nem cristo,deturpado por paulo
Por tu cara pálida
Um triste mil vezes e uma triste olhar
E ponto final


Até o ano que vem, meu bem

Meu bem
Olhe só quantas situações complicadas nós vemos
Vivemos,observamos e outras
Tantas
Que nem se quer sabemos
Ou que nem queremos saber
Pra que?
Um cara diz,que não há nada
Não há nada a fazer
Sofrer?
Ou jogar de bola um pouco
Suportar!
Beber uma pinga
Escutar um som – caetano,gal,bethânia,gil.chico,novos baianos(los hermanos)
Tentar se “livrar” numa ginga
Quebrar a (uma)cara
Ficar chorando,que nada ou que tudo
Mais ou menos
E a gente ta nessa mesmo assim
Meu bem
Só há algo a dizer
Até o ano que vem
Te espero
E olhe quantos sorrisos podem ser
Essa nossa cabeça
Legal
Se tudo ta ruim
Vamos fazer um bom
Que a barra é toda hora

Se

Não há nada
Não há nada a dizer
Se as palavras
As palavras
Não falam mais
Não significam o nosso querer
Esse desejo por um beijo
Que tenho
(pertubado)
Ouçam com atenção
Sou de um e do outro lado
Sou de cima e sou de baixo
(pertubado)
E vosso amor se acabou
E vossa paz se quer começou
Aquela voz amiga
Enxirida
Fofoqueira
Te disse o que?
(pertubado)
Não há
Não há o que saber
Se as navalhas
As navalhas
Não cortam mas
Ferem como os dentes
E isso é só pra você
Essa dor
Esse apelo
Essa angustia
Esse cabelo
Essa rima,vixe
(pertubado)
Façam uma limpeza nas suas cabeças
Encham o estomago – a barriga
Corta essa
Saia fora
Enquanto o tempo
Não te viu escondido
(pertubado)
Esse é o titulo
Letras bem grandes
E se é poesia
Ou cagada
Que seja
(vomito)
Estou num desespero, já passou
Tô explodindo
Perdi o meu atestadoi de mediocridade
Você viu
Rasguei minha identidade
Enfiei no....do primeiro filho da .....que veio
Com uma coversa de “tudo vai bem,tudo legal
O mundo é assim ...é tudo normal”
Sou poeta,se for pra ser
Mas aviso logo
Sou poeta por raiva
Assim descarrego-me
(pertubado)


Tantos beijos nessa noite

Quero
Te ohar e te querer
Quebrar a tv
Não vê nunca mais a globo
Que faz
O povo
De burro mais burro á bobo
De surdo,cego,acomodado á oco
Sem voz
Sem mãos
Sem paz
Sem gosto
E o gosto,que gosto?

Quero
T e olhar e querer
Beijar,beijar,beijar
A tua boca
Não temos mais tv
Vamos fazer o que?
Sorrir
Cantar
Dançar
Não há mais globo
Só eu e você
E a noite

Tá tudo bonito
(o que é feio não quero)


Pessoa,
Deixe eu passar
Lá vai o doido
Caminhando

Eu tenho que acompanhar
Pois é,pessoa
Esqueci que tu
Ta fazendo teu trabalho
Feito roupa engomada
Vestir a beleza
Pra que ninguém a veja

Ficar na porta de entrada
Pro doido não entrar
Ficar na porta de saída
Pra beleza não sair

Não se preocupe pessoa
De voce já conheço tudo
Nada espero
Mas,o que é feio não
O que é feio não quero


Porque você não me beija

Se me deseja
Seja um pouquinho legal comigo
Quero ser seu aeroporto
Quero ser seu abrigo

Se me quer
Ouça um som antigo
Pinte seu rosto
Vá andando pela cidade
Eu te sigo
Mas,não
Mas,não pare no sinal
Vermelho

Não ,não
Não corte meu cabelo
Mas,não tome toda
Minha bebida
Não,não
Não pense que é proibida

De me deixar
Esqueça os dias de agito
Do meu beijo o gosto
Dos meus olhos os olhares
Da minha voz as palavras
Do meu jeito estranho-esquisito
Mas,leve
Pode levar com você
O grito ou não

terça-feira, 21 de outubro de 2008

DIVERSIDADE

A questão da diversidade sexual-afetiva não se passa somente em discussões sobre se é certo, errado ou se é pecado... È algo muito mais importante porque faz parte da vida de muitas pessoas. E tornam-se infelizes, ainda vítimas de esteriotipos construídos para “pejorativar” pessoas que trabalham, tem família, amigos, se relacionam publicamente, estudam e atuam socialmente como qualquer outra pessoa, mas, que “sentem” de outra forma, outra maneira, e tem sentimentos como qualquer um, só que vivem e são consideradas culpadas por uma sociedade, da qual todos nós fazemos parte, não por crimes, mas, por “viverem como sentem, como amam”...
E para melhor compreendermos o universo da diversidade, é importante também entender mais as características mais gerais de como são definidas as diferenças encontradas com relação à diversidade sexual-afetiva.
Colocam-se ao menos três conceitos para diferenciá-la, respectivamente: sexo biológico, orientação sexual e identidade de gênero.
Por sexo biológico há de se entender o sexo com o qual a pessoa nasce. Está relacionada diretamente com os fatores genéticos, ou melhor: seja homem (XY), mulher (XX), ou seja, intersexo (hermafroditas). Portanto, deve-se ficar clara a primeira distinção enquanto sexo biológico, por exemplo, homem, assim deve ser necessariamente do sexo masculino, ser um “macho”... E orientar-se sexo-afetivamente para se relacionar com uma mulher não passando assim de um papel meramente definido pela sociedade esteriotipadamente com o auxílio da cultura e da educação.
Só que isso não é o que acontece, não é exatamente assim que acontece. A pessoa tanto pode ser biologicamente do sexo feminino, como tanto pode ser outra identidade de gênero ou ser homo-afetivo ou biafetivo.
Mas, infelizmente acontece exatamente diferente. A sociedade construiu atributos e papéis de gênero que são embutidos com preconceitos e desigualdades. E isso é facilmente compreendido também com tarefas que são atribuídos culturalmente a homens e mulheres de uma forma simplesmente autoritária e opressora.
Fica claro que a sociedade é feita de pessoas e assim nós somos conseqüentemente os responsáveis direta ou indiretamente por atribuições tradicionais que coloca aos homens o poder, a força, as tarefas públicas, os postos que são os principais. E às mulheres é colocado o lar, os espaços privados e as tarefas meramente reprodutivas.
Orientação sexual, para entendermos é quando falamos de “desejo”, ou melhor, para onde se “orienta” pelo “desejo”, pelo “afeto”, pelo “gosto” uma pessoa, para alguém do mesmo sexo (homoafetivo), ou quando é alguém de um sexo que se “orienta” para uma pessoa do sexo oposto (heteroafetivo) ou para ambos os sexos (biafetivos).
Já quando falamos de identidade de gênero, é quando uma pessoa de identifica para determinado gênero, não importando o sexo biológico. È aí que entram as pessoas taxativamente denominadas por “transexuais, transgêneros, travestis, dentre outros”.
Assim, é importante esclarecer que orientação sexual e identidade de gênero são somente “diversos” do ser humano.
Antônio Viana.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

a miséria do direito,o direito da miséria


A miséria do direito,o direito da miséria

Abordagem para uma critica da sociedade e a construção de uma humanidade emancipada


O país em que vivemos é um desdobramento de sucessivos períodos históricos e transformações que aconteceram em escala global com a chegada dos primeiros exploradores:os portugueses.Sendo a formação desse país marcada por características profundas na sua estrutura social que persegue sua constituição até os dias atuais.
Com a chamada “descoberta” ,os primeiros habitantes que aqui viviam são envolvidos pela civilização ocidental,sendo escravizados e vistos naturalmente como “inferiores” e “primitivos” ,são explorados em trabalhos forçados,desnaturalizados e massacrados pelas “guerras justas” e pelas doenças trazidas pelo “homem branco” ou seja,são forçados a desaparecer.
E com os negros acontece um dos maiores e mais duradouros processos de aniquilação físicos,mentais,sociais e humanos,com conseqüências profundas e visíveis em nossa realidade.E as justificativas para tal “barbárie cristã” eram plenamente normais até por aqueles que pregavam a libertação dos escravos,como Joaquim Nabuco que dizia – “É preciso acabar com a escravidão para trazer os imigrantes europeus,absorvendo o sangue caucásico,vivaz,enérgico e sadio”Se antes eram “os pés e as mãos do senhor”,agora a nova ordem mundial estabelecida pelo sistema econômico exigia mudanças ...Então foram descartados ! Até a guerra do Paraguai foi utilizada para “acabar com os pretos” que atrapalhavam o progresso da nação,sendo usados como soldados e desaparecendo assim durante e após a guerra.Foram mais de um milhão de escravos,restando poucos.Então veio a abolição e,os brancos são libertos desses escravos...Um número reduzido,uma maioria de velhos,doentes e sequelados.
Depois de séculos de resistência ,a abolição lhes cai como uma sentença inapelável,estavam definitivamente excluídos da sociedade conservadora e elitista brasileira que os suportava devido a sua importância como “mão de obra”.Ora,se era exatamente “essa gentalha”(como eram chamados na época), que produzia a riqueza do país ...Mas,agora não prestavam mais,antes eram “coisas”,objetos que lhes dava e garantia posição privilegiada,dinheiro e poder em uma sociedade escravocrata que só importava ser senhor de escravos,senhor de engenho ou produtor de café.Mas os tempos tinham que mudar,era preciso “limpar” a sociedade desse empecilho e a forma escolhida foi a total exclusão e o desprezo maquilado de “democracia racial”
Esse resumido esboço serve apenas para constatar e abreviarmos os antecedentes formadores da sociedade brasileira,sempre em sintonia com as mudanças que ocorrem em nível mundial e,exatamente por isso,para compreendermos e buscarmos tecer questionamentos e fundamentar abreviadamente criticas e reflexões sobre a realidade em que vivemos,já que é cada vez mais urgente pensar de que forma é possível superar toda essa barreira social e cultural bastante influente em toda a estrutura política do Estado.
Essa herança ainda constitui o presente de maneira evidente e cotidiana e ,infelizmente é disfarçada sob o mito da generosidade e cordialidade do povo brasileiro,nada mais que um falseamento inventado para desenvolver o espírito de conciliação imposto de cima para baixo,como não é raro na história brasileira.
É claro,já adentrando no âmbito do direito,que é inquestionável a importância significativa do avanço no ordenamento jurídico,onde temos uma Constituição progressista,que acena para mudanças há muito tempo esperadas ,com garantias sociais e direitos fundamentas que resguardam os direito humanos.É a real e plena afirmação de um pacto pela conciliação de todas as pessoas por um pedido de união para a construção de uma sociedade de novo tipo.
Temos um Código Civil e inúmeras leis realmente capazes de dar a segurança jurídica necessária para se começar a pensar de que forma queremos realizar as mudanças ,com a isenção de um passado ainda tão conseqüente e vivo.
Mas,não é difícil de notar que mesmo assim toda esse “aceno” no ordenamento jurídico só serviu para legitimar a “abertura democrática” acontecida com o fim da Ditadura Militar.
E como sendo infelizmente só apenas um amparo legal necessário para a constituição de um tempo diferente,peca por permanecer assim...Sabe-se o quanto é importante sem duvida esse pacto como símbolo,mas agora é real a necessidade de ultrapassá-lo,ir além,tendo-o como base.
A questão é que a sociedade em geral ainda está “refém” de uma cultura e formação caducas,mero e vulgar reflexos de um passado recente.E para se pensar seriamente,esse pacto responsável pelos “avanços” no ordenamento jurídico é sim a legitimação de uma conciliação,mas que por mais que se acene para a direção certa continua “atrelada” a uma “lógica” que mantém uma mesma visão concretamente atrasada.Assim somos “presos” a um ordenamento jurídico simplesmente abstrato,sem eficácia e minimamente mantenedor da realidade,com a sua reprodução em toda parte,graças a nossa formação como se deu,portanto um reflexo da sociedade em todas as suas etapas e a uma questão maior que engloba a economia mundial .
Ora,é isso,ainda temos uma cultura do lucro,estimulada e estruturada fundamentalmente tendo como base a exclusão e mantendo a mesma lógica responsável pela imposição de valores morais falsos,conseqüência direta da exigência de um ser humano civilizado
E assim permanecemos numa ilusão repugnante ,a normalização do mais do mesmo repetitivo que só serve para “acalentar” as cabeças vazias e “masoquistas” que se conformam com a “naturalidade eterna” da sociedade atualmente
Dessa maneira não se faz outra coisa senão atestar o pacto como único meio de se “organizar” a vida.Um anti-humanismo óbvio,plenamente caracterizado pela “liberdade vigiada”,na qual não se garante a real segurança ao “cidadão”,mas apenas um controle sob o individuo,onde só se mantém o sujeito como massa de manobra para o mercado e suas novas ilusões,um estado permanente de contradições que se chocam e causam inúmeros problemas que reduzidos atacam todos em maior ou menor proporção.É a própria negação do humano,e da existência.onde os valores estabelecidos foram e continuam sendo modificados para ceder ao “apetite da ilusão” da sociedade que é serva da economia e do mercado.Onde princípios e elementos constituintes do humano são “negociados” como se a vida humana e a existência tivessem alguma valoração de tipo especulativa,como se fossem comparadas a mercadorias.meros cosméticos da beleza humana.
Assim,enterram a superação.Esta,a possibilidade de emancipação realmente valorada nas questões afetivas e humanas.Plurais,diversas e que são afirmações concretas da existência humana.Afirmação real de que “nossas leis não valem nada diante de tão grandes disparates sociais que as formulam e as aplicam ,ainda mais sob “o manto da ilusão”,que é uma parcialidade que descarrega legislações que não conseguem mais legitimar o seu próprio criador,pois este está em fase terminal.”
A mediocridade chegou ao seu limite.A sociedade do atraso sobrevive tendo como laboratório nossas vidas.Não nos pertencemos mais,um quase-sentido ou melhor,um falso sentido que só encontramos momentaneamente em tudo o que nos leva a aceitar a s conveniências,engolindo com sorrisos forçados os artifícios que teimamos em suportar...Tudo em nome de uma suposta sociabilidade.
É mais fácil pertencermos as coisas,aos objetos...As nossas angustias mesmo assim não desaparecem,pois a questão não é só de possuir

terça-feira, 14 de outubro de 2008

REVOLUÇÃO HUMANA

REVOLUÇÃO HUMANA
Sou Weberiano! Sou marxista! Sou anarquista! Sou humano! Nós revolucionários do século XXI não devemos nos prender a ortodoxia, afinal, se nos comportarmos dessa forma, em que estaremos sendo diferentes dos burgueses que tanto criticamos? Segregação social e ideológica também faz parte do capitalismo. Não podemos continuar como fantoches utilizados pelas classes dominantes, para representar o espetáculo dessa suposta liberdade de pensamento. Todos dizem por aí que a televisão controla nossas mentes, mas será que os livros, jornais e revistas não? Minha intenção não é que você concorde comigo nem, muito menos, que você aceite o que digo. Tudo o que quero é que pense, duvide, ouça, veja, fale e, principalmente, critique. Não devemos lutar por sistemas políticos ou econômicos, mas, sim, por você, por mim, por nós. Karl Marx, Engels, Lênin, Bakunin, Thomas More, Weber, CHEGA! Queremos ouvir o seu João, que trabalha oito horas por dia, e a Dona Maria, que trabalha em tempo integral cuidando da sua casa. Isso não se trata de populismo e sim de respeito ao ser humano. Quebremos as correntes da ignorância e da intolerância que aprisionam nossa mente. Muitos podem achar que elas não existem, entretanto, digo: “Não basta apenas ver, é preciso enxergar”. Façamos a revolução. A toda hora com gestos, palavras e ações, não um movimento revolucionário proletário ou burguês, mas humano.

“Crianças, homens e mulheres de todo mundo uni-vos e provocai-vos!”

Marco Vasconcelos

segunda-feira, 13 de outubro de 2008


Sábado, 25 de Agosto de 2007

CANSADOS//////????? quando acabar o maluco sou eu!
quem vem com tudo não cansa! e agora que inventaram isso que eles ainda chamam de movimento,que seja então...todos tem o direito de se expressar......mas agora falar que é apartidario,apolitico e não tem nenhuma intenção golpista ou são anti lula.....conversa fiada...digam quem são......?para o que vieram....?não venham com esse papo de" pelos direitos dos brasileiros";;;;;;;;;;;;estou aqui....me expresso e digo que não concordo com os cansados....não sou contra eles,mais tenho uma visão diferente da que eles pensam que tem......eu estou aqui,,,,,ja disse pra que vim,,,,,,e quem eu sou,,,mais vocês,vocès....se forem em movimento como são no cansaço......estamos mais perdidos do que nunca.....nem todo cansaço é fisico,mais existe o cansaço cerebral...-mente mortas do reacionarismo!

antonio escreveu

O grupo provocações é um encontro de estudantes, interessados em ciências humanas: sociologia, antropologia, ciências políticas, filosofia, história, geografia, economia dentre outros temas inter-relacionados com nosso principal objeto de pesquisa; o ser humano e suas relações sociais.
Nossa metodologia de estudo consiste em leituras individuais e coletivas, auxiliadas por uma bibliografia diversificada, pré-selecionada por seus participantes, observando criteriosamente a importância dos temas.
Surgimos a partir da necessidade do gosto pelo conhecimento e a consciência de que é preciso modificar o contexto reproduzido pela sociedade.
Inicialmente começamos com a leitura do livro de Caio Prado Júnior; história Econômica do Brasil. Fizemos a leitura de alguns textos fragmentados e hoje estamos dando continuidade com o livro de Sérgio Buarque de Holanda; Raízes do Brasil. Utilizamos, ainda, outras ferramentas como a internet que é um meio importante de interação comunicativa e dinâmica, através da utilização de um “Blog”.
Portanto, na tentativa de iniciarmos um estudo prático, iremos realizar uma pesquisa de campo, visando um mapeamento complexo-específico das características observadas. Escolhemos a comunidade do “aterro”, situada no bairro de Antônio Bezerra, próxima aos bairros: Autran Nunes e Genibaú. Decidimos por ela, visto que se trata de uma comunidade acessível, com características próprias, peculiares e diversas... De onde se pode conhecer algo mais do seu universo rico e variado.
Sendo assim solicitamos o acessoramento da ONG; Cearah Periferia com o intuito de recebermos orientações referentes à futura pesquisa. Desde já agradecemos à atenção.



Saudações Grupo provocações





Blog: Provocado/Blogger.com

Provocados:

Anderson (vestibulando-direito)
Antônio Viana (Direito-Fafor-6° semestre);
Diogo (pedagogia-uece-1º semestre);
Lílian Glória (Economia Doméstica-ufc-2° semestre);
Marco Vasconcelos (vestibulando- física);
Yara (vestibulando- ciências biológicas).

um fantasma ronda o mundo,é o fantasma do prvocações!


Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007
BLOG provocações!
O blog provocações! é um espaço real de divulgação de pensamentos,idéias,opiniões,análises e principalmente questionamentos e propostas para uma humanidade nova em equilíbrio,em harmonia com o meio-ambiente e em sintonia com suas atitudes.É a afirmação de que o caráter humano pode ser realmente humano e não-lógico como nos forçam assimilar,colocando-nos em lados opostos,individualizando-nos como adversários,tornando-nos vazios numa desproporcional ânsia de consumismo,inertes sem participação ativa nas escolhas que deveríamos tomar para nós e para o conjunto coletivo.
PROVOCAÇÕES! É afirmar a reflexão como ponto principal de se pensar não-logicamente,buscar compreender a lógica para começar a construir uma antilógica e entender a lógica como produção do ser humano e como tudo que é construído pela humanidade,é superável ...Já que essa lógica está a serviço do capitalismo e não há como separá-la do sistema já que ambos se autocompletam.
Por isso é importante PROVOCAR!. É catar dentro de nós os pensamentos lógicos,as atitudes lógicas que nem percebemos que são normalizadas ao ponto de parecerem que nascem assim e assim serão eternas! É preciso PROVOCAR! Identificar a lógica do sistema que serve a alguém e a alguns... E estes colocam-nos a lógica e nós entendemos que ela é necessária para continuarem com os absurdos que se contradizem...E achamos normal e impossível mudar esse estado de coisas...
Quem sabe o primeiro passo você já não deu há muito tempo e nem se deu conta. PROCANDO! Você deve dar um passo a mais! Então, PROVOQUE! Identifique a lógica,compreenda a lógica,conheça a lógica e não apenas assimile-a...Assim, você saberá visualizar a estrutura do sistema . Por tanto poderemos romper com isso...Vamos a anti-lógica! Provocai! PROVOCADORES!
Postado por BLOG provocações às 06:02 0 comentários



2008/10/13 antonio viana

provocaçoes!!!!!


Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007BLOG provocações! O blog provocaçoes! é um espaço real de divulgação de pensamentos,ideias,opiniões,análises e principalmente questionamentos e propostas para uma humanidade nova em equilibrio,em harmonia com o meio-ambiente e em sintonia com suas atitudes.É a afirmação de que o carater humano pode ser realmente humano e não-lógico como nos forçam assimilar,colocando-nos em lados opostos,individualizando-nos como adversários,tornando-nos vázios numa desproporcional ânsia de consumismo,inertes sem participação ativa nas escolhas que deveriamos tomar para nós e para o conjunto coletivo.PROVOCAÇÕES! É afirmar a reflexão como ponto principal de se pensar não-logicamente,buscar compreender a lógica para começar a construir uma anti-lógica e entender a lógica como produção do ser humano e como tudo que é construido pela humanidade.é superável,já que essa lógica está a serviço do capitalismo,não há como separar-lá do sistema´,já que ambos se autocompletam.por isso é importante PROVOCAR!,é catar dentro de nós os pensamentos lógicos,as atitudes lógicas que nem percebemos que são normatizadas ao ponto de parecerem que nascem assim e assim serão eternos!É preciso PROVOCAR!identificar a lógica.o sistema sereve serve a alguem ea alguns e estes colocam-nos a lógica entendem necessária para continuarem com os absurdos que se contradição...e achamos normal e impossivel mudar esse estado de coisas.Quen sabe o primeiro passo você já não deu amuito tempo e nem se deu conta.PROCANDO! você deve dar um passo a mais!Então PROVOQUE! ,identifique a lógica,compreenda a lógica,conheça a lógica e não apenas assimile-a...assim você saberá visualizar a estrutura do sistema,por tanto poderemos romper com isso...vamos a anti-lógica! provocai!PROVOCADORES! Postado por BLOG provocações às 06:02 0 comentários
2008/10/13 antonio viana <
estadodepoeta@gmail.com>

superar

superação ou ainda se quer sabemos o que pode nos acontecer...não é que seja bem assim,mas é nesse caminho para o qual estamos indo,sem a menor dúvida...
então ,prefiro expor a minha satisfação em continuar acreditando na superação desse estágio atrasado em que estamos...um momento que só beneficia poucos iludidos que insistem em manter a humanidade sob o perigi=o constante da contradição...
não dá mesmo para acreditar mesmo assim que nós humanos busquemos sem ao menos um minimo de esforço ultrapassar essa realidade continua,somos muito mais que isso...e quem impoe limites ao seu pensamento,a sua ousádia é mesmo um sequelado que só vai "viver"fingindo que esta numa boa....mas não;;;;que
coloca como fim da historia essa coisa vazia baseada em valores negociaveis ....que negocia a vida humana e de outras especies,que negocia tudo por mero e vulgar "papel pintado",,,uam especulação plena de satisfação alienadora e falsa.....um sistema caduco,,,,nós não devemos por uma pedra nos nossos conhecimentos,nas nossas vidas e aceitar que o mundo é isso que está e nunca nada vai mudar realmente como tem de ser,,,,,uma HUMANIDADE de verdade,com valores tendo como base a vida ,a existencia e a melhor maneira de mante-las.....É PRECISO SUPERAR A SOCIEDADE DO ATRASO....e só nós podemos realizar esta mudança a partir de nossas atitudes ,do que acreditamos,do que queremos,mesma que ainda seja um minimo de pensamento abstrato,mas buscar-lo é o importante,,,,,,,

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

saber

saber que
nada
é nada
não é saber
nem não saber
é saber
nem nada
saber
saber que
nada
nada´
é saber
nem saber
não é saber
não
nada
é saber
que
não
que nada
que saber
não
saber
é saber
nada
é nada
saber
que nada
saber
que
nada

sócrates

sócrates...um filosófo para quem deveriamos todos observar como sinal de sabedoria,essa tão subjugada nas cadeiras academicas e reduzidas a diplomas hipossuficientes...
sócrates é um ser humano com todas as suas extensões de dignidade,não como mero simbolo a ser seguido pragmaticamente,mas como caminho aproveitado como objetivo para dar algum sentido a nossas vidas...
sócrates não somente foi,,,
sócrates é um anseio pela busca de todos nós podemos seguir adiante...
mas primeiro é preciso nos conhecermos,nos indagarmos da necessidade de continuar a viver,sabendo que não é nada fácil...
sócrates não é só um filosofo qualquer que viveu há tempos...
sócrates é a coragem e as suas implicações,é a determinação,é a mão estendida,o olhar atencioso,´´é o auxilio antiassistencialista,é a ajuda a valores maiores como a descoberta de que ainda existe muito há pensar...
sócrates sempre afirmava que não era para ser seguido,nem amado,nem idolatrado-ora,se era humano como todos!
sócrates queria nem se quer ser compreendido.....mas tudo o que ele aspirava era que si próprios podem se conhecer,se descobrir,entender o mundo =e suas consequências....é isso sócrates....nem reduzido,nem limitado,uma exitencia ampla para ser discutida!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

estão por ai
caminhando indecisas
essas gentes
com suas cabeças cheias/vázias
com seus celulares tocando
é uma voz que chama
é uma voz
mas não importa
você esta atrasado
você precisa de dinheiro
e eles precisam de você
la vai ele
com as mãos limpas
de tanta agua
mas a sujeira não sai
o teu corpo se irrita
e então mais um comprimido
e então mais uma porrada na cara
mais uma vez deprimido
de que vale tanta parafernalia
de que vale o seu bom senso
se já está com os dias contados
o tempo passa
o tempo vai rapido
e ficamos perdidos
jogados de lado
como peças velhas e sem uso
nõa adianta
não dá
é um grande sufoco
e por pouco não desistiu de tudo
mais um lhe empura
mais um com a cara feia
eles também são amestrados
eles são mais que isso
caminham dando voltas
até um dia cansaram
ficarem tontos de vez e cairem

não estou disposto

NÃO ESTOU DISPOSTO

SABEMOS
E SE NÃO
COMO VAI SER
COMO SERÁ
SE AINDA NÃO É
PALAVRAS EM VÃO
PALAVRAS AO VENTO
PALAVRAS SEM FÉ
E NADA
OU QUASE NADA
SE AINDA PODE
DEVE
E NÃO
OU MAIS
OU O QUE
SE AINDA CHOVE
SE AINDA SOL
SE PALAVRAS SURGEM
SE NAVEGAM
COMO BARCOS
PELA IMENSIDÃO
TÃO PERDIDOS QUANTO NÓS
TÃO ENCAIXADOS
AO REAL
REALISMO SECO
DA BEBIDA QUE NÃO NOS LIVRA
DE ACORDAR CEDO
OU DE NÃO ACORDAR
DE NÃO SER CONCEBIDO
E SE EU TIVESSE BEBIDO
ESTARIA MAIS
ESTARIA O MESMO
E SE EU FOSSE EBRIO
SEMPRE
A REALIDADE ME SUFOCARIA MENOS
OU QUASE NADA
NADA OU ENTÃO
EU SUPORTARIA
ESSAS PALAVRAS
COMO UM BEIJO
OU UM SOCO
UM SUSPIRO
E MAIS UM COPO OU
DECLAMARIA PALAVRÕES
RASGARIA OS PADRÕES
ESCANCARIA OS PORTÕES
SUJARIA O CORPO
COM OUTRO CORPO
PRA SER LIMPO
DE NOVO OU
MAIS SUJO MAIS
MAIS
E FUJO
PELAS PaLAVRAS
NÃO
NÃO
NÃO
ESTOU DISPOSTO

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

"SERÁ verdade ou será que não,nda do que posso falar...e tudo isso pra sua proteção nada do que posso falar"...PLEBE RUDE!!!!

Do nascimento à gravação de O Concreto Já Rachou

Provavelmente uma das estréias mais importantes do rock brasileiro, o primeiro disco da Plebe Rude continha os mega hits Até Quando Esperar, Proteção, Johnny vai à Guerra, Brasília e Minha renda. O trabalho rendeu um Disco de Ouro quase que da noite para o dia. O jornalista Arthur Dapieve escreveu na antologia BRock, O Rock Brasileiro dos Anos 80: “O Concreto já rachou é sério candidato a melhor disco da história do Rock Brasileiro.”

Nascimento

Plebe Rude. O grupo que é apontado como um dos mais importantes e influentes da cena musical de Brasília dos anos 80, nasceu meio que ao acaso. Quer dizer, nem tanto assim. Philippe Seabra se recorda que, numa tarde de julho de 1981, quando voltava para casa vindo do colégio, encontrou-se com André Mueller no ônibus. Ambos eram vizinhos no bairro do Lago Norte, em Brasília. Poucas semanas antes, André tinha convidado o vizinho para assistir a uma apresentação do grupo Os Metralhas, da qual era o baixista, na lanchonete Foods, na 111 da Asa sul.

Philippe tinha então 14 anos. Claro que tinha aceitado o convite. “Foi a primeira vez que vi um show punk ao vivo, mas o estilo já conhecia”, recorda-se. Dois anos antes, quando André morava na Inglaterra, ele mandara uma fita K7 para o irmão mais velho de Philippe, Alex. O conteúdo da fita eram as músicas do explosivo movimento que estava acontecendo por lá. Philippe descobriu então músicas de Stiff Little Fingers e do Clash. E a sua vida mudou para sempre. André foi quem abasteceu a turma em Brasília com as últimas novidades de Londres.

Mas, voltando ao encontro dos dois no ônibus, naquela tarde seca, característica de Brasília em julho, André perguntou a Philippe se ele queria montar uma banda. O jovem Seabra estudava na Escola Americana e tocava guitarra na banda Caos Construtivo, que fazia versões de músicas do Stiff Little Fingers, Clash, Buzzcocks, Ramones e Undertones, junto com mais três amigos iugoslavos. Era André quem emprestava seu baixo Fender Precision para a banda — o único instrumento de verdade a que tinham acesso. Mas Philippe já estava querendo começar a tocar material original. E aceitou o convite. No dia 7 de julho, nascia a banda, ainda sem nome.

O baterista Gutje Worthmann, já era conhecido de Philippe — “mas só de vista”. Ele o tinha encontrado no show dos Metralhas, banda que tinha Marcelo Bonfá, futuro Legião Urbana, na bateria. Gutje tinha recém saído da Blitz64 e foi chamado para um ensaio na casa de Fê Lemos, também no Lago Norte. “Era na casa de Fê que rolavam os ensaios do Aborto”, lembra Philippe. O Aborto Elétrico tinha Renato Manfredini — futuro Russo — nos vocais, André Pretorius, como guitarista, além do próprio Fê, futuro Capital Inicial, na bateria. Pretorius era sul-africano, amigo de André, e considerado por todos como “o primeiro punk de Brasília”.

O nome da banda

O grupo tinha surgido, mas ainda não nome. Estavam entre Os Zulus — do qual o logotipo seria o desenho de um africano cheio de anéis no pescoço esticado, que eles tirariam do rótulo do álcool Zulu — ou Plebe Rude. Os dois nomes haviam sido sugeridos por André. Optou-se, claro, pelo último. A origem do nome é interessante. Quando morava em Curitiba, André era acintosamente chamado por um tio, junto com irmão, de “plebe ignara”. O termo vinha do lendário jornalista Stanlislau Ponte Preta.

Uma das características da Plebe — a irreverência e o sarcasmo — já podia ser notada. Desde que começou, a Plebe sacaneava todo mundo. Os três plebeus sabotavam os ensaios do Aborto, desligando a chave geral de energia do lado de fora da casa, para acender um minuto depois.

Depois dos primeiros ensaios, a banda de Philippe, André e Gutje podia pensar em fazer seus primeiros shows. Jander Bilaphra, o “Ameba” só entraria no ano seguinte. Gutje e André dividiram os vocais nesse período, mas queriam alguém permanente na posição de vocalista. Foi então que chamaram Jander, que começava a andar com a turma.

Mas a primeira apresentação ocorreu ainda sem Jander. Foi no Clube da Imprensa, ainda em 1981. A Plebe dividiu o palco com o Aborto Elétrico. Todos na banda estavam nervosos. Sem um afinador eletrônico — que nem existia na época — o trio acabou afinando o baixo muito mais alto, e a guitarra fora do tom normal. O resultado não foi dos melhores, mas mesmo assim, para as poucas pessoas que viram, a semente estava plantada.

A seguir, a Plebe começaria a tocar por toda a cidade. Os shows geralmente eram compartilhados com o Aborto e a Blitx. A mídia começou a perceber que havia um movimento em Brasília quando as três bandas tocaram na Sala Funarte, hoje Sala Cássia Eller. Era final de 1981. E a TV Globo local cobriu o evento.

Pouco tempo depois, quando o Aborto Elétrico encerrou suas atividades, em 1982, Renato começaria a tocar sozinho. Fazia os shows com voz e violão. Quando se apresentava com a Plebe, muitas vezes num espaço cultural no Lago Norte, que a mãe de Philippe, prefeita comunitária, organizava, os três plebeus se divertiam jogando moedas na frente de Renato, como esmola. Posteriormente, o cantor e compositor montaria a banda Legião Urbana. Nessa época, os dois grupos dividiam uma sala de ensaio, no Brasília Rádio Center, situado na Asa Norte.

Depois de inúmeros shows nas ruas, em bares, e festas do Departamento de Arquitetura da UnB, onde André estudava, a Plebe se firmou como banda de respeito na cidade. Nessa época começaram a aparecer os primeiros fãs.

Sem o Aborto Elétrico, André X, Philippe Seabra, Jander Bilaphra e Gutje assumiam o lugar de banda punk da cidade. ‘‘A Plebe Rude era a melhor banda da época. Em 1982 era ela quem mandava’’, afirmou Fê Lemos, em 1998. ‘‘Era a minha favorita’’, disse Renato Russo, em entrevista ao Correio Braziliense, em 1996.

Ascenção e Queda de Quatro Rudes Plebeus

A Plebe Rude foi a primeira banda de Brasília a ter o registro de um filme sobre si mesma. Isso só foi possível porque Gutje havia conseguido o patrocínio de uma loja de material fotográfico para um dos hoje lendários shows do Espaço Cultural do Lago Norte. Em troca de uma faixa atrás do palco com seu nome, a loja deu inúmeras caixas de filme Super-8.

O baterista dirigiu então o média-metragem Ancensão e Queda de Quatro Rudes Plebeus, filme de 40 minutos que narra, em tom ficcional e irreverente, “a trajetória” da banda. A abertura do filme tinha takes individuais dos membros do grupo. O primeiro era Ameba. Helena, mulher de Gutje na época, aparecia no topo de uma escada perto da Catedral de Brasília, toda vamp, empurrando um corpo escada abaixo. A câmera se aproximava e em close revelava que o corpo era de Jander. André X surgia depois, numa construção abandonada ao lado do Venâncio 2000, vestindo uma capa preta. Gutje era apresentado saindo de um teatro cercado por fãs e dando autógrafos. E, para dar um toque menos sério, Philippe era apresentado saindo de uns arbustos, dançando balé num estacionamento.

Narrado por Renato Russo, numa gravação feita em um take na sala de ensaio que os plebeus dividiam com a Legião, o filme tinha como trilha a própria Plebe tocando suas músicas. O processo de registro sonoro do filme consistiu na exibição do filme, que a banda assistia enquanto Renato, de improviso, narrava a história ao lado de um gravador.

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Uma curiosidade. Quando o filme foi mostrado ao público pela primeira vez, o projetor não tinha a mesma velocidade do projetor que a banda usou na gravação. O resultado: as imagens estavam fora de sincronia do áudio. Mesmo assim, Ascensão… ganhou o prêmio melhor filme experimental do Primeiro Festival de Cinema Super-8 de Brasília. Infelizmente, a cópia original da fita de áudio está perdida.

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Depois das apresentações individuais, o filme seguia com dois dos integrantes da banda se encontrando pela primeira vez com Jander. No TL velho — um primo da Variante, carro da Volkswagen dos anos 70 — de André, o baixista e Philippe surgiam numa tentativa de encontrar um vocalista. O cenário: a barragem de Brasília. Nesse momento, os dois vêem Jander. No banco da frente do carro, o cachorro de André, Shakey. Era ele quem, na ficção dos plebeus, segundo o roteiro do filme, fazia os vocais da banda. Shakey, contudo, logo seria substituído por um humano. Enquanto os três conversam do lado de fora do carro, Gutje aparece com um extintor de incêndio e descarrega um jato em cima de todo mundo. Com uma certa liberdade poética, nascia, aos olhos do espectador dessa versão cinematográfica, a banda Plebe Rude.

Na seqüência do filme, a banda surgia em takes tocando ao vivo. Logo depois, surgia Renato Russo. Ele aparecia na casa de Philippe durante um ensaio, vestindo terno. Para esta cena, a banda, na fita original, gravou uma versão de A garota de Ipanema, mas cantando “Manfredo, Manfredo...” — uma brincadeira em cima do verdadeiro sobrenome de Renato: Manfredini. Usando óculos de aros grossos, Renato entra para assistir ao ensaio. Nas mãos, um cartão: “Manfredo, caçador de talentos”.

Meio desconfiados, os integrantes da banda recebem o cartão, mas não se fazem de rogados e mandam algumas músicas. São surpreendidos pela reação do “caçador de talentos”. Renato começa a tremer com a música. E não pára. Fica tão envolvido com o som, que parece sofrer um ataque epilético, jogando-se no chão. Debatendo-se na sala de ensaios — na verdade, o quarto de Philippe — empresário rola no chão, cobrindo o corpo com um tapete. Quando a música termina, Renato se levanta, arruma o terno e sai, dando um contrato à banda.

Pelo filme, descobre-se que a banda fica milionária. Os plebeus lêem a notícia que venderam um milhão de cópias do disco, comemorando com um banquete no gramado da casa de Philippe. Os quatro estão maquiados. Numa bandeja, é servida uma cabeça — que André chama então de “Cabeça de Lemos” — uma sacaneada nos irmãos Fê e Flávio, do futuro Capital Inicial. A cena corta para o final do banquete com a banda lambendo uma caveira, e com a mesa toda desarrumada, com garrafas de bebida vazias.

O clímax, contudo, ainda estaria por vir. Enquanto a banda dorme, depois da comemoração, dentro da sala da casa de Philippe, Bernardo — irmão de André e vocalista do grupo XXX (pronuncia-se xisxisxis) e futuro líder da Escola de Escândalo — entra pela janela com uma máscara nos olhos. Um larápio que roubaria tudo. A banda acorda numa sala vazia. Para sobreviver, os quatro plebeus passam a trabalhar como garis no Eixão da Asa Sul. E assim encerra o filme.

Sobre as gravações, na lembrança de Philippe, está a falta de paciência de Gutje, que perdeu a cabeça com o resto do grupo inúmeras vezes. “A gente não tinha saco para filmar”, recorda-se o guitarrista. Mas foi graças à insistência do baterista que Ancensão e Queda de Quatro Rudes Plebeus ganhou vida e tornou-se um documento que registra um dos momentos mais prolíferos da música pop brasileira.

O rock de Brasília

A estréia da Legião Urbana nos palcos aconteceu em Minas Gerais. O grupo de Renato Russo abriu para a Plebe em 1982, num festival de música em Patos de Minas, uma cidade que fica a várias horas de ônibus de Brasília. A grande banda alternativa da capital era a Plebe.

Renato tinha sido chamado para fazer um show em Patos de Minas pelo produtor local Shaolin, mas como o Aborto tinha acabado, o cantor sugeriu que a Plebe fosse a atração, desde que a nova banda dele, a Legiao Urbana, abrisse o show. Assim, com apenas um ano de idade, pela primeira vez a Plebe tocava fora da capital.

A contundência política das músicas Pressão Social e Vote em Branco, da Plebe, e de Música Urbana II e Que país é esse, da Legião, assustou a polícia local. Após o show, os integrantes das duas bandas foram detidos e interrogados. Como Philippe era menor de idade, com apenas 15 anos, a polícia queria saber por que ele estava ali. Depois do interrogatório, as bandas foram liberadas com a seguinte condição: teriam que partir no primeiro ônibus. Foi o começo de uma série de esbarros que a banda teria com a policia.

Com o fim do Aborto, nesse meio tempo, os dois ex-integrantes Fê e Flávio Lemos, além de Loro Jones, ex-Blitx, montaram a banda Capital Inicial. Mais adiante, depois de algum tempo, os três chamaram Dinho Ouro Preto para cantar. Ele tomaria o lugar da simpática Heloísa.

Em 1983, a Plebe Rude, a Legião Urbana e o XXX — a primeira banda de ska da cidade, formada por Gerusa, irmão de Loro Jones, e Bernardo Mueller, irmão de André, ambos futuros integrantes do Escola de Escândalo — e o Capital Inicial eram as quatro grandes bandas da cidade.

“É claro que tinha bandas de mpb e pop — na linha da Cor do Som —, mas as quatro bandas detonavam essas fora do palco sempre que tocavam nos mesmos shows”, lembra Philippe. De fato, as bandas que conviviam em meio ao furacão punk brasiliense eram bem mais comportadas. Como o Mel da Terra, que tinha produzido um disco independente e ganhado as rádios locais com um hit — Estrela Cadente. A outra banda com projeção local era a Pôr do Sol. Bem, o nome de ambas já dizia tudo.

Essas bandas passaram a se recusar a tocar com as punk por causa dos públicos, que não se cruzavam. Houve muitas vezes que a reação do público era tão sincera que saía porrada. Os grupos também reclamavam dos músicos punks, que os sacaneavam. Nem mesmo os metaleiros escapavam.

“Uma vez, uma banda de heavy chamado Rock Fusão tocou depois da Plebe”, relata Philippe. “A gente queria ir embora, mas não podia, pois a banda estava usando o amplificador de baixo”. Durante o habitual solo de bateria dos metaleiros, a Plebe, na moita, desligou o amplificador e o levou embora, mas ficou para ver a cara espantada do baixista, quando a banda entrou de novo na música.

Por um breve período, entre 1982 e 1983, na época da lendária temporada na ABO, a Plebe tinha duas meninas fazendo backing vocal. Uma era Marta Brenner, mais conhecida como Marta Detefon, com quem André iria se casar cinco anos depois. E a outra era Ana Galbinski, conhecida como Ana XYZ, namorada de Philippe, na época. As duas eram chamadas de plebetes.

E não permaneceriam na banda. Há uma explicação para isso. Como a Plebe estava ficando mais conhecida em Brasília, e não queria correr o risco de parecer com a Blitz, banda carioca que já tinha estreado com o compacto Você não soube me amar, Marta e Ana foram “gentilmente” convidades a sair do grupo. Logo em seguida, a Plebe começou a tocar em São Paulo e eventualmente, em 1984, fez a sua estréia fulminante no Circo Voador no Rio.

“Rumores falam em guerrilha”

A primeira vez que a Plebe desceu para São Paulo, foi para tocar na última noite no antro punk, o Napalm, que estava a beira da falência. Fernanda Pacheco, na época empresária da Legião e que hoje é mulher de Dado Villa-Lobos, marcou o show e conseguiu encaixar a banda na noite anterior no lendário Rose Bom Bom. Um cartaz espalhado pelos locais especializados em rock, em São Paulo, anunciavam o show da Plebe como uma banda “new wave” de Brasília.

Na noite seguinte, no show do Napalm, João Gordo, dos Ratos do Porão, e Clemente e Ronaldo, dos Inocentes, que já haviam ouvido a falar da banda, estavam lá para ver qual era. Anos mais tarde, João confidenciou à banda que eles eram o único grupo do mainstream brasileiro que respeitava. Com a rivalidade entre os punks e playboys em SP, naturalmente depois do show houve um quebra. A briga foi tão grande, que até o valente Jander se abrigou atrás do palco. Houve rumores que alguém tinha sido morto. A reação do público assustou os plebeus. Tal confusão era muito distante do movimento benigno que caracterizava a cena de Brasília. (André X fala mais sobre esta ida a São Paulo - leia aqui – link)

Alguns meses depois, numa noite que talvez entrará para a história do rock nacional, na casa noturna Village, a Plebe abriu para o grupo Ira!, que estava lançando o seu primeiro compacto, Pobre Paulista. Charles Gavin, hoje baterista dos Titãs, ainda era membro do Ira!, e emprestou a bateria ao Gutje. O plebeu nunca tinha tocado com tantos pratos, mas não hesitou em usar todos. Um mês depois, a banda tocou com os Inocentes (a banda paralela de Clemente) e rodou todo o underground paulista, tocando várias vezes no Rose Bom Bom, no Madame Satã e até na Danceteria Tifon.

Como todos estavam no colégio, e André na faculdade, era preciso regressar a Brasília de ônibus comercial, logo em seguida aos shows. Uma viagem de 16 horas. “Não existia cachê nem perspectiva de gravar sequer um compacto, e a banda ficava na casa de amigos”, lembra Philippe.

Em 1983, a Legião foi tocar pela primeira vez no Rio no mesmo final de semana do show intitulada 1984, em que Plebe, Capital e Escola de Escândalos montaram no Sesc, na Asa Sul. No Rio, Os Paralamas do Sucesso já tocavam a música Química. Talvez, por isso, a Legião foi muito bem aceita. Pouco tempo depois, quando surgiu a primeira oportunidade para a Plebe tocar no Rio, não pôde ir. Em julho daquele ano, no segundo aniversário da banda, Philippe foi passar um mês nos Estados Unidos com seus irmãos. Iria para ver se gostava, na perspectiva de se mudar para lá depois de concluir o segundo grau, o que os seus dois irmãos fizeram. Alex, Philippe e Ricky nasceram lá. Só que Philippe não gostou muito. Foi a primeira vez que tinha voltado desde que se mudou de Washington para Brasília aos 8 anos de idade. Em 1983, ele estava com 16 anos e não conseguia se ver morando lá. Ainda mais sem a banda. Na volta, a Plebe desceu para o Rio.

Foi uma noite histórica no Circo Voador, no Rio. A casa estava cheia e os Paralamas estavam curtindo o recém sucesso de “Óculos”. A Legião, ainda sem disco, estava começando a arregimentar fãs. E todos na platéia pareciam ter ouvido falar da Plebe. Uma demo tocava na Rádio Fluminense, com a música Dança do Semáforo, com os vocais das Plebetes ainda e nunca regravado pela banda, além de Sexo e Karate. O até então desconhecido repertório do Concreto já rachou foi tocado na íntegra, mais as músicas Censura, Vote em Branco (só regravada pela banda no disco Erre ao contrário), Tá com nada (gravado pelo Detrito Federal, nunca pela Plebe) e uma versão de Electric Co., do primeiro disco do U2, que havia sido recém lançado. A Plebe foi muito bem aceita. Logo após a apresentação, Philippe saiu pela arquibancada distribuindo folhetos, com letras, fotos e informações sobre a banda. A Plebe comecou a transitar entre o eixo Rio-São Paulo chamando muita atenção e, conseqüentemente, os shows lotavam cada vez mais.

A Legião finalmente chegou ao primeiro disco e com o seu sucesso, Renato Russo, Dado Villa-Lobos, Renato Rocha e Marcelo Bonfá se mudaram para o Rio de Janeiro, abrindo as portas para a Plebe. Enquanto isso, o Capital Inicial foi para São Paulo. Em Brasília a turma continuava a crescer com as bandas Finis Africae, Detrito Federal, Elite Sofisticada — uma brincadeira em cima do nome da Plebe Rude — e Escola de Escândalo.

Para ler em detalhe sobre essa época, clique aqui na matéria do Correio Braziliense, A turma da Colina. Para ver fotos raras da Plebe clique aqui.

O disco

Depois de muita insistência de Herbert Vianna e de Renato Russo, a EMI contratou a Plebe Rude para gravar um disco. A promessa é que, se a banda tivesse êxito, o contrato seria estendido. Foi um investimento sem risco algum para a gravadora, que também tinha os Paralamas e Legião como artistas contratados.

Com produção do Herbert, a primeira dele, a Plebe foi incluída no pacote de novos artistas, junto com Zero e Musak, ambas de São Paulo, e uma banda deplorável do Rio: Lado B. O conceito estratégico brilhante da EMI era este: para testar bandas, a gravadora lançaria, sem investimento nem divulgação especial, um mini LP. Era o tamanho de um disco normal, mas com apenas seis músicas. Por conter menos faixas, o preço seria mais barato. Mas como o Brasil é o Brasil, os lojistas, sem hesitação, venderam os discos pelo mesmo preço de álbuns convencionais.

Por causa do nome que a Plebe Rude tinha no Rio antes de ser contratada, após inúmeros shows no Circo Voador, Mamão com Açucar, Danceteria Metrópolis, Morro da Urca e Mistura Fina, as músicas começaram a tocar na rádio. Mais pela demanda popular. E o disco começou a vender.

Como o título do disco foi tirado da música Brasília, que originalmente não estaria entre as seis músicas escolhidas, a banda conseguiu que a gravadora a incluísse. Foi o único Mini LP com sete faixas. A banda teve que lutar para conseguir um encarte simples. Com a intervenção de Herbert, os plebeus conseguiram convencer os executivos da EMI que as letras das bandas de Brasília eram importantes. Mas, claro, o encarte foi impresso no papel mais vagabundo. A foto da capa foi tirada numa casa abandonada, que alguém na EMI conhecia de um video clip de um artista brega. A banda foi lá com o fotógrafo Flávio Colker. Pouquíssimas fotos foram tiradas. Por sorte e pelo talento de Colker, uma delas ficou genial e virou a capa. Pouco tempo depois, a Plebe voltou para o mesmo local para gravar o clip de Até Quando Esperar.

O bochicho começou. E a EMI começou a perceber que a Plebe Rude era um nome forte. Marcelo Nova, do Camisa de Vênus, falou bem do disco na TV Globo. Herbert sempre falava em entrevistas sobre as super bandas de Brasília. Apesar dos Paralamas não terem começado em Brasília, o Herbert e o Bi moraram lá e as vezes são incluídos como músicos da cidade. A Legião, já tomando o país de assalto com a música Será e Geração Coca Cola, não só falava sempre da Plebe, como o próprio Renato assinou o press release do disco.O show de lançamento ocorreu no Teatro Ipanema, no Rio, junto com Zero. Foi fulminante. Depois, em fevereiro de 1986, o grupo fez o seu primeiro show solo, em duas noites lotadas no Morro da Urca, na casa Noites Cariocas, onde já tinham tocado dois anos antes. A Plebe veio para ficar e, eventualmente, os plebeus tiveram que se mudar para o Rio, durante a Copa de 1986. Na verdade, a mudança veio um pouco contra a vontade da banda, mas a distância do Rio e de São Paulo estava irritando a EMI.

A Plebe apareceu em todos os programas de TV obrigátorios da época: Fantástico, Chacrinha, Clip Clip e até concedeu uma entrevista com o Clodovil. Aqui, vale a pena contar o episódio.

***

Os quatro estavam extremamente sem graça na presença do costureiro, coisa rara para os plebeus sem medo de dizerem o que pensavam. Clodovil começou a brincar com o grupo, dizendo que eles eram tão punks, mas na verdade eram umas “graçinhas”. A banda ficou mais sem graça ainda. Clodovil virou-se para Philippe e perguntou: “Sua família é do Pará?” Ele reconheceu um sotaque indireto paraense debaixo do leve sotaque americano que o guitarrista tinha — e tem até hoje. Aí, olhou para os Plebeus, e perguntou: “Porque vocês estão tão quietos? Vocês acham que eu sou uma bicha velha?” Todos da banda se seguraram para não explodir em risos, mas ninguém falou nada. Bem comportados, afinal.

***

Os quatro plebeus botaram o pé na estrada e passou a se equipar. Gutje comprou uma bateria Tama e Philippe, o amplificador Marshall de Herbert, o mesmo que usou durante a gravação do disco. Jander mandou fazer uma guitarra em Brasília. E André comprou um amplificador Marshall de baixo de Bi Ribeiro, do Paralamas.

Polêmica no rádio

A Rádio Transamérica chamou a Plebe para tocar no primeiro programa “Chá das Cinco”, que juntava várias bandas tocando ao vivo. Junto com os plebeus, a banda Zero. Banda de São Paulo liderado por Guilherme Isnard, chamou Philippe e Gujte para fazerem o backing vocal do hit Agora eu sei, mais precisamente a parte de Paulo Ricardo, que dividia os vocais na música.

Cantando roucos, imitando o vocalista do RPM, quando chegaram na parte “O que me traz de dor”, Philippe cantou no ar ao vivo para todo o Brasil “Isso atrás, que dor…” Guilherme ficou possesso e queria bater no guitarrista, alegando que a vó dele estava ouvindo.

Mas o que chamou mais atenção daquele apresentação foi a versão funk de Proteção, a primeira de inúmeras versões da música, que a banda tocaria nos anos subseqüentes com a inclusão de Bichos Escrotos, música do recém-lançado disco Cabeça Dinossauro, dos Titãs. A música tinha sido censurada por causa do palavrão no refrão. Foi a primeira vez que a musica foi ao ar em cadeia nacional, e quando chegou a hora do refrão, com toda a executiva da Transamérica e os divulgadores da EMI com os cabelos em pé, assustadíssimos, Philippe, de improviso, mudou “Vão se fuder” para “Vão tomar banho”. Esta versão de Proteção estourou e alavancou em muito as vendagens do disco O Concreto Já Rachou.

Depois do show de lançamento do disco Cabeça Dinossauro, Philippe foi para o Baixo Leblon de carona com várias pessoas, entre elas Branco Mello, vocalista dos Titãs. De repente, a versão tocou na rádio e ele deu a maior bronca em Philippe, dizendo que eles peitaram a censura e não era para modificar.

Philippe acabou pagando por aquele instante de decisão de não causar um tumulto, multa ou até notificação pela Polícia Federal para a rádio Transamérica, mas pouco tempo depois, a musica foi liberada e virou um dos maiores sucessos dos Titãs. A Plebe tocou essa versão, com o palavrão — devidamente bipado — numa apresentação para a TV Globo, no programa “Clip Clip”. A música tomou as rádios de assalto.

As criticas elogiosas ao lançamento de O Concreto Já Rachou se acumulavam e o disco vendeu cem mil cópias. A Plebe tinha um Disco de Ouro, nas mãos. As rádios executavam de maneira maciça Até quando, Minha Renda e agora, Proteção.

Shows lotados ocorreriam em capitais como São Paulo e Salvador, no lendário Teatro Salvador, onde o público chegaria a derrubar o portão de entrada.

Tudo corria bem, mas numa ação, sem dúvida punk, a banda se recusou a receber o Disco de Ouro no Chacrinha. Isso era comum a todos os artistas nacionais, naquela época. A Plebe Rude preferiu receber o disco das mãos de Faustão, que então apresentava o programa semanal na TV Bandeirantes “Perdidos na Noite”, que tinha mais status de cult do que Ibope.

A EMI não gostou nem um pouco. As apresentações da Plebe no programa, sempre exibido de São Paulo ao vivo para todo o país, eram fenomenais. O próprio Faustão, longe de ter a fama e poder que tem hoje, confidenciava à banda que eles eram um dos artistas preferidos de sua platéia. Conseqüentemente, poucas pessoas viram a entrega do disco. E menos ainda sabiam que a Plebe conseguiu um Disco de Ouro. Começava a difícil relação da Plebe Rude com a EMI.

Herbert Vianna disse à banda, anos depois, que eles realmente eram punks, mas eram burros. O ano era 1987. O concreto tinha rachado.

apenas um estudante sem dinheiro no bolso e morador da periferia

brasil - um tema recorrente

"superação ou ainda somos uma colonia?"

não.não é dificil identificar na historia deste pais a subordinação á qual se encontra ao longo dos séculos na formação estrutural-base da economia,que intrisecamente é a fundamentação primeira da exploração e ao longo dos tempos é o que se observou como unico interesse da metropole-imperialista Portugal - uma nação parasitaria,Inglaterra,NO SECULO XVIII e XIX e EUA principalmente nos anos 20 e 30 do seculo passado.Ai,eu deixo um questionamento;não ser essas nações imperialistas também parasitas?claro que não na mesma proporção que portugal,mas,colocando a discurssão de que elas se valiam das mesmas artimanhas exploradoras e mais expoliadoras e expropriadoras...
o observavel é que este gigante pais formou-se como colonia de exploração,voltado com todos os seus "interesses"para satisfazer a saciedade parasitaria metropolitana.O que não mudou,mas se aprofundou com a nossa "dita" ...liberdade economica...pois, acontadição do sistema acabou se entrenhando a nossa formação politica - de um lado "informalmente" nos tornamos sede um imperio,doutro economia subordinada e presa totalmente aos interesses dominantes da inglaterra.Ai vem a independencia politica,uaU!Um jogo
muito bem arquitetado pelas cabeças britanicas... ai
é um ciclo imperial inteiro de vergonhas e humilhãções e cala boca geral no povo..."pau neles!" uma economia ainda mais voltada para as culturas de exportação.ou seja,tudo o que interessa é o algodão,o açucar.o café...o mais é mero vulgar mas não é so...temos a republica,com todos os eus antecedentes...mais um plano e puf...que bicho é esse? republica..nome bonito...democracia...hummm....ai,eles vem com tudo...é o capital ingles todo entrando com tudo e muio mais,,,umas estradas de ferro ali,outras acola..."é preciso organizar as bases estruturais desse pais...investir,ou seja....atar os alicerces fundamentais...paranão se desgarrarrem de nós....ainda eramos uma colonia..humm...mas uma colonia de exportação independente....estamos inseridos na nova ordem mundial.....rummm....anos 30.....o começo do começo;;;;a industrialização...tardia.....é assim....a gente da mao....eles querem o braço....nan nan nin nan não.......industria de base,mas com a nossa base ,com a nossa tecnologia....e é preciso afastar o perigo comunista..os interesses da nação são os interesses do povo....o brasil é um filho obediente

É SÓ MAIS UM POEMA...

AGORA

agora os olhos estavam cheios...
sujeira urbana
poeira da cidade
bagunça orquestrada pelas buzinas e rumores de uma expectativa no atraso
NÃO...
não somos mais nós os mesmos
nunca fomos
nunca
não sabemos quem somos
não nos reconhecemos
uma simples atitude
um gesto normal
caimos na real....

agora os olhos se perdem num vazio incrivel
absurdamente natural
essas pessoas que não queremos observar
esses olhos que não queremos ver
essa carne que não queremos tocar

certamente ....estamos perdidos em meio a tantas mercadorias

claramente o cartaz diz que é possivel se encher de quinquilharias

e assim,a felicidade vai bater a sua porta
e o fim,agora você descobre que não é mais pessoa...
sem identidade,sem pertecer
sem se conhecer
sem nada....MORTA
SE MORRE SE MATAMOS AOS POUCOS
SE apagamos,nos enganamos por pouco...
nem que fosse por muito
o melhor deve ser descobrir que não somos
e o que somos
e o que sentimos
e o que queremos
nada?